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  • 13dez

    UOL/ECONOMIA

    No rastro das reduções de juros feitas pelos bancos, grandes redes de varejo, como C&A, Casas Bahia e Renner, também estão promovendo cortes nas taxas cobradas nos seus cartões.

    Apesar disso, os juros dos cartões de loja ainda estão entre os maiores cobrados no país, podendo passar de 200% ao ano.

    Recentemente, o Bradesco anunciou um corte nos juros cobrados nos cartões de crédito emitidos pelo banco.

    A redução, que passou a valer em novembro e contempla os cartões chamados de “private label”, oferecidos por redes de varejo.

    Entre as redes cujos cartões são administrados pelo Bradesco, estão C&A, Casas Bahia, Lojas Colombo, Makro, Luigi Bertolli e O Boticário.

    As taxas cobradas variam de acordo com cada rede, mas, seguindo a nova política do banco, terão de ficar entre 1,9% e 6,9% ao mês no crédito rotativo. O rotativo é usado quando o cliente não paga a fatura integralmente em dia e precisa rolar a dívida.

    Até agora, as taxas dos cartões de loja administrados pelo Bradesco variavam de 2% a 14,9% ao mês.

    Os clientes da Renner também estão pagando menos juros no rotativo dos cartões da rede desde de novembro, segundo a empresa. A taxa máxima caiu de 15,8% para 9,8% ao mês.

    Taxas de juros continuam muito altas

    Mesmo após as reduções, as taxas dos cartões “private label” continuarão altas se comparadas com as de outras linhas de crédito.

    Ao ano, o crédito rotativo dos cartões Bradesco ficarão em 122,71%. No caso da Renner, a taxa máxima será de 207,06% ao ano.

    Para efeito de comparação, os bancos cobram, em média, 3,45% ao mês na linha de empréstimo pessoal, o que equivale a 50,23% ao ano.

    Os dados se referem às taxas médias coletadas pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) em agosto.

    Por isso, o ideal é sempre evitar usar o crédito rotativo dos cartões de loja.

    Descontos não bastam para compensar tarifas

    Além dos juros altos, os cartões de loja escondem outro tipo de cobrança que pode desequilibrar o orçamento: as altas tarifas de serviços.

    Em estudo divulgado em abril deste ano, a associação de consumidores Proteste alertou que muitas lojas alardeiam o fato de seus cartões não terem anuidade.

    Só que é comum que se cobre tarifa de manutenção, por emissão da fatura e extrato.

    “Oferecem o cartão como sendo gratuito, mas na verdade não é”, afirma Hessia Costilla, economista da Proteste.

    A economista diz que todas essas cobranças podem acabar colocando por terra os eventuais benefícios oferecidos pelos cartões, como descontos nas compras.

    Por isso, para quem quiser economizar, a dica dela é que faça uma boa pesquisa de preços em lojas diferentes.

    Outra orientação dela é que o consumidor não faça empréstimos ou saques com estes cartões.

    “Se o consumidor precisar de dinheiro, é melhor pegar empréstimo no banco.”



    Publicado por jagostinho @ 11:18



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