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  • 05mar

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    Vladimir Putin vota em Moscou

    O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, foi eleito para um terceiro mandato de seis anos no país, segundo resultados oficiais parciais divulgados após a eleição presidencial, que lhe deram quase 60% dos votos.

    Apuração de 96% das seções eleitorais mostra Putin na frente com 64,22% dos votos, enquanto seu rival mais próximo, o comunista Gennady Zyuganov, obtém 17,14% – de acordo com a Comissão Eleitoral Central (CEC). Os resultados oficiais da maioria dos colégios eleitorais serão publicados nesta segunda-feira.

    Grupos de oposição dizem que a votação contou com fraudes generalizadas, com muitas pessoas votando mais de uma vez. Os ativistas convocaram protestos contra o resultado para essa segunda-feira.

    Enquanto isso, segundo a polícia, mais de 110 mil se reuniram perto do Kremlin, no centro de Moscou, em uma manifestação de apoio a Putin.

    Slogans em faixas diziam “Putin, nosso presidente” e “Acreditamos em Putin”, mas há indicações de que alguns receberam ordens para participar.

    À multidão, Putin declarou vitória, afirmando: “Vencemos uma luta honesta e transparente.”

    A eleição presidencial vinha sendo questionada por vários russos após Putin ter anunciado que faria, na prática, um ”revezamento” com o atual presidente, Dimitri Medvedev, que foi o seu primeiro-ministro durante a sua presidência, e que agora deve retomar o antigo cargo.

    Eleição polêmica

    A eleição ocorreu no domingo em toda a Rússia. Putin governou o país de 2000 a 2008, mas como a Constituição russa impede que um presidente se candidate a um terceiro mandato consecutivo, abriu lugar para Medvedev na presidência e atuou como primeiro-ministro nos últimos quatro anos.

    A votação ocorreu em meio a uma forte onda de protestos, indignação popular e ceticismo, provocada por acusações de que teriam ocorrido fraudes generalizadas a favor do partido de Putin, Rússia Unida, nas eleições parlamentares de dezembro.

    A fim de aplacar os críticos, Putin anunciou a instalação de webcams nos 90 mil postos eleitorais do país, mas muitos na Rússia e entre a comunidade internacional questionam a eficácia da iniciativa.

    Em um relatório, a Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) afirmou que ”câmeras não podem capturar todos os detalhes do processo de votação, em especial a contagem de votos”.

    Uma missão conjunta da OSCE e do Conselho Europeu formada por 250 pessoas monitorou as eleições. Milhares de russos se voluntariaram como fiscais eleitorais e receberam treinamento para saber identificar e denunciar possíveis fraudes.

    O candidato comunista Zyuganov caracterizou a eleição deste domingo como “um roubo”, enquanto Vladimir Rijkov, um dos organizadores das manifestações opositoras de dezembro, afirmou que não pode ser considerada “legítima”.

    A eleição foi “um roubo, absolutamente desonesta e indigna”, segundo Zyuganov.

     

    Publicado por jagostinho @ 17:04



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