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  • 30jul

    FOLHA.COM

    Dilma e Cristina brindam durante almoço no Palácio Itamaraty (Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência)

    Em duas horas de encontros na manhã desta sexta-feira (29), as presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner, centraram suas discussões nas formas de blindar os dois países e a região das consequências do aprofundamento da crise econômica mundial.

    Dilma, que segundo assessores passou os últimos dias discutindo os possíveis reflexos no Brasil da crise dos EUA, e a possibilidade de um calote do país em investidores, chegou a dizer nesta manhã que problemas bilaterais, como as barreiras comerciais, “são de pouca monta” e estão sendo resolvidos.

    “Problemas que surgem aqui e ali e que estão se resolvendo são de pouca monta”, afirmou Dilma.

    Na declaração à imprensa, as duas ressaltaram preocupações diferentes com os reflexos para a região.

    Dilma citou a “avalanche de produtos manufaturados” que, “ao não achar mercado nos países desenvolvidos”, pode recair sobre a América do Sul.

    Já Cristina falou do “ingresso de capitais especulativos as nossas moedas”.

    As duas presidentes criaram nesta sexta-feira o Conselho Empresarial Brasil-Argentina.

    Esse fórum tem entre os seus objetivos, resolver a questão das barreiras comerciais que foram impostas pelos dois países desde o inicio do ano sem a interferência dos governos centrais.

    Os setores mais prejudicados pelo problema foram o têxtil e de baterias, no caso do Brasil. Na Argentina, a maior prejudicada foi a indústria automobilística.

    Esse problema ocorreu porque a Argentina adotou uma política de demorar até 60 dias para analisar os produtos brasileiros que são comprados pelos argentinos. Essa medida é chamada de licenciamento não automático.

    Essa prática é considerada legal pelas regras de comércio internacional, porém, os argentinos têm demorado mais de 60 dias para liberar a entrada dos produtos brasileiros.

    Os setores de calçado, têxtil e baterias são os mais afetados pelas medidas argentinas.

    Em seu discurso, Dilma fez um gesto ao reconhecer a soberania das Ilhas Malvinas como argentinas. A área é controlada pelo Reino Unido.

    Já Cristina brincou com o futebol, dizendo que se os dois países não tivessem sido eliminados da Copa América, o encontro entre ela e Dilma seria “impossível”.

    Ela reconheceu ainda o Brasil como principal sócio comercial e político da Argentina e citou a importância econômica de programas de inclusão social, como o Brasil Sem Miséria, bandeira de Dilma.

    “Superar a desigualdade é um compromisso econômico. Precisamos de mais e melhores consumidores”, disse.

    Publicado por jagostinho @ 09:39



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • tony Disse:

    O Brasil ainda tem cacife para fugir do tsunami que o calote americano vai causar. Mas a Argentina está ferrada, porque a economia deles é infinitamente menor do que a nossa, e eles estão na pior. Deste tsunami vamos escapar, com estragos, mas o resto do Mercosul e da América não vai ter a mesma sorte. Tenho pena dos nossos irmãos do continente, porque a coisa vai ser feia. Não sei se não teremos um novo 1929. Tony

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