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  • 04dez

     DANIELA NEVES E AMANDA AUDI, ESPECIAL PARA A GAZETA DO POVO

    Walter Alves/ Gazeta do Povo

    Walter Alves/ Gazeta do Povo / José Dirceu: “Vou continuar lutando, mesmo que tenha que cumprir pena, vou lutar lá dentro [da prisão]”

    José Dirceu: “Vou continuar lutando, mesmo que tenha que cumprir pena, vou lutar lá dentro [da prisão]”

    Condenado a 10 anos e 10 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu comparou ontem, em Curitiba, o julgamento do caso à inquisição religiosa e à extradição da ativista comunista Olga Benário Prestes, em 1936.

    Olga, mulher judia-alemã do líder comunista brasileiro Luís Carlos Prestes, foi enviada pelo governo de Getúlio Vargas à Alemanha nazista sem direito a defender-se. Acabou sendo morta num campo de concentração.

    “Não há como apagar da história do país [o julgamento do mensalão]. Está gravado para a história”, afirmou Dirceu, lembrando que tanto a extradição de Olga quanto a inquisição foram erros históricos. “Todos dizem que é um julgamento político. É evidente.”

    Dirceu disse ainda que pretende recorrer da condenação ao próprio STF e que levará o caso a cortes internacionais. “Vou continuar lutando, mesmo que tenha que cumprir pena, vou lutar lá dentro [da prisão].”

    Logo em seguida, insinuou que está se preparando para viver na cadeia. “Estou cuidando em dobro da minha saúde para viver bem os próximos dois anos e os outros 20 que ainda me restam.”

    Apoio

    As declarações do ex-ministro foram dadas durante um ato de apoio de lideranças do PT e militantes do partido, na noite de ontem, em Curitiba. Cerca de 130 participantes manifestaram solidariedade ao petista, condenado pelo STF por corrupção ativa e formação de quadrilha.

    Dirceu chegou ao evento por volta das 20h e foi ovacionado pelos presentes no auditório do Sindicato dos Bancários (no bairro Rebouças).

    O consenso, para os participantes do ato, é de que o STF foi injusto e teria dispensado provas e aplicado a sentença sem ouvir o outro lado. Eles pedem a anulação do julgamento.

    “O STF extrapolou, violou as regras de democracia”, resumiu Marcus Sokol, integrante do diretório nacional do PT e líder da corrente de esquerda do partido “O Trabalho”.

    Cláudio Ribeiro, advogado e militante do partido, discursou na abertura do ato.

    “Faltou aos nossos companheiros o devido processo legal. O relator [o ministro Joaquim Barbosa, do STF] não se referiu a qualquer testemunha, documento ou prova em defesa dos nossos companheiros. Não houve garantia de contraditório”, disse.“O Poder Judiciário não pode ser manipulado pela opinião pública.”

    O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro, também participou do encontro. Outros parlamentares que compareceram foram o deputado federal André Vargas e os deputados estaduais Péricles de Mello, Professor Lemos e Elton Welter.

    Esse foi o primeiro ato de apoio a Dirceu e contra o STF realizado fora do estado de São Paulo.

    Há duas semanas, em Osasco (na Grande São Paulo), o ex-ministro havia dito que ele e os outros condenados são “vítimas de um julgamento injusto” e que deveria ser feito um “julgamento do julgamento”.

    Além de Curitiba e Osasco, estão agendados outros atos pró-Dirceu para Brasília, Salvador (BA) e Recife (PE).

    Manifestação contra

    Antes do começo do ato, alguns jovens fizeram uma manifestação pacífica do que seria “o contraponto ao ato do PT”, em frente do local do evento petista.

    Eles distribuíram panfletos de apoio à decisão do STF. Entre eles havia filiados do PSDB.

     



    Publicado por jagostinho @ 13:55



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