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  • 14maio

    FOLHA DE SÃO PAULO

    Uma sequência de diálogos interceptados por um mês pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo mostra o esforço do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), em se aproximar e manter boas relações com Carlos Augusto Ramos, o empresário Carlinhos Cachoeira.

    As conversas ocorreram de julho a agosto de 2011 e relatam queixas sobre contratos do governo, ameaças de ruptura, promessas de vantagens, pedidos de Perillo por encontros com Cachoeira e a nomeação de oito pessoas indicadas pelo empresário.

    O governador diz que as situações nunca aconteceram.

    Os diálogos também mostram que o arrefecimento da tensão relatada nas conversas coincide com empréstimo de R$ 600 mil, por meio de empresa-fantasma, para Jayme Rincón -braço direito do governador, porta-voz informal do governo e ex-tesoureiro da campanha do tucano.

    Pelas conversas, Cachoeira tinha três porta-vozes junto a Perillo: o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), o ex-vereador tucano Wladimir Garcez e o ex-presidente do Detran Edivaldo Cardoso. Segundo a PF, Cachoeira atuava em nome da Delta Construções.

    Tudo começa em 12 de julho de 2011, quando Cachoeira pede para interlocutores avisarem Perillo que ele estava abandonando o governo.

    A insatisfação envolvia a divisão de percentuais em obras da Agetop, agência de obras do governo de Goiás.

    No dia 13, Demóstenes se reúne com Perillo no Palácio das Esmeraldas como porta-voz da revolta de Cachoeira.

    O senador relata o encontro ao empresário, dizendo que o governador “já tomou providências” e que trocaria o comando da condução do negócio. “Ele disse que vai sentar com você e pôr você para coordenar lá.”

    Por volta das 16h do mesmo dia, Edivaldo Cardoso se encontra com Perillo. O recado que chega a Cachoeira é claro: “[O governador] mandou parar tudo e disse que quem vai liderar [a obra] é você”, relata Cardoso.

    No dia 14, contudo, a crise se agrava depois que Perillo, em discurso público, cita a Delta para dizer que em seu governo não existe conluio.

    No dia 15, Cardoso dá recado a Cachoeira. “Ele disse que houve mal-entendido e que ele quer falar com você.”

    O encontro seria em seis dias. Na véspera, dia 20, oito indicados por Cachoeira para cargos comissionados no governo foram nomeados.

    Uma semana depois, Cachoeira empresta R$ 600 mil a Rincón. Os diálogos não deixam clara a razão do repasse, mas a crise acaba.

    Publicado por jagostinho @ 13:27



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