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  • 14nov

    repassando6

    COLUNA DE CELSO NASCIMENTO/GAZETA DO POVO

    Lembra daquela frase do ex-ministro Rubens Ricupero que acidentalmente vazou num intervalo de entrevista que concedia à Globo em 1994?

    Ele dizia: “O que é bom a gente fatura; o que é ruim a gente esconde”.

    Pois é: de vez em quando a técnica se repete – como acaba de acontecer em relação à audiência que o governador Beto Richa teve com a presidente Dilma Roussef, em Brasília, na última terça-feira.

    Das entrevistas e matérias oficiais só saíram informações positivas.

    Diante do governador, Dilma teria se mostrado disposta a reativar o extinto programa Proinveste só para permitir que o estado, por ter regularizado suas contas, obtenha agora o empréstimo de R$ 817 milhões de que tinha ficado de fora; deu sinais de que serão mudadas as regras para arrendamento de áreas no Porto de Paranaguá; e até abriu a possibilidade de estabelecer uma “linha direta” – uma espécie de “telefone vermelho” (*) – com o governador, sem os indesejáveis ruídos na interlocução com os três ministros paranaenses, tidos como adversários.

    Essa foi a parte boa da agenda. A má, não divulgada pelo Palácio Iguaçu, foi o sonoro não que a presidente deu à proposta levada por Richa para que a União aceitasse sua intenção de prorrogar por mais alguns anos os contratos de concessão rodoviária no Paraná como forma de baixar as tarifas de pedágio e antecipar obras.

    Como a maior parte das rodovias pedagiadas é federal, a prorrogação obrigatoriamente teria de contar com a anuência da União, que teria também de dilatar o período de delegação das estradas ao estado.

    Exposto o assunto, Dilma teria dito a Richa que a União, ao contrário dele, defende que em 2021, quando terminam os atuais contratos, seja feita nova licitação, mas sob modelo menos oneroso para os usuários.

    Ou seja, neca de pensar em prorrogação.

    Dilma, porém, teria mostrado seu lado compreensivo: disse entender que mais obras são sempre bem-vindas e idem para tarifas mais baixas.

    Mas que esse é um assunto que o próprio governo do estado tem de negociar diretamente com as concessionárias. Pode, por exemplo, mandar antecipar ou fazer obras novas com recursos orçamentários estaduais.

    Se o Paraná, porém, tiver dificuldades de caixa para isso, a União – garantiu a presidente – poderia contribuir abrindo linhas de financiamento, desde que o estado se mantenha obediente à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – fator que, segundo reconheceu o próprio governador em entrevistas, era mesmo o que impedia o estado de obter o aval da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

    A reunião se encerrou com a apresentação pelo governador de um projeto de “engorda” de 7,5 quilômetros das praias de Matinhos, por R$ 570 milhões – valor equivalente a 100 quilômetros de duplicação de rodovias.

     

    (*) A linha direta entre Dilma e Richa seria como o “telefone vermelho” que, no auge da Guerra Fria, o presidente Kennedy instalou no Salão Oval para falar com Moscou sem interferências.

    Publicado por jagostinho @ 13:56



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • Teodhoro Disse:

    Que esse Celso Nascimento não gosta do Beto Richa todo mundo sabe. Mas, convenhamos, neste assunto ele tem razão. Richa não tá com nada. Requião nele!!!

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