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  • 19nov

    GAZETA DO POVO/FERNANDA TRISOTTO

                                                                                                                                 

    Uma proposta de matriz curricular de referência para a educação básica, elaborada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed), está sendo analisada e pode ser implantada nas escolas em 2013.

    Embora as diretrizes curriculares – que discorrem sobre o conteúdo que deve ser ministrado a cada ano letivo – sejam bem claras, as escolas têm autonomia para montar suas grades curriculares, o que pode gerar algumas distorções, como excesso de aulas em uma disciplina e escassez em outras.

    A medida prevê ainda um aumento na quantidade de aulas semanais de português e matemática.

    De acordo com o órgão, o Paraná tem 2,2 mil escolas e 2,1 mil matrizes curriculares, o que dificulta o trabalho da secretaria. Com uma matriz unificada, a intenção da Seed é priorizar as disciplinas que são a base para outras e nortear melhor o trabalho pedagógico.

    Além disso, português e matemática são as matérias-chave em avaliações de grande porte, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa).

    Segundo a superintendente da Educação, Meroujy Cavet, uma série de questões levaram a Seed a fazer a proposta, entre elas a qualidade do aprendizado.

    “Ao final da educação básica, o aluno deve conhecer bem sua língua mãe, escrever um bom texto e estimular o espírito de investigação com a matemática”, explica.

    Para aumentar o número de horas dessas disciplinas, outras foram sacrificadas: em alguns anos do ensino fundamental, há redução no número de aulas de artes e ensino religioso.

    Por outro lado, para poder acomodar uma grade mais robusta, o ensino médio teve sua carga horária semanal aumentada de 25 para 27 horas semanais.

    Com isso, não haverá prejuízo nas disciplinas de sociologia e filosofia, que fazem parte da base nacional comum de disciplinas.

    A proposta de matriz curricular foi apresentada para a APP-Sindicato, que representa os profissionais da educação, e o Conselho Estadual de Educação.

    Agora, as modificações serão discutidas com escolas e municípios, para saber se existe a possibilidade de fazer a alteração para 2013. Segundo a Seed, a ideia é fazer um amplo debate para só então implantar o sistema.

    O professor da Uni­­ver­­sidade Tuiuti Joe Garcia, doutor em educação, lembra que, historicamente, o Brasil já passou por uma série de alterações curriculares.

    A disciplina de Educação Moral e Cívica, por exemplo, já foi obrigatória. “Currículos escolares sempre mudam por necessidades sociais, visões de mundo, razões de conhecimento”, pondera.

    Mudança não é garantia de ensino melhor

    O aumento da carga horária de disciplinas como matemática e português não é garantia de melhoria na qualidade de ensino. Para especialistas, é preciso fazer uma análise conjuntural detalhada antes de tomar qualquer decisão.

    A professora doutora da Universidade Federal do Paraná Monica Ribeiro da Silva, pesquisadora na área de educação básica e ensino médio, diz que a redução da carga horária de outras disciplinas para priorizar matemática e português é equivocada e está na contramão das novas Diretrizes Curriculares Nacionais aprovadas recentemente.

    “Essas novas diretrizes propõem que se atribua novos sentidos à escola, por meio do reconhecimento da diversidade de interesses dos adolescentes, da escola como espaço de formação privilegiado que ultrapassa o treino na provas, pela integração entre campos disciplinares como forma de atribuir significados mais profundos ao que é ensinado”, explica.

    A relação entre carga horária e o desempenho dos estudantes em testes como o Ideb também é questionada.

    O doutor em educação Joe Garcia, professor da Universidade Tuiuti, lembra que, no começo da década, os brasileiros tinham um desempenho muito fraco em matemática no Pisa, mas que foram recuperando terreno e terminaram a década com resultados melhores.

    “Não foi o aumento da carga horária que mudou esse quadro, foram as novas metodologias de ensino que foram introduzidas, como era feito no exterior”, afirma.

    Publicado por jagostinho @ 10:47



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Uma resposta

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  • Miriam11 Disse:

    Sou a favor do aumento da carga horária nessas duas disciplinas bem como metodologia inovadora. Agora, com baixos salários, professores não produzem a contento. Há de se rever esta questão.
    Nossos alunos estão falando e escrevendo muito mal . Confundem linggem de internet com a que deve ser escrita em sala. As aulas de português não necessitam apenas de teorias e normas gramatiticais, mas do estímulo à leitura .

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