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  • 26dez

    GAZETA DO POVO

    Ducci deixa a cadeira de prefeito dizendo que será candidato a algum cargo em 2014 e defendendo a sua gestão - Foto:- Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

    Ducci deixa a cadeira de prefeito dizendo que será candidato a algum cargo em 2014 e defendendo a sua gestão – Foto:- Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

    Derrotado nas eleições municipais, o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), deve deixar seu cargo em baixa no final do ano. Segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas, 42% dos eleitores curitibanos reprovam sua gestão – enquanto 53% aprovam e 5% não souberam ou não opinaram.

    Isso representa uma queda de 14 pontos porcentuais no índice de aprovação de sua gestão em apenas um ano – e, o mais grave para o prefeito, em um ano eleitoral. Falta de conexão com a população, desgaste durante a campanha e má avaliação da saúde contribuem para esse quadro.

    Em abril de 2011, um ano depois de assumir a prefeitura em definitivo no lugar de Beto Richa (PSDB), Ducci era aprovado por 69% dos curitibanos.

    Esse índice oscilou dentro da margem de erro para 67%, em dezembro do mesmo ano e caiu para 53% nesta última pesquisa.

    Já a reprovação, pelo contrário, saltou de 26% para 42% – o número de eleitores que não respondeu à pesquisa oscilou entre 5% e 6% nos três levantamentos.

    A pesquisa foi realizada com eleitores maiores de 16 anos no município de Curitiba, entre os dias 13 e 16 de dezembro. Foram entrevistadas 682 pessoas. A margem de erro é de quatro pontos porcentuais, para mais ou para menos.

    Desgaste

    Segundo o cientista político Emerson Cervi, da Universidade Federal do Paraná, 53% é um índice de aprovação baixo para Curitiba.

    De acordo com ele, esse índice é próximo da avaliação de Cassio Taniguchi no final de seu segundo mandato – uma das gestões mais mal avaliadas da história recente do município.

    Cervi avalia que Ducci teve dificuldades de conexão com a população e com a opinião pública, além de ser um prefeito que pouco aparecia durante a gestão.

    Além disso, problemas na gestão da saúde e o excesso de obras durante o período eleitoral, que causaram transtornos à população, ajudaram a derrubar esse índice.

    Já o diretor do instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo Lopes de Oliveira, avalia que os números mostram que o processo eleitoral causou um desgaste na imagem de Ducci.

    “A aprovação caiu bastante, mas isso tem muito a ver com o período eleitoral, quando sua gestão passou por um processo de desconstrução pelos outros candidatos”, afirma. O atual prefeito foi apenas o terceiro colocado no primeiro turno, com 26,77% dos votos válidos.

    Defesa

    Apesar dos números mostrarem uma queda, o prefeito avalia o levantamento como positivo. “A pesquisa mostra que mais da metade da população aprova nossa gestão.

    No processo eleitoral, a cidade foi alvo de muitas críticas, o que refletiu na nossa aprovação”, afirma Ducci. “Mas as pessoas começam a ver agora que Curitiba sofreu uma grande transformação urbana e social e é uma cidade bem diferente daquela mostrada pelos adversários”, afirma ele.

    O que fica?

    A Gazeta do Povo faz um balanço geral da gestão que se encerra no dia 1.º de janeiro, focando algumas áreas da gestão pública.

    Educação: O município conseguiu manter os bons indicadores de avaliação da educação infantil. Desde que teve início o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), em 2005, a cidade aparece em primeiro lugar dentre as capitais.

    A taxa de analfabetismo baixou na última década – segundo o Censo, passou de 3,4% em 2000 para 2,1% em 2010.]

    O atual prefeito enfrentou dois problemas durante sua gestão: as reivindicações de professores, que pedem um Plano de Cargos e Salários atualizado e outras melhorias nas condições de trabalho, e a demanda por vagas na educação infantil.

    Com a inauguração de mais oito creches nos últimos meses, o prefeito vai fechar o acordo que fez com o Ministério Público e abrir 9,3 mil vagas até o final deste ano, que era a demanda estimada em 2008.

    Mas a prefeitura prevê a necessidade de abertura de mais 15 mil vagas. “O orçamento do município fechará este ano com perto de 27% para a educação”, diz Ducci.

    Saúde: Luciano Ducci ganhou força na prefeitura como secretário de Saúde, pasta em que desenvolveu o premiado programa Mãe Curitibana. Mas foi justamente esta área um dos principais calos do prefeito no seu último ano como administrador.

    A alta demanda nas unidades de Urgência e Emergência ficou ainda mais problemática com a mudança no sistema de contratação, em maio deste ano.

    A prefeitura repassou essa função para a Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (Feaes), um órgão da administração indireta criado em 2010.

    O declínio no modelo de gestão dos centros de urgência ocorreu próximo ao encerramento do convênio, quando médicos, já sabendo do fim do contrato, começaram a descumprir seus horários.

    Novos profissionais da saúde foram contratados, mas os médicos continuam reclamando de contratos precários e de salários pouco atrativos. Ducci diz que está entregando a gestão com a construção iniciada de cinco unidades de saúde.

    Transporte: O ligeirão azul, com uma terceira faixa na canaleta que permite ultrapassagem e diminui o tempo de viagem, foi uma das inovações da atual gestão.

    Além disso, Ducci implementou nos últimos meses o ônibus híbrido, que roda com energia elétrica e biodiesel e que está em cinco linhas convencionais, além do Interbairros I.

    Mas não conseguiu iniciar o projeto que pretendia ser a inovação para a área. A construção do metrô, que tem recursos do governo federal garantidos, será decidida por Gustavo Fruet.

    “Tem muita gente que apoiou o Gustavo [Fruet] que é contra o metrô. A cidade espera há muito tempo para ter um projeto de metrô consistente, para ter viabilidade, e quem apresentou esse projeto viável fomos nós”, defende o prefeito.

    Obras: Foram 7,5 mil obras em quatro anos e 145 ficarão para Gustavo Fruet inaugurar. Antes de entregar as chaves da cidade, Ducci fez questão de inaugurar a ampliação do Mercado Municipal e a revitalização de importantes vias.

    Mas o acúmulo de grandes obras no último ano de gestão foi outro ponto que pode ter prejudicado a tentativa de reeleição. A obra na Linha Verde Sul foi paralisada.

    A parte Norte ainda não teve início e, mesmo com essa importante intervenção em andamento, a prefeitura iniciou as obras no corredor Aeroporto-Rodoferroviária, deixando a Avenida das Torres, importante ligação dos bairros com o Centro, com um trânsito complicado.

    O valor de construção do viaduto estaiado, orçado em R$ 94 milhões, gerou críticas durante a campanha e desgastou a gestão.



    Publicado por jagostinho @ 10:47



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2 Respostas

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  • Antonio Disse:

    Bom dia Jota, a avaliação ficou clara nas eleições, onde o prefeito Luciano Ducci com o apoio do governador e mais a prefeitura não conseguiu a ganhar a eleição. A imagem do governador Beto Richa aparecia mais que o próprio prefeito, acabou ofuscando os dois, mais uma campanha para tirar lições. Um abraço, Antonio

  • Mazalotti Disse:

    Boa noite Jota, O Luciano Ducci, como prefeito , foi um péssimo PEDIATRA, como diria o Romário. Quero ver se ele vai votar na Presidenta DILMA, em 2014 que terá como vice EDUARDO CAMPOS (PSB)-PE.

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