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  • 22dez

    Artigo do coordenador do Comitê local da campanha Vote Cataratas

    No início, era um sonho de poucos. Mas virou um sonho de muitos, compartilhado com o mundo, e acabou por tornar-se realidade: as Cataratas do Iguaçu, que o Brasil divide com a Argentina, são agora uma das 7 maravilhas mundiais da natureza.

    Como aquele que começou entre os primeiros sonhadores, como um dos responsáveis pela campanha Vote Cataratas, quero aqui agradecer o apoio, o entusiasmo, a torcida e o envolvimento de todos que participaram desta eleição, um feito memorável que entrará para a história da nossa cidade e região.

    Essa eleição representa uma virada de página na divulgação da imagem de Foz do Iguaçu e de Puerto Iguazú, inserindo definitivamente as Cataratas no roteiro turístico de brasileiros, argentinos e estrangeiros de todas as partes do mundo, consolidando nosso destino dentro do roteiro turístico internacional.

    Haverá, por certo, ganhos imensuráveis para todos que vivemos nessa região privilegiada. Em Foz do Iguaçu, o poder público não poderá se furtar a investir na melhoria da infraestrutura, o que se refletirá na atração de novos empreendimentos privados, criando-se as condições para o desenvolvimento sustentável de nossa cidade, com consequente aumento no número de empregos, na arrecadação de tributos e na melhoria da qualidade de vida da população.

    No decorrer da campanha Vote Cataratas, a principal impressão que se teve foi de que Foz do Iguaçu, pela primeira vez de forma tão veemente, assumiu-se como uma cidade turística de fato. E a comunidade, pouco a pouco, percebeu a importância de nossa terra aparecer aos olhos do mundo como sendo abrigo de uma das maravilhas da natureza.

    Tudo isso, no entanto, foi resultado de um amplo trabalho de convencimento. Primeiro, foi preciso fazer a população refletir sobre a importância de eleger as Cataratas, alterando a lógica daquele ditado que prega que “santo de casa não faz milagre”. Havia um milagre da natureza, sim, mas isso exigia conscientização, inicialmente para colocar nossa atração entre as 28 classificadas na primeira fase, de um total de 440 belezas naturais de todo o mundo.

    A fase seguinte, que só terminou no dia 11 de novembro deste ano, foi a mais difícil. Já não bastavam os votos de iguaçuenses e de argentinos da fronteira. Era preciso ir bem mais longe. Quanto mais perto da data final, maior a luta.

    Os meios adotados para o convencimento dos eleitores foram o que podemos definir como um “case” completo de comunicação, pois unimos diferentes estratégicas e exploramos todas as mídias para se atingir o objetivo de levar milhões de brasileiros, assim como milhões de argentinos, a votarem pela Internet ou via SMS.

    Um ponto a destacar é a geração de mídia espontânea, obtida com muito diálogo e com ações promocionais espetaculares. Nos últimos 30 dias da campanha, destacam-se entre essas ações o dirigível da fundação suíça New Seven Wonders, que sobrevoou as Cataratas do Iguaçu e resultou em imagens belíssimas divulgadas no mundo inteiro.

    O sobrevoo do dirigível marcou o “start” de uma série de ações relevantes. No Rio de Janeiro, artistas e intelectuais participaram de um ato público e declararam apoio ao Vote Cataratas, gravando depoimentos em favor da candidatura. Ainda no Rio de Janeiro, houve manifestações pelo voto nas Cataratas durante o Congresso da Associação Brasileira de Agentes de Viagens, a exemplo do que também aconteceu em Buenos Aires, durante a Feira Internacional de Turismo – FIT.

    Em São Paulo, o corpo-a-corpo incluiu uma entrevista coletiva com os representantes dos principais veículos de imprensa da capital paulista, com boa receptividade, traduzida em espaço nobre nos noticiários dos jornais e emissoras de rádio e televisão.

    Em Brasília, a imagem das Cataratas do Iguaçu, projetada na cúpula do Museu Nacional, mais uma vez foi veiculada nas emissoras de televisão, reforçando a importância do voto dos brasileiros para que nossa atração figurasse entre as sete maravilhas naturais do planeta. Um dia antes do término da votação, tivemos as crianças da escola municipal Cora Coralina pintando as Cataratas e escrevendo frases de apoio à campanha. E tivemos, ainda, aquela maluquice que foi a pintura do artista plástico Adriano Monanc sobrevoando as Cataratas de helicóptero.

    A Câmara dos Deputados, por sua vez, contribuiu com uma moção de apoio à Campanha Vote Cataratas, primeiro pela manifestação das lideranças partidárias, depois pelo voto em plenário. Ainda na reta final da campanha, o craque argentino Lionel Messi divulgou mensagem pedindo aos seus fãs que votassem nas Cataratas, enquanto o nosso Kaká fazia o mesmo pedido aos seus milhões de seguidores no Twitter e no Facebook.

    O apoio da imprensa tradicional à campanha foi fundamental, tanto no Brasil quanto na Argentina. Mas é preciso destacar também o papel das novas mídias. Primeiro, das redes sociais, utilizadas com empenho crescente no final da campanha para arregimentar mais eleitores. No Facebook e no Twitter, um número incalculável de usuários replicou as mensagens pedindo votos.

    Uma coincidência feliz foi que, nos 30 dias anteriores ao dia “D” da votação, Foz do Iguaçu sediou dois eventos importantes na área das novas mídias: a Latinoware, que reuniu os adeptos de software livre, e o Encontro Mundial de Blogueiros. Os participantes de ambos os eventos aderiram à campanha e se tornaram também multiplicadores de votos.

    Foi difícil, foi emocionante até o fim. A menos de dez dias do final, houve um momento em que as Cataratas não figuravam nem entre as dez mais votadas. Não esmorecemos. Naquele momento, apostamos todas as nossas fichas, ao invés de fugir do jogo.

    No dia 11 de novembro de 2011, o resultado preliminar divulgado pela Fundação New Seven Wonders indicava as Cataratas do Iguaçu entre as Novas Sete Maravilhas da Natureza. Embora preliminar, isso não significa que a conferência final dos votos possa alterar o resultado. A única coisa que será definida é a posição em que nossa maravilha irá ficar entre as sete. Mas nós chegamos lá.

    À parte uma curiosidade. Você sabe por que a New Seven Wonders visou a escolha das sete maravilhas? O presidente da fundação, Bernard Weber, tem uma explicação científica: uma pessoa comum pode se lembrar de no máximo sete coisas sobre determinado assunto. “O nosso cérebro funciona apenas com força suficiente para desafiar e ancorar o sete”, diz ele.

    É por isso que, a partir de agora, quando o assunto for maravilhas da natureza, as Cataratas do Iguaçu serão sempre lembradas.

    Que maravilha!

    Mas o sonho que se realizou representa a abertura de novas possibilidades. Se para sonhar não é preciso estar em pleno sono, novas conquistas para Foz do Iguaçu exigem olhos muito abertos para as oportunidades.

    Desafios não nos faltam. Ao contrário. Eles começam já nos gargalos de chegada e saída de nossa cidade, por via aérea ou terrestre. No caso do Aeroporto Internacional das Cataratas, vamos defender com mais ênfase ainda a tese do Fundo Iguaçu, de transformar nosso aeroporto num hub do Mercosul e dos países andinos, isto é, para que se torne um centro de distribuição e redistribuição de voos para os países vizinhos.

    A duplicação da BR-277 e da BR-369, a construção de viadutos nos pontos em que a BR-277 estrangula o trânsito local, como no trevo da Avenida Paraná, também exigem um trabalho constante para que tenhamos sucesso no prazo mais curto possível.

    Mas há ainda muito mais por fazer. Dentro do Parque Nacional do Iguaçu, há necessidade de resolver o problema de limitação da Trilha das Cataratas, para evitar situações em que a aglomeração de visitantes, nos dias de mais movimento, impeça a plena contemplação da nossa maior beleza.

    Temos que revitalizar as principais ruas do Corredor Turístico e tornar o centro de Foz do Iguaçu mais atraente para os visitantes e para os próprios moradores. Beleza é fundamental, ainda mais quando é dessa beleza que se tira o sustento da maioria da nossa gente.

    Hoje abandonado, quando em outros tempos recebia milhares de turistas por ano, o Marco das Três Fronteiras deve ser revitalizado, permitindo que, dali, possamos ter passeios de barco saindo em direção às Cataratas e à usina de Itaipu. Ao mesmo tempo, a construção da segunda ponte unindo o Brasil ao Paraguai, prevista para aquele local, deve ter o seu trajeto modificado para não comprometer importante patrimônio cultural, histórico e turístico.

    Hoje, damos as costas aos nossos rios, e dessa forma nos tornamos cúmplices daqueles que utilizam suas margens para atividades ilegais e criminosas. Para substituir o crime e a contravenção por trabalhos legais e sustentáveis, a Avenida Beira-Rio tem que ser revitalizada, com ampliação do uso das áreas que ela corta e abertura de novos espaços para o comércio, a cultura, o esporte, o lazer e o turismo.

    Neste sentido, faz-se necessário definir um novo zoneamento para toda a beira-rio, para permitir múltiplos usos, públicos e privados, tais como novos empreendimentos comerciais, hoteleiros, gastronômicos, bem como a construção dos parques públicos do Boicy e do Monjolo e a abertura de calçadões, ciclovias e equipamentos culturais na região do Jardim Jupira.

    Outra ideia é reabilitar histórica e urbanisticamente a Vila Portes, com a instalação do Mercado Municipal no prédio onde antigamente funcionava o Shopping Centrão. Este mercado, a exemplo dos que existem em grandes centros, seria importante tanto para os moradores como para os visitantes.

    A par de tudo isso, a iniciativa privada deve fazer o seu papel, de investir para ampliar o número de hotéis, bares, restaurantes, pubs, cafés, entre outros serviços que o visitante precisa. E, principalmente, qualificar a mão de obra, que deve ser preparada para receber mais e melhor os visitantes.

    Criar novos atrativos, melhorar os existentes, potencializar a cidade inteira e, por extensão, o Destino Iguaçu como um todo, é uma obrigação daqueles que zelam pelo futuro da região. A eleição das Cataratas do Iguaçu entre as Novas Sete Maravilhas da Natureza nos credencia a buscar investimentos, a lutar pela melhoria da infraestrutura e dos nossos atrativos. Temos que ter bons projetos para captar recursos e aproveitar este que é um dos melhores momentos já vividos por Foz do Iguaçu.

    Porque hoje Foz do Iguaçu é a terra das oportunidades. Temos que acreditar nos nossos sonhos, porque disso depende o nosso futuro. Que nos parece cada vez mais promissor.

     

     


     

     

    (*) Gilmar Piolla, superintendente de Comunicação Social da Itaipu e presidente do Fundo Iguaçu, foi um dos coordenadores do Comitê Vote Cataratas



    Publicado por jagostinho @ 10:33



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