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  • 06jun

    FOLHA.COM

    A Prefeitura de São Paulo confirmou ter recebido na terça-feira 1 milhão de libras esterlinas, equivalente aMALLUF cerca de R$ 3,2 milhões, que estavam depositadas em contas movimentadas por familiares do ex-prefeito e deputado Paulo Maluf (PP-SP).

    No dia 24 de maio, a Justiça da Ilha de Jersey já havia determinado o repasse das verbas.

    Os recursos são associados a desvios que teriam ocorrido durante a execução de obras na cidade na época em que Maluf era o prefeito e foram remetidos ao exterior há 15 anos, de acordo com a prefeitura, o Ministério Público Estadual e os juízes de Jersey.

    O dinheiro foi repassado ao município em cumprimento à sentença da Corte de Jersey que condenou em novembro as empresas da família Maluf.

    É a primeira vez que dinheiro dos Maluf depositado no exterior volta ao Brasil em virtude de uma condenação judicial por corrupção.

    Maluf sempre negou ter dinheiro no exterior, mas o processo de Jersey reuniu farta documentação mostrando que ele e seu filho Flávio controlam duas empresas sediadas em paraísos fiscais, a Durant e a Kildare, e movimentaram suas contas bancárias.

    Segundo a Procuradoria-Geral do Município, os R$ 3,2 milhões poderão ser usados em qualquer atividade pelo prefeito Fernando Haddad (PT-SP).

    Maluf apoiou Haddad na eleição do ano passado e seu partido controla a Secretaria Municipal da Habitação.

    A Justiça da Ilha de Jersey, um paraíso fiscal britânico, condenou as duas empresas associadas à família Maluf a devolver o equivalente a R$ 57 milhões.

    De acordo com a sentença, os juízes concluíram que Maluf participou dos desvios apontados pelas investigações feitas no Brasil.

    Os advogados ingleses da prefeitura continuam buscando outros bens da Kildare e da Durant que possam quitar o valor da condenação.

    A investigação patrimonial envolve ações da Eucatex, empresa brasileira dos Maluf. Isso ocorre pois em 2000 a Corte de Jersey bloqueou bens da Durant e da Kildare estimados à época em US$ 200 milhões, e grande parte desse patrimônio era constituído por papéis da Eucatex.

    As companhias condenadas em Jersey apresentaram recursos a um tribunal da Inglaterra que analisa causas dos territórios da comunidade britânica, mas essa medida não levou à suspensão da execução da sentença da ilha.

    Para vencer na corte inglesa, as empresas terão que comprovar que a decisão configurou uma flagrante violação de interesse público.

    OUTRO LADO

    Por meio da assessoria de imprensa, o deputado disse que não é réu na ação e não é dono do dinheiro em Jersey. Reafirmou ainda que não tem contas no exterior.

     

     

    Publicado por jagostinho @ 13:53



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