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  • 21jun

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    CNBB 2A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) cobrou nesta sexta-feira que a presidente Dilma Rousseff fale à nação sobre os recentes protestos que levaram cerca de 1 milhão de pessoas às principais cidades brasileiras.

    A manifestação da entidade ocorre após o ministro da Secretaria-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, ter admitido que as manifestações podem afetar a visita do papa Francisco ao Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

    Com o acirramento dos conflitos entre policiais e manifestantes, Dilma cogita utilizar a cadeia de rádio e televisão para se manifestar publicamente sobre os episódios.

    Ela determinou que os principais ministros de estado cancelassem seus compromissos e convocou uma reunião de emergência para a manhã desta sexta no Palácio do Planalto.

    Após mais de três horas de debates, no entanto, ainda não decidiu se falará ou não ao povo brasileiro.

    “Imagino que ela deva dizer uma palavra ao país, fazer um pronunciamento mais oficial.  Ela deverá, é claro, trazer uma palavra ao país, talvez um pronunciamento oficial em rede nacional”, disse hoje o presidente da CNBB, d. Raymundo Damasceno.

    Para o cardeal, mesmo com os episódios de violência detectados nas manifestações em Brasília, Belém e Rio de Janeiro, por exemplo, a JMJ não está seriamente comprometida, embora o número de fiéis possa ser menor por conta dos protestos.

    “Cabe ao Estado garantir a segurança e tranquilidade de todos aqueles que vão participar”, disse ele. ” [A onda de manifestações] Pode afastar [a JMJ], mas creio que não será uma grande motivação”, completou.

    Em nota, a entidade manifestou solidariedade e apoio às manifestações, “desde que pacíficas”. Para a entidade, os protestos que tomaram conta do país “despertam para uma nova consciência” do povo brasileiro.

    “As mobilizações questionam a todos nós e atestam que não é possível mais viver num país com tanta desigualdade. Sustentam-se na justa e necessária reivindicação de políticas públicas para todos”, diz a CNBB.

    Para a entidade, as passeatas, ainda que com uma pauta de reivindicações difusa, são “testemunho de que a solução dos problemas por que passa o povo brasileiro só será possível com participação de todos”.

    Ao se manifestar sobre os protestos, a CNBB condenou, porém, atos de violência e cenas de depredação do patrimônio público, como as verificadas ontem no Palácio do Itamaraty e na Catedral Metropolitana de Brasília.

    “Nada justifica a violência, a destruição do patrimônio público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e instituições”, disse a CNBB.

    Publicado por jagostinho @ 17:39



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