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  • 08nov

    Tiago Portella: resgate da música paranaense – Foto:André Rodrigues / Gazeta do Povo

    No início do século 20, quando Ernesto Nazareth compôs “Odeon” e “Apanhei-te Cavaquinho”, músicas que viraram símbolos do choro nacional (embora uma tenha nascido como tango e a outra como polca), no mesmo período, no Paraná, também já havia compositores de choro.

    E eram vários. O desenvolvimento do choro por aqui correu simultaneamente ao que se dava no Rio de Janeiro. A diferença – não comparando qualidades e preferências – é que lá houve muito mais documentação do que aqui.

    Mas isso começa a mudar. Nesta sexta-feira, no Sesc Água Verde, haverá o lançamento do livro Songbook do Choro Curitibano, escrito pelo pesquisador e músico Tiago Portella.

    O livro traz um pouco da história e das obras de 15 compositores paranaenses que se dedicaram ao choro no século 20, além de partituras de 50 músicas.

    A obra segue uma ordem cronológica de apresentação dos autores e começa com Augusto Stresser (1871-1918), que muitos só conhecem como nome de rua da cidade, mas que foi um compositor que se dedicava tanto à música erudita quanto à popular.

    Enquanto preparava a ópera “Sidéria”, sua obra mais conhecida, a primeira ópera com temas paranaenses, que estreou em 1912, ele também compunha mazurcas e polcas. Portella registrou no livro a mazurca “Pérolas da Noite”.

    A atuação pioneira do Paraná unindo na música temas eruditos e populares vinha de antes, com, por exemplo, Brasílio Itiberê da Cunha (1843-1913) que, em 1860, compôs “A Sertaneja”, tida como a primeira rapsódia brasileira na qual aparecem temas de folclore popular.

    O songbook traz artigos de contextualização histórica assinados pelo próprio Tiago Portella (“Uma Breve História do Paraná e Sua Música Popular”) e também por Marília Giller (“Dos Regionais às Jazz Nands”), Ana Paula Peters (“Os Regionais de Choro e os Programas de Auditório das Rádios”) e Claudio Fernandes (“O Choro Curitibano”).

    Tiago Portella começou a se interessar pelas composições de choros curitibanos quando entrou na Faculdade de Artes do Paraná (FAP), em 2004.

    No ano seguinte, iniciou uma compilação dessas composições. A princípio, o interesse era sobre os compositores contemporâneos. Nos contatos que fazia, porém, começou a perceber que havia muito material antigo que poderia ser recuperado.

    Em 2009, teve aprovado na Lei do Mecenato da Fundação Cultural de Curitiba um projeto para transformar as pesquisas em livro. No início, o projeto abrangia desde a recuperação histórica até os dias de hoje, mas as pesquisas mostraram que havia muito mais material histórico do que ele imaginava.

    Teve contato, por exemplo, com o acervo do músico José da Cruz (1897-1952) no qual contabilizou mais de 3 mil manuscritos musicais.

    Atualmente, Portella se aprofunda nesse acervo sobre o qual desenvolve projeto de mestrado em Musicologia Histórica na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

    Com tantas descobertas, fez então uma reestruturação no projeto para ficar mais focado na produção da, digamos assim, velha guarda.

    Agora, já pensa em um outro livro para registrar os compositores atuais, em mais partituras. Além também de pensar em gravar as 50 músicas do songbook que será lançado nesta sexta.

    FONTE:- GAZETA DO POVO/LUIZ CLAUDIO OLIVEIRA

     

    Publicado por jagostinho @ 18:43



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