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  • 17jul

    REUTERS

    O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, delegou ao vice-presidente executivo, Elias Jaua, várias funções e prerrogativas até agora suas, incluindo a de expropriar bens.

    A ação de Chávez foi tomada em meio a decisão de viajar a Cuba para se tratar de câncer. A viagem estava prevista para este sábado (16).

    O presidente venezuelano foi autorizado, nesta manhã pela Assembleia Nacional, a viajar a Havana.

    Na ilha de Fidel Castro deve se submeter a quimioterapia, contrariando as expectativas de que iria ao Brasil se tratar no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

    Ele não anunciou a data de retorno.

    “Espero que não seja um período muito longo [de ausência]”, disse.

    Miraflores Palace/Reuters
    Chávez foi autorizado, hoje pela Assembleia Nacional, a viajar a Havana onde deve se submeter a quimioterapia
    Chávez foi autorizado hoje, pela Assembleia Nacional, a viajar a Havana onde deve se submeter a quimioterapia

     

    Durante transmissão em cadeia de rádio e TV, o presidente afirmou que se reunirá com seus ministros por “via telemática” e inaugurou o uso de uma assinatura eletrônica que lhe permitirá referendar documentos estando “em Havana, em Moscou…”.

    Chávez, que voltou à Venezuela no dia 4 após quase um mês fora do país, disse que seria “o primeiro” a transferir o poder se estivesse com “capacidades diminuídas”.

    Afirmou, porém, que a situação jamais ocorreu, nem mesmo no período imediatamente após a cirurgia que fez no dia 20 em Havana para retirada de um tumor. Ele contou que esteve quatro dias na UTI.

    VICE E DEBATE

    Chávez deixará em Caracas um fortalecido vice-presidente. Na Venezuela, o cargo é de livre nomeação pelo presidente.

    Jaua, ex-líder estudantil e considerado um dos “duros ideológicos” do governo, está no posto desde janeiro de 2010.

    Além da prerrogativa de expropriar bens, o vice-presidente também aprovará a compra de divisas –estratégico num país com controle cambial– e poderá nomear vice-ministros.

    A viagem do presidente voltou a acender na Assembleia o debate sobre o status jurídico de Chávez durante sua estadia em Havana.

    Integrantes da oposição voltaram a defender que a viagem do mandatário configurava “ausência temporária” e a posse automática do vice-presidente no cargo.

    Os governistas insistiram que o presidente seguirá governando, pelo tempo que seja necessário, em Cuba, respaldado pela autorização de ontem.

    O acalorado debate da Assembleia, então transmitido pelos canais estatais, foi interrompido pelo presidente Chávez, que ordenou a convocação da cadeia nacional de todas as rádios e TVs para transmitir a sua reunião com ministros.

    A Venezuela acompanhou, quando autorizado por Chávez, as falas dos deputados –da situação e da oposição.

    Com tela dividida ao meio, se via a Assembleia e também os rostos de ministros e do presidente reagindo às declarações dos parlamentares.

    Publicado por jagostinho @ 18:53



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