Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 24jun

    UOL NOTÍCIAS

    Maracanã, o segundo estádio mais caro da Copa, será totalmente pago pelo governo do Rio de Janeiro - Daniel Marenco/Folhapress

    Maracanã, o segundo estádio mais caro da Copa, será totalmente pago pelo governo do Rio de Janeiro – Daniel Marenco/Folhapress

    Em meio a uma onda de protestos no país, a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento em cadeia nacional para “esclarecer” a aplicação de recursos federais em estádios da Copa do Mundo de 2014.

    Apesar de a União já ter comprometido cerca de R$ 1,1 bilhão com as arenas do Mundial, a presidente disse que esses recursos não saíram do orçamento federal e, portanto, não haveria prejuízo em investimentos na saúde e educação.

    Acontece que, se a maior parte dos recursos usados nas obras dos estádios não saiu dos cofres federais, isso não quer dizer que não saiu dos cofres públicos.

    Isso porque mais de 82% dos gastos com os estádios da Copa de 2014 serão pagos com verbas ou incentivos fiscais vindos de Estados ou cidades-sede do torneio da Fifa, ou seja, com dinheiro público.

    Atualmente, a construção ou reforma das arenas para o Mundial já custam R$ 8,3 bilhões (confira os valores abaixo). Desse total, cerca de R$ 6,3 bilhões (76%) sairão dos cofres dos 12 Estados da Copa, e R$ 543 milhões (6%) vêm dos municípios.

    Outros R$ 841 milhões (10%) serão pagos por empresas ou clubes, usando dinheiro emprestado com subsídios pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

    Já os cerca de R$ 600 milhões restantes (9%) virão da venda de terrenos da União no Distrito Federal para o pagamento da reconstrução do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

    A participação do governo federal em estádios da Copa do Mundo ainda inclui R$ 329 milhões em isenção de impostos federais às construtoras que trabalham nos estádios e parte dos R$ 189 milhões que o BNDES abriu mão para oferecer financiamentos a juros abaixo do mercado para quem tocava obras para o Mundial.

    Os valores foram apurados por uma auditoria do TCU. Não entram no custo total dos estádios da Copa porque, na verdade, são descontos no orçamento arcados com recursos federais.

    Ainda assim, o que o governo federal colocou nas arenas é menos que Estados ou municípios comprometeram.

    CONFIRA QUANTO ESTADOS E MUNICÍPIOS INVESTIRAM NOS ESTÁDIOS

    Estádio/Cidade-sede Orçamento Investimento estadual Investimento municipal Investimento privado
    Mineirão (Belo Horizonte) R$ 695 mi R$ 695 mi Parceira Público-Privada
    Mané Garrincha (Brasília) R$ 1,7 bi* R$ 1,1 bi**
    Arena Pantanal (Cuiabá) R$ 525 mi R$ 525 mi
    Arena da Baixada (Curitiba) R$ 234 mi R$ 123 mi R$ 111 mi
    Castelão (Fortaleza) R$ 519 mi R$ 519 mi Parceira Público-Privada
    Arena Amazônia (Manaus) R$ 583 mi R$ 583 mi
    Arena das Dunas (Natal) R$ 417 mi R$ 417 mi Parceira Público-Privada
    Beira Rio (Porto Alegre) R$ 330 mi R$ 330 mi
    Arena Pernambuco (Recife) R$ 532 mi R$ 532 mi Parceira Público-Privada
    Maracanã (Rio de Janeiro) R$ 1,2 bi R$ 1,2 bi
    Fonte Nova (Salvador) R$ 689 mi R$ 689 mi Parceira Público-Privada
    Itaquerão (São Paulo) R$ 820 mi Arquibancas móveis R$ 420 mi R$ 400 mi
    Total R$ 8,3 bi R$ 6,3 bi R$ 543 mi R$ 841 mi
    • *Custo de acordo com o Tribunal de Contas do DF // **Valor sem a participação federal

    O Maracanã, por exemplo, é o segundo estádio mais caro da Copa do Mundo, atrás do Mané Garrincha. Juntando todos os contratos da reforma, o contrato para gerenciamento da obra e as correções monetárias pagas, a adequação da arena para o Mundial da Fifa já custa cerca de R$ 1,2 bilhão.

    Todo esse dinheiro será pago pelo governo do Rio de Janeiro.

    Governos estaduais também vão bancar 100% da obra da Arena Pantanal, em Cuiabá, e da Arena Amazônia, em Manaus.

    Os cofres estaduais também são a grande fonte de recursos do Mineirão, em Belo Horizonte; Castelão, em Fortaleza; Arena das Dunas, em Natal; Arena Pernambuco, em Recife; e Fonte Nova, em Salvador.

    Neste caso, o governo do Estado fez parcerias público-privadas para que empresas construíssem as arenas e as administrassem após a obra.

    Municípios aplicou recursos com dois estádios do Mundial: Arena da Baixada, em Curitiba, e Itaquerão, em São Paulo. Em ambos os casos, a prefeitura se comprometeu a emitir títulos que serão repassados às construtoras das arenas.

    Esses títulos valem milhões e, portanto, são valores que a cidade gerou para incentivar as obras para a Copa.

    Só o Beira-Rio não têm recursos do Estado ou município. A reforma do estádio de Porto Alegre será custeada pelo Inter e a construtora Andrade Gutierrez.

    A empreiteira conseguiu um empréstimo do BNDES e não pagará impostos federais referentes à obra porque foi impostos federais referentes à obra porque foi incluída no programa de incentivos fiscais a obras de estádios criado pelo governo federal, o Recopa.

    Publicado por jagostinho @ 11:37



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.