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  • 29dez

    EFE

    MÃES FAZEM CALENDÁRIO SENSUAL PARA PAGAR O TRANSPORTE ESCOLAR

    “Voaremos como anjinhos para ir em linha reta ao colégio.” O texto acompanha a foto de uma mulher de asas e vestindo calcinha de renda –e apenas isso. Os peitos dela são cobertos por sua mão.

    É a mãe de um dos alunos do colégio público Evaristo Calatayud de Montserrat, em Valência.

    Ela foi fotografada para um calendário sensual que arrecada fundos para, em meio à crise econômica na Espanha, substituir o poder público nessa pequena comunidade de 3.000 habitantes.

    O governo suspendeu duas das quatro linhas que prestavam serviço nesse município. Com isso, 83 alunos de entre três e dez anos ficaram sem transporte para a escola.

    Juan Carlos C·rdenas/Efe
    Página de calendário de mães de Monserrat, na Espanha
    Página de calendário de mães de Monserrat, na Espanha

     

    A mudança se deve a novas diretrizes da autoridade educacional regional, que passou a restringir transporte gratuito a alunos que morem a uma distância superior a três quilômetros em linha reta em relação ao colégio.

    Apesar de morar a distâncias menores do que três quilômetros, os estudantes agora sem ônibus têm de se deslocar por cerca de seis quilômetros por caminhos tortuosos e sem asfalto para chegar até a escola –a única da região.

    Por isso a referência à “linha reta” na foto angelical.

    O custo mensal é de cerca de R$ 220 por aluno, inviável para a associação de pais.

    Assim, mães se uniram para vender o calendário erótico. Será necessário vender cerca de 4.000 exemplares, a um custo unitário de R$ 13, para cobrir os custos, a não ser que consigam patrocínio.

    Um time local disponibilizou os autógrafos de seus jogadores para ajudar nas vendas.

    As mães também venderam tíquetes de loteria de Natal para, juntando esforços, reunir o dinheiro necessário para manter o transporte durante o ano. Até agora, conseguem bancar três meses, começando em janeiro.

    Antes de tomar as medidas que incluem o calendário sensual, os moradores da região haviam feito marchas e protestos periódicos diante da autoridade educacional.

    “Se não há dinheiro para a educação, não deveria haver para nada”, afirma Silvia Lucas, uma das mães indignadas, à mídia local espanhola.



    Publicado por jagostinho @ 15:28



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • Valmor Stédile Disse:

    A nacionalização de empresas espanholas de energia na Bolívia, pelo presidente Evo Morales, deve ter conexão com a crise na Espanha e nos remete para o governo de Leonel Brizola no Rio Grande do Sul, quando há 50 anos o então governador adotou as primeiras iniciativas de expropriação na América Latina tornando nacionais a Bond and Share, que explorava os serviços de eletricidade, e a telefônica ITT, ambas de capital norte-americano. O jornalista FC Leite Filho escreveu sobre isto no site da Rádio Legalidade em abril de 2012, aplaudindo ação semelhante adotada pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que no início do ano nacionalizou uma empresa espanhola de petróleo, a Repsol. “O que fez Brizola agir? O simples fato de que as duas companhias estrangeiras não investiam na renovação e manutenção dos equipamentos. A consequência disso era a péssima qualidade dos serviços. Porto Alegre e grande parte do Estado viviam às escuras, devido aos cortes constantes de energia. Os telefones, por seu turno, não atendiam à demanda e ofereciam um serviço de péssima qualidade”, conta Leite Filho…
    Mais detalhes no site: http://radiolegalidade.com.br/?p=2324

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