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  • 21ago

    AGÊNCIA SENADO

    Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (20), o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que, com o lançamento do programa de concessões de estradas e ferrovias na semana passada, o governo admite que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) fracassou.

    Segundo o senador, o PAC é uma fraude, que apenas reúne siglas, programas já existentes e obras antigas.

    Alvaro Dias lembrou que o PT sempre criticou as privatizações, “demonizando” a medida e acusando o PSDB de ser pouco patriota.

    Esse argumento, lembrou, foi usado nas eleições presidenciais de 2006 e 2010. O senador lembrou que o Programa de Investimentos em Logística prevê a aplicação de R$ 133 bilhões em reforma e construção de rodovias federais e ferrovias, ao longo de 30 anos.

    O parlamentar paranaense informou que o pacote prevê a duplicação de 7 mil quilômetros de rodovias e a construção de 10 mil quilômetros de ferrovias, por meio de concessões.

    “A mídia repercute, mas isso é muito pouco ou quase nada diante do que o país precisa”, afirmou.

    Na visão do senador, o pacote é pouco ousado. Ele disse que, nos quatro anos em que foi governador do Paraná (1987-1991), construiu mais da metade do que o governo quer construir em 30 anos.

    Foram 4 mil quilômetros de pavimentação e 2,5 mil quilômetros de restauração, além de 11 mil m2 de pontes. O senador também disse que iniciou a construção da rodovia Oeste, que foi concluída no governo seguinte.

    Alvaro Dias também criticou o fato de a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), recém-criada para cuidar do pacote de concessões, ser presidida por Bernado Figueiredo, que teve sua recondução à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) rejeitada pelo Senado Federal, no último mês de março.

    A indicação de Bernado Figueiredo, segundo o senador, representaria um desapreço ao entendimento do Senado. A criação de mais um órgão público, com cargos e funções, também mereceu crítica do senador.

    Ele lembrou que as greves, que atingem 27 setores do governo, têm a ver com o aumento exagerado da máquina pública.

    “Isso faz com que o governo limite sua capacidade de investimento no setor produtivo e provoca dificuldade em atender às demandas dos servidores”, afirmou.

    Para o senador, o país precisa enfrentar o “apagão gerencial” que o governo impôs ao país. Ele criticou o modelo de concessões dos aeroportos e pediu mais investimentos na infraestrutura do país e mais qualidade na gestão dos recursos públicos.

    Alvaro Dias ainda lamentou o fato de seu estado, o Paraná, não ter investimentos previstos nos programas de concessões do governo.

    O senador lembrou que o Paraná tem três ministros no governo Dilma Rousseff. Essa situação, segundo o parlamentar, leva o povo a pedir “menos ministros e mais investimentos”.

    Publicado por jagostinho @ 15:18



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