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  • 11nov

    GAZETA DO POVO

    Marc Giget, economista formado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales e presidente do Instituto Europeu de Estratégias Criativas e de Inovação- Foto:- Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

    “Inovar é preciso”. Esse é o lema do economista Marc Giget, presidente do Instituto Europeu de Estratégias Criativas e de Inovação, que trabalha com cursos que auxiliam na resolução de problemas diversos.

    Já ajudou jornais a não falirem na Itália, diminuiu o número de carros no trânsito sobrecarregado da China e organizou aeroportos na França. “Somos um ponto de encontro para distribuir conhecimento”, descreve.

    Na semana passada, Giget esteve em Curitiba para falar com empresários, representantes da prefeitura e membros da Polícia Militar.

    Durante uma hora e meia, ele conversou com a Gazeta do Povo sobre seu trabalho, a crise europeia e o fascínio internacional pelas soluções brasileiras para determinados problemas. A entrevista teve ajuda da tradutora Laura Solange Pereira.

    Como vocês trabalham com a inovação?

    – O conhecimento está dividido em várias áreas diferentes. Um avião é feito de inúmeras descobertas tecnológicas. Mas também existe uma logística por trás dos aeroportos, das decolagens e do trato dos passageiros.

    Tudo isso demanda integração, que é o que organizamos por meio de cursos. Voar hoje é desconfortável, por causa dos atrasos e apertos.

    Isso é algo que pode ser melhorado. A inovação precisa lidar com todas as áreas que envolvem esse processo. É a mesma coisa para fazer hospitais funcionais e jornais modernos. O produto final precisa ser interdisciplinar.

    A falta de inovação é o problema da Europa?

    – É um problema para o mundo todo. Neste momento, a Europa vive um movimento profundo de crise. As grandes inovações nascem desses colapsos, pois são prova de que as coisas não podem ser feitas como antes.

    Quando está tudo bem, como no Brasil, há crescimento. Em breve será difícil dirigir por Curitiba, por exemplo. Na Europa, as vias de trânsito foram concebidas há duas décadas, quando o petróleo era barato e não tinha problema se havia apenas uma pessoa dentro do carro. Hoje isso não é possível.

    Qual a solução para que o mundo inove mais?

    – Os problemas de inovação são diferentes em várias partes do mundo. As técnicas são as mesmas, mas é preciso organizá-las. Um exemplo são os tablets, que são caros.

    O que significa que podem ser melhorados. Nos Estados Unidos não é preciso, mas na Índia, sim. Então, os indianos criaram uma versão que pode custar menos de US$ 100.

    Como o Brasil é visto em termos de inovação?

    – Muito bem. Vocês têm 10% das inovações mundiais no setor agrícola. Isso mostra o que o país pode oferecer para o mundo. Todos esperam muito do Brasil. Os chineses amedrontam a todos, os brasileiros não.

    Vocês são multiculturais, coloridos, multiétnicos e sem terrorismos. Têm violência, mas não terrorismo. As inovações do Brasil nos planos de assistência social [como o Bolsa Família] podem ser a solução para os problemas da África.

    Publicado por jagostinho @ 10:47



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