Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 12jun

     G1 PR

    Casa Estrela, construída na década de 1930, foi restaurada e transferida para ao campus da PUCPR (Foto: Caroline Mafra / ÓTV)
    Casa Estrela, construída na década de 1930, foi restaurada e transferida do bairro Alto da XV para ao campus da PUCPR, no Prado Velho (Foto: Caroline Mafra / ÓTV)

     

    A Casa Estrela é considerada um símbolo da arquitetura de Curitiba. Construída na década de 1930 no formato de uma estrela, precisou ser restaurada para preservar a história do local.

    Foram sete anos desde a restauração até a inauguração da casa, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

    Hoje serve de espaço para exposição, além de um museu da família Gonçalves de Castro, que construiu a residência e viveu no local por 60 anos.

    A família levou 10 anos para construir a casa. “Meu pai trabalhava até altas horas da noite, batia o martelo até tarde”, lembra Idalina Gonçalves de Castro, filha do construtor.

    Esquadrias, piso e teto da Casa Estrela foram mantidos (Foto: Caroline Mafra / ÓTV)

    Esquadrias, piso e teto da Casa Estrela foram
    mantidos (Foto: Caroline Mafra / ÓTV)

    A ideia de transformar a residência em um estrela foi baseada na teosofia, uma corrente de pensamento dedicada à fraternidade e à união de religiões, no qual a família decidiu viver.

    Entre os hábitos da família, estava a prática do esperanto, idioma criado com o objetivo de se tornar uma língua universal, para integrar os povos.

    Dentro da casa, os visitantes podem conhecer mais sobre a teosofia e o esperanto. O espaço abriga ainda um anfiteatro, que poderá receber alunos de escolas.

    Desde os anos 90, a casa estava desabitada. Não demorou muito para os vândalos frequentarem o local.

    “Eles até colocaram fogo onde ficava a cozinha”, afirma o arquiteto Claudio Fortes Maiolino, responsável pela restauração.

    Segundo ele, a família não tinha recursos para manter a casa como um museu.

    Para evitar mais estragos e preservar a história, a casa precisou ser transferida do bairro Alto da XV para o campus da PUC, no Prado Velho.

    Transferência e restauração

    Em 2006, a Casa Estrela começou o processo de restauração. “Foram 20 dias para retirar a casa do local original. Todas as peças foram numeradas, depois desmontadas e levadas para um abrigo na PUC, para aí começar um trabalho de restauração e montagem da casa”, conta o arquiteto.

    Segundo Maiolino, foram preservados 60% da residência. Ele explica que algumas peças precisaram ser substituídas.

    “Ela tinha partes seriamente comprometidas. Por ser uma casa de madeira, os pilares estavam apodrecidos. Mas todas as esquadrias, o teto e o piso são originais”.

    O filho do construtor, Carlos Gonçalves de Castro, considera um milagre ver a casa restaurada.

    “Isso tudo foi a vida da gente. Fomos felizes aqui. Essa casa tinha música, idealismo, aqui passaram grandes artistas clássicos. Era um ponto de efervescência. Vinha gente do mundo inteiro. Eu sei que posso dizer que, para nós, esse é um momento de glória”, lembra.

    Casa restaurada  (Foto: Divulgação / Acervo Albatroz Arquitetura e Restauro)
    Casa Estrela antes da restauração, no Alto da XV, e depois, no processo de desmontagem
    (Foto: Divulgação / Acervo Albatroz Arquitetura e Restauro)

    Publicado por jagostinho @ 18:51



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.