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  • 01dez

    ROSANA FÉLIX/GAZETA DO POVO

    Uma menina escreveu uma carta, mas não sabe bem o que fazer com ela. Como o assunto é de interesse público, acho que vale publicá-la aqui.

    “Prezado governador. Eu entendo que as finanças do Paraná não estão muito boas, e que gestões anteriores podem ter alguma responsabilidade nisso.

    Eu entendo que, por muitos anos os investimentos em segurança pública foram insuficientes, e que isso não é responsabilidade sua.

    Eu me importo é com a segurança e o bem-estar de meus amigos e familiares. Por isso peço, encarecidamente, que alguma coisa seja feita para barrar a criminalidade crescente que aflige Curitiba e os municípios da região metropolitana.

    Eu ainda preciso estudar muito na vida para ser bem inteligente, mas eu acho que se o senhor olhasse com mais carinho para os problemas da segurança ia deixar as pessoas bem felizes.

    Acho até que elas votariam no senhor para que continuasse no governo em 2014. O sr. não tem vontade de continuar no cargo?

    Afinal, quantas vezes é preciso que uma pessoa seja assaltada na própria casa à mão armada para que o poder público tome alguma atitude? Acho que o governo não liga para essas coisas, não.

    No bairro Mercês, na semana passada, uma casa lotérica foi assaltada pela 17.ª vez. Antes disso, a Associação de Moradores e Empresários do bairro (Amoem) já tinha instalado, em pelo menos 15 vias e cruzamento, faixas pedindo por mais segurança. Mas ainda não surtiu nenhum efeito, aparentemente.

    Sabe, governador, os comerciantes precisam deixar as portas abertas, senão ficam sem dinheiro e vão para a falência. As residências, por outro lado, se fecham cada vez mais, mas mesmo assim não tem sido suficiente. Vou contar alguns exemplos tristes.

    Mas antes eu queria fazer uma pergunta: o senhor não ficou com medo ao saber que 296 armas foram roubadas do Fórum Central de Colombo no fim de semana passado? Eu fiquei bastante assustada.

    Talvez isso tenha alguma relação com o que eu vou contar. Na segunda-feira passada, a casa de uma prima minha foi assaltada pela segunda vez. A primeira vez ocorreu há menos de um ano.

    Ela mora em Campo Largo, e lá a polícia disse que não pode fazer muita coisa porque há poucas viaturas e policiais para atender a cidade de 112.377 moradores.

    Nas duas vezes os bandidos entraram pela manhã e renderam a família da minha prima com armas. Levaram todos os objetos de valor, nas duas vezes.

    Se Campo Largo tem poucas viaturas, poderia pedir emprestado para o módulo policial que fica no Passeio Público, no centro de Curitiba. De vez em quando eu passo por lá e é normal ver um monte de viaturas paradas, principalmente nos fins de semana.

    Há mais ou menos dois meses, a casa da minha tia foi arrombada, no Bairro Alto. Não havia ninguém em casa, felizmente, mas o prejuí­­zo foi enorme.

    Além disso, ficamos muito assustados, porque minha avó, que é bem idosa, mora nessa mesma casa. Ela está lá há quase 40 anos, e nunca tinha acontecido nada parecido.

    No começo de setembro, a casa de uma amiga em Santa Felicidade foi arrombada. Foi no meio da manhã. Ela e o marido estavam trabalhando. A filhinha de 2 anos estava na casa da avó. Mas essa amiga ficou muito assustada, e até agora ainda tem pesadelos.

    O que me deixa mais triste é que, enquanto acontece tudo isso, os políticos ficam só olhando para os seus umbigos. Não fique chateado, não estou falando só sobre o senhor ou os deputados.

    Pelo o que eu li no jornal, tem muitos figurões que trabalham no Judiciário e no Ministério Público que também são egoístas. Tem gente que só se preocupa com o automóvel que vai usar, se é blindado, de luxo e do último modelo.

    Tem outros que querem receber uma aposentadoria pela vida inteira por terem trabalhado apenas poucos anos. Tem outros que estão preocupados só com o vale-refeição que vão ter. Eu acho triste, eles nem ficam com vergonha.

    Quando o jornal mostra todas as barbaridades, eles não gostam. Bom, na verdade eu também não gosto quando eu faço alguma coisa errada e a professora ou a minha mãe ficam comentando.

    Pedido

    Senhor governador, eu sei que o senhor não é o Papai Noel, mas eu queria fazer um pedido de Natal mesmo assim, pode ser?

    Eu gostaria muito que o senhor melhorasse a segurança pública de todos os paranaenses, e que agisse rapidamente nos locais mais violentos.

    Saudações.”

     



    Publicado por jagostinho @ 15:47



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