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  • 01maio

    GAZETA DO POVO

    Álcool ou gasolina? A resposta não está só no preço por litro

    Quase todo proprietário de carro flex já ouviu falar que o etanol rende 30% menos que a gasolina e que, por isso, um automóvel abastecido com álcool rodará apenas 70% do que rodaria usando o derivado do petróleo.

    É essa diferença de rendimento que justifica a “regra dos 70%”, segundo a qual é mais econômico encher o tanque com etanol sempre que ele custar até 70% do preço da gasolina.

    No entanto, testes de laboratório revelam que, na grande maioria dos automóveis flex, o motor movido a etanol é mais “beberrão” que se pensava – e quem fizer a opção usando a fórmula tradicional pode gastar bem mais que o necessário.

    Para avaliar a eficiência energética dos automóveis à venda no país, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) testou 105 modelos, que representam 55% do mercado brasileiro, e calculou seu consumo na cidade e na estrada.

    Com base nesses dados, a Gazeta do Povo constatou que em 73 dos 92 carros flex avaliados pelo instituto o álcool rende menos de 70% da gasolina no trânsito urbano.

    Ou seja, a “regra dos 70%” não vale para quatro em cada cinco veículos. Na estrada, o etanol é ainda menos vantajoso: em 75 modelos seu rendimento relativo ficou abaixo do patamar difundido ao longo dos últimos anos pela indústria automobilística.

    “As montadoras fizeram muitos testes para chegar ao índice de 70%. Mas ele não é 100% preciso, porque cada carro tem uma característica e cada motorista, uma forma de dirigir.

    Trata-se de uma aproximação, até para facilitar as contas”, explica o engenheiro mecânico Jorge Riechi, coordenador da especialização em Engenharia Automotiva da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

    Os números mostram que, se os preços do etanol já estavam pouco atraentes pela fórmula convencional, são ainda menos competitivos quando considerado o consumo real da maioria dos veículos.

    Na média dos automóveis testados pelo Inmetro, a eficiência do álcool em relação à gasolina é de 68% – e, em boa parte dos casos, o preço do etanol será desvantajoso assim que ultrapassar esse porcentual.

    Caso a caso

    O mais indicado, no entanto, é que cada motorista conheça a relação etanol/gasolina específica de seu carro – até porque, como mostra o estudo do Inmetro, ela varia bastante conforme o modelo.

    No Honda Fit 1.4 de câmbio automático, por exemplo, a relação é de apenas 60%: na cidade, o modelo faz 11 quilômetros por litro (km/l) com gasolina e apenas 6,6 km/l com álcool.

    O Renault Clio 1.0 fica no outro extremo da tabela: com um litro de álcool, percorre 8,6 quilômetros, 75% do que roda com gasolina (11,5 km/l).

    Em 14 veículos da amostra, a eficiência relativa do etanol é de exatamente 70% – para eles, portanto, ainda vale a velha fórmula.

    Se seu carro não estiver na tabela do Inmetro, você pode consultar o manual do veículo (alguns trazem estimativas de consumo) ou recorrer ao computador de bordo, quando houver.

    Mas o mais indicado, ensina Riechi, é fazer o cálculo por conta própria.

    “Encha o tanque com o combustível e, ao fim, anote quantos quilômetros ele fez. Fazendo isso umas três vezes com cada combustível, você chegará a uma estimativa muito próxima do consumo real de seu carro, que vai refletir também a sua forma de dirigir.”

    Publicado por jagostinho @ 19:19



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • Miriam 8 Disse:

    De fato o honda fit faz baixa quilometragem com etanol e gasolina . Ao levar o problema a concessionária, me disseram que necessitava de ajuste . Não mudou, quase nada.

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