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  • 21maio

    VÍTIMAS E VILÕES

    Vivemos sob a égide do Maniqueísmo. De tal sorte, tudo e todos se dividem entre o bom e o mau, sem que haja meio-termo.

    Não sei exatamente quais são os critérios que dividem as coisas e as pessoas entre bons e maus, mas sempre me pareceu existir certo radicalismo, eis que se desprezam as nuanças que existem entre os extremos do bem e do mal.

    Sempre me pareceu, também, que melhor do que o Maniqueísmo é a verdade, mesmo porque por meio dela muitas vezes se comprova que o mau não era tão “mau” assim, bem como resta provado que o “bom” não era tão bom quanto se podia supor.

    A verdade deve prevalecer sempre e, para isso, é preciso que seja contada para que não nos contentemos com as versões, estas comumente deturpadas de acordo com as conveniências do momento, ou segundo os interesses dos manipuladores dos fatos.

    A última expressão do Maniqueísmo em nossa aldeia tem colocado o Clube Atlético Paranaense no polo do mal, enquanto tudo mais que há é posicionado no campo do bem.

    Aí, a artilharia pesada se volta contra nós, Atleticanos, enquanto os demais – principalmente os coxas – posam de paladinos da moralidade, arautos da verdade e muralhas da ética.

    Viraram espécie de reserva moral, seres sem pecado, em cujas biografias repousam apenas feitos dignos da Odisseia. Nós, Atleticanos, viramos uns bandidos, uns pulhas, uns indecentes.

    E a cada nova tirada de jornais, ou a cada atualização dos jornais virtuais do nosso tempo – mais acusações recaem sobre a Instituição Atlético Paranaense.

    Homens e mulheres movidos por ódios, invejas e revanchismos, deixam de cumprir seus ofícios de bem informar para denegrir o Atlético, para obstaculizar suas coisas. E nesse diapasão de bons e maus, guindou-se o Atlético Paranaense à condição de inimigo público número 1, cabendo aos demais lhe serem antagonistas cheios de virtude.

    Fui, pela condição de Presidente do CAP, colocado no posto do mal. Na mesma esteira, Vílson de Andrade, atual presidente do CFC, passou a ocupar o protagonismo do bem.

    Todavia, mais do que tudo, interessa-nos reconstruir a verdade, esta muito superior a discussões subjetivas sobre bem e mal.

    Passo aos fatos, na reconstrução da verdade e, por via oblíqua, na desconstrução das versões.

    Quando assumimos o CAP em Janeiro 2012, sabendo que não poderíamos contar com o mando das nossas partidas na Arena em razão do início das obras para a reforma e adequação para os jogos da Copa das Confederações e do Mundo, procuramos a FPF responsável pela competição promovida por ela – Campeonato Paranaense – para definirmos onde o CAP mandaria seus jogos.

    Fomos atendidos e – de acordo com a solicitação do Sr. Hélio Cury, Presidente da FPF – encaminhamos ofício solicitando que fosse indicado o estádio Couto Pereira para mando dos jogos do estadual do CAP.

    Em seguida, a FPF encaminhou ofício ao CFC requisitando o estádio para os jogos do CAP. O CFC não aceitou e entrou na justiça desportiva contestando os poderes da FPF para tal procedimento.

    A FPF perdeu a causa em Primeiro Grau e o recurso foi para o STJD que, com o desenrolar dos acontecimentos, perdeu o objeto.

    Para um melhor entendimento, e enquanto o assunto fosse resolvido juridicamente em comum acordo com a Federação, o CAP procurou o CFC para um acordo amigável que culminaria com a retirada do processo da esfera jurídica.

    À época, liguei para o Sr.Vilson e marcamos um encontro no Hotel Bourbon, quando sentamos e conversamos sobre a questão, de forma harmoniosa e amigável.

    Da nossa conversa, – e num pedido insistente – o Sr. Vilson solicitou que o CAP mandasse seus jogos do estadual em qualquer outro estádio por razões das torcidas e de mando de campo nos clássicos e que para as partidas das competições da CBF, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro jogaríamos no Couto Pereira.

    Avançamos, discutimos o valor do aluguel e forma de participação nos valores da renda e outros detalhes.

    Fechamos o acordo, apertamos as mãos e ficamos de fazer o acordo por escrito com participação da FPF e CBF.

    Comunicamos o acordo à FPF. O acordo foi ratificado pelo Sr. Vilson. Houve conversa entre os Presidentes das instituições envolvidas.

    Evoluímos. Definimos mais: pactuamos que o acordo não se limitaria aos jogos. Além de darmos um exemplo ao Brasil, faríamos várias ações de marketing em conjunto, inclusive a negociação com a TV local em razão do contrato se encerrar no estadual de 2012.

    Por esta razão, procuramos o Paraná Clube para acertarmos os jogos do estadual na Vila Capanema quando tivemos o desencontro dos altos valores que nos pediram e intrigas na imprensa afirmando que “o Petraglia havia dito que já havia acertado com o CFC os jogos da CBF”.

    Jogamos a primeira partida fora de Curitiba e em seguida alugamos o Eco Estádio, que teve problema logístico de segurança. Logo em seguida o Paraná Clube baixou os valores e firmamos o acordo para os jogos do Paranaense.

    Por várias vezes insistimos para a oficialização do acordo com o CFC para informarmos a todos os torcedores e encerrarmos o assunto que estava servindo de especulação pela imprensa, principalmente pelo desencontro das declarações do Sr.Vilson, recheadas de contradições.

    O Sr.Vilson passou a postergar para que o acordo oficial não acontecesse!

    Aproximando-se o início dos jogos da Copa do Brasil, pressionamos para veicular o pactuado e marcamos uma conversa na casa do Sr. Vilson, num sábado à tarde, para programarmos nossa viagem ao Rio de Janeiro para oficializarmos o acordo e trazermos o ofício daquela entidade com a indicação do Couto Pereira para os jogos do FURACÃO.

    Nesta reunião esteve presente também o Sr. Mauro Holzmann Diretor do CAP para também conversarmos sobre as outras ações de marketing e políticas que faríamos em conjunto.

    Novamente o Sr. Vilson confirmou o acordo e ratificou o pactuado, forma, condições e outras ações que iríamos desenvolver.

    Ficamos com o pé atrás, pois nesta conversa ele propôs excluirmos a FPF e tratarmos somente entre os clubes e a CBF, parecendo que ele, Vilson tinha pouca confiança em relação ao Sr. Hélio Cury e, por extensão, à própria FPF.

    Marcamos nossa viagem para a semana seguinte, confirmamos com o Sr, Virgílio Elísio – Diretor da CBF – que abriu sua agenda para nos receber e definirmos tudo.

    Reservamos as passagens por conta do CAP, e na noite, véspera da viagem, recebemos telefonema da secretária do Sr.Vilson informando que ele não poderia viajar por problemas pessoais, (ele não se dignou a nos ligar).

    Para adiantar o assunto foi realizada reunião entre as Diretorias executivas dos dois clubes para o acerto dos detalhes dos valores e do modo em que operaríamos em conjunto o estádio quando do mando do CAP.

    Já nesse encontro a conversa mudou, vieram com pedidas absurdas, exigências inaceitáveis e uma posição que fazendo as contas custaria ao CAP centenas de milhares de reais o valor do aluguel por partida.

    Seria melhor, mais ético, mais decente e mais honesto dizer que não iriam honrar o que combinaram. Todavia, os representantes do CFC – capitaneados pelo Sr. Vilson, a quem os maniqueístas conferem a pecha de homens bons – esquecidos dos códigos morais e éticos que informam o bom proceder dos homens de bem, preferiram se utilizar de formas menos nobres para fugir da raia, para jogar para a torcida!

    Claro que estranhamos a posição deles (CFC) e fomos em busca de informações.

    Qual não foi nossa surpresa? Soubemos que ele, Sr.Vilson, em companhia do Sr.Jair Cirino, estivera na CBF levando, em mãos, expediente oficial do CFC afirmando que não concordariam com a indicação do seu estádio, alegando várias falácias e inclusive fazendo ameaças à CBF:

    “caso o CAP jogasse naquele estádio, uma batalha entre as torcidas na cidade seria travada com risco de vidas e mortes, transferindo desta forma a responsabilidade para aquela Confederação”.

    Além de não cumprir a palavra empenhada, o Sr.Vilson nos enganou, pois nós confiamos nas palavras dele e, por isso, nada fizemos politicamente para pressionar a CBF.

    O “homem bom” se revelou um traidor! Traidor da confiança, embora se dissesse satisfeito e amigo. Fez tudo de causa pensada, de forma premeditada.

    Mesmo com meus 68 anos, faltam-me palavras para expressar a falta de ética do Sr.Vilson. “A traição, sob todas as suas formas, é ato hediondo e reprovável, indigno dos bons, hábito dos maus”.

    Ao final, o Sr.Vilson não teve nem sequer a coragem (decência) de me ligar. Mandou uma mensagem por celular afirmando que as negociações estavam encerradas por estar impedido pelo Conselho Deliberativo de cumprir a promessa.

    Quando empenhou sua palavra, ou não havia consultado seu Conselho, ou estava escondendo a realidade dos fatos?

    A Copa do Brasil teve seu início e a CBF indicou o estádio do Paraná Clube para os jogos, como de fato vem ocorrendo, mesmo sem termos acordado com aquele clube que jogaríamos esta competição na Vila Capanema!

    Estamos aguardando a definição da CBF e FPF, instituições responsáveis pelo Campeonato Brasileiro em qual estádio o CAP deverá mandar seus jogos.

    Sempre deixamos claro que o Furacão está no sacrifício também no mando de seus jogos em razão da adequação e ampliação para os jogos da Copa do Mundo de 2014, evento da FIFA em parceira com o Brasil, em nível Federal, Estadual e Municipal, e não por ter sido apenado por qualquer ato ilícito seu ou da sua torcida.

    Esta é, em apertada síntese, a verdade dos fatos ocorridos, pedimos o testemunho do Sr. Hélio Cury, que participou e tem conhecimento de todas as conversas. Ratificamos à nossa torcida pedidos de compreensão dados os desencontros.

    Mostramos, publicamente, que alguns setores da imprensa e o CFC estão criando versões não verdadeiras para denegrir a nossa imagem.

    Dizemos, principalmente, que o ano de 2012 será um ano atípico na nossa história, com a necessidade de grandes sacrifícios da nação atleticana, porém, nos valerá muito, pois o futuro próximo, já no pós-Copa, será de um Clube Atlético Paranaense definitivamente TOTAL, eis que teremos construído, enfim, um CAPGIGANTE, um Atlético Paranaense pronto para romper as barreiras da inveja local, um Atlético Paranaense apto a romper todas as fronteiras!

    Aqui esta posta a verdade: chega de versões!

    Entre o bem e o mal, entre vítimas e vilões: continuo preferindo a VERDADE!

    Mario Celso Petraglia

    Presidente

    Publicado por jagostinho @ 19:44



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