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  • 15nov

    CELSO NASCIMENTO/GAZETA DO POVO

    Transcorrido já metade de seu mandato, o governador Beto Richa parece, enfim, ter acordado para a insuficiência de resultados de sua gestão.

    Ontem, ele reuniu o secretariado para apresentar a “sala de situação”, um aparato eletrônico desenvolvido pela Celepar que, segundo ele, lhe dará condições de acompanhar em tempo real as realizações da administração pública.

    E aproveitou a ocasião para anunciar sua disposição de mandar para casa os “molengas” responsáveis pela paradeira do governo.

    Parece ter sido o último a saber dessa realidade: “Não temos mais tempo a perder”, bradou, talvez impressionado com o Calendário Maia, que prevê o fim do mundo para o mês que vem.

    O tempo, de fato, corre principalmente contra o desenvolvimento do Paraná e, secundariamente, contra o próprio futuro político de Richa, agora preocupado com as dificuldades que certamente enfrentará para garantir a reeleição se não conseguir melhorar o desempenho do governo.

    O desafio está em desmentir a crescente e generalizada sensação de que sua administração está muito aquém das expectativas que gerou na campanha de 2010.

    Richa assumiu o governo em janeiro de 2011 após ter convencido a opinião pública de que seria capaz de imprimir um novo ritmo à administração.

    A essa intenção ele denominou de “choque de gestão” – um “jeito novo de governar” capaz de dar conta da torrente de promessas que apresentou aos eleitores e de vencer o marasmo que o estado sofreu nos oito anos anteriores.

    A primeira metade de seu governo não foi suficiente para demonstrar que ele tinha razão.

    Teria faltado a Richa uma “sala de situação” para que a gestão fosse melhor nessa primeira metade? Ou, invertendo a pergunta, será que, com a “sala de situa­­ção” ontem instalada, o governo dará conta de fazer na segunda metade o que deixou de fazer na primeira?

    E de fazer também, cumulativamente, o que precisa fazer na segunda? Tais perguntas permanecerão um tempo à espera de respostas.

    O resto é política

    Afora essas preocupações de caráter aparentemente administrativo, há também as políticas. Depois de se ver derrotado nas eleições em Curitiba, sua principal cidadela, e de ter obtido resultados duvidosos no interior, Richa precisa urgentemente recompor suas bases de sustentação.

    Como conta pouco com seu desmilinguido PSDB, se vê obrigado a buscar adesões em outros territórios partidários.

    A ferramenta que se afigura mais eficaz para ampliar as alianças é o manjado fisiologismo, pelo qual cargos no governo são colocados em leilão ao preço da maior boa vontade e fidelidade que políticos e partidos possam pagar.

    Ressuscita-se o jargão franciscano – é dando que se recebe – para atrair aliados.

    Por isso, além da sala de situação, independentemente de serem ou não “molengas”, vários dos atuais secretários desocuparão suas cadeiras para dar lugar a aliados que se comprometam com o projeto reeleitoral de Richa.

    O PMDB (ou a parcela que não seguir Requião), o PSD (que elegeu o prefeito de Londrina) e o PSC (de Ratinho Jr., que fez 40% dos votos de Curitiba) estão assestados na mira para compor o secretariado reformado.

    A dúvida que fica é parecida com aquelas que envolvem a eficácia da sala de situação: a gestão melhorará com os secretários que virão? É isto o que mais interessa ao estado.

    Caso contrário, é melhor acreditar na previsão do Calendário Maia.

     

    Publicado por jagostinho @ 12:17



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