Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 04dez

    BEM PARANÁ/IVAN SANTOS

    Prefeito eleito diz que déficit no transporte coletivo de Curitiba é uma “bomba relógio”

    Fruet: ainda à espera de uma resposta sobre audiência com Richa (foto: Franklin de Freitas)

     

    Faltando menos de um mês para a posse, o prefeito eleito Gustavo Fruet (PDT) está preocupado com o agravamento dos problemas envolvendo o transporte coletivo de Curitiba, e a possilibidade de herdar obras paralisadas ou não concluídas, em especial envolvendo a Copa do Mundo.

    Fruet vai à Brasília esta semana para uma nova rodada de negociações em busca de recursos federais para projetos de sua futura administração.

    E aguarda uma resposta do governador Beto Richa (PSDB) para um pedido de audiência para tratar do subsídio do governo do Estado ao transporte público da Capital. 

    Na semana passada, o prefeito eleito manifestou sua preocupação com a notícia de que as empresas do transporte coletivo ameaçavam parcelar em quatro vezes até fevereiro o pagamento do décimo-terceiro salário de motoristas e cobradores, por falta de recursos.

    Os trabalhadores chegaram a ameaçar entrar em greve, e só desistiram depois que as empresas se comprometeram a saldar o benefício até o final de dezembro. 

    Apesar do acordo, a discussão acabou trazendo à tona a informação de que as empresas cobram R$ 100 milhões da Urbs alegando desequilíbrio entre a tarifa atual, de R$ 2,60, e os custos de operação do sistema.

    E de que a tarifa técnica teria sido elevada para R$ 2,87, pressionando ainda mais a próxima gestão, que em fevereiro terá que enfrentar a negociação do reajuste salarial de motoristas e cobradores, o que implicará em novo aumento de custos. 

    Além disso, até agora o governo do Estado não sinalizou se vai ou não manter o subsídio anual de R$ 60 milhões para a integração do transporte coletivo da Capital com a região metropolitana.

    “Pela primeira vez há uma dificuldade do sistema, Curitiba depende de subsídio do governo do Estado para manter a integração com a região metropolitana. Já pedi uma audiência. Nós temos que resolver isso. É uma bomba relógio”, afirmou Fruet em entrevista ao blog do jornalista Jota Agostinho. 

    Fontes do governo do Estado apontam para dificuldades para a manutenção do subsídio por conta de dificuldades financeiras.

    Em novembro, o governador Beto Richa baixou decreto determinando corte linear de gastos de custeio do Executivo estadual de 20%, com a expectativa de chegar até o final do ano com uma economia de R$ 180 milhões.

    Mesmo assim, Fruet afirmou não acreditar que Richa vá suspender o subsídio. “É um transporte integrado com a região metropolitana. É algo que tem um caráter social. Ou a gente tem a capacidade de entender o interesse público, da população, ou a gente vai se perder no varejo”, avaliou. 

    O prefeito eleito também revela preocupação com as obras que envolvem a Copa do Mundo de futebol de 2014, que o Tribunal de Contas afirmou estarem em atraso.

    Esta semana ele vai à Brasília para uma audiência no Ministério das Cidades, e também já manteve contato com a cúpula da Fifa.

    “Já recebi relatório do TC, da prefeitura, do Ministério dos Esportes. Há informações que não casam. Temos que impor um ritmo. Não dá para brincar com isso. O que está em jogo é a imagem da cidade”, apontou Fruet. 

    Orçamento – Outro desafio do prefeito eleito nas próximas semanas será a votação do Orçamento do município para 2013, pela Câmara Municipal.

    Na semana passada, a equipe de transição de Fruet se reuniu com os atuais vereadores, e pediu a ampliação dos atuais 12% para 20% da margem de remanejamento dos recursos para o ano que vem.

    “Na área de educação atualmente só estão previstas as construções de dois Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e temos a intenção de construir 22. Isto vai depender das negociações com o governo federal”, alegou o coordenador da equipe de transição, Fábio Scatolin.

    A Comissão de Economia da Câmara ficou de fazer nova reunião para avaliar a possibilidade de aprovar a mudança.



    Publicado por jagostinho @ 12:19



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.