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  • 04jul

    AGÊNCIA ESTADO

    Simon:- "Itamar nunca negociou voto no Congresso"

    O senador Pedro Simon (PMDB-RS) deu um depoimento emocionado sobre sua convivência com o ex-presidente da República Itamar Franco e o exemplo que ele deixou para o País.

    Simon lembrou-se da época em que os dois se conheceram, durante as convenções que escolheram Itamar candidato do MDB ao Senado em Minas Gerais em 1974, e do período em que foi líder do governo no Senado do então presidente entre 1992 e 1994.

    Com críticas indiretas aos sucessores de Itamar, Simon ressaltou que ele construiu o Plano Real sem troca de cargos e empregos, ou “preocupações com a governabilidade”.

    “Fui muito participativo na época do impeachment (do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1992). Foi um período em que me reaproximei dele (Itamar) e que assumi a liderança de seu governo. Acompanhei todo o seu mandato e posso dizer que se tratava de uma pessoa fantástica. Não existe ninguém mais sequer parecido com ele”, disse o senador no velório de Itamar.

    Para Simon, “não teve uma vírgula” do que houve no governo Itamar que o então presidente não tomasse providências rápidas.

    “O Hargreaves (Henrique Hargreaves, ministro da Casa Civil do governo Itamar Franco), ele (Itamar) demitiu, e acabou voltando quando se comprovou que não havia nada de errado. Ele chegou a nomear uma ministra dos Transportes, do Rio de Janeiro, e quatro dias depois soube que ela tinha um marido advogado da empresa que explorava o pedágio da Ponte Rio-Niterói. Itamar a demitiu por telefone, assim que soube disso”, contou o senador.

    O ex-líder do governo Itamar no Senado ressaltou outros pontos do mandato do ex-presidente.

    “Do ponto de vista institucional, seu governo também marcou época. Assim que ele assumiu, convocou uma reunião com os presidentes de todos os partidos. Ele disse que renunciaria ao cargo se os líderes partidários julgassem que seria melhor convocar uma nova eleição para escolher novo presidente. Não precisou”, ressaltou Simon.

    “Não houve nenhuma crise durante o governo Itamar, como essas que ocorreram nos últimos anos. O Plano Real foi feito sem dar emprego, vantagens e sem preocupações com a governabilidade. Desafio qualquer um a mostrar algum momento em que o governo negociou voto no Congresso em troca de emprego”, completou o político.

    Em sua declaração, Simon ainda destacou uma situação pessoal de Itamar e fez uma crítica às atitudes dos representantes atuais.

    “O Itamar pagava do próprio bolso os medicamentos que sua mãe usava. Ele anotava tudo. E de dois em dois meses convocava o Ministro da Saúde para reclamar de como os preços disparavam. Hoje em dia, todo mundo tem cartão corporativo”, declarou.

    O senador Pedro Simon ainda disse que não ficou perto de Collor e evitou olhar para as reações dele no período em que o presidente cassado esteve no velório.

    “Não há no mundo dois pontos tão equidistantes como Itamar e Collor. Acho que, tirando o fato deles falarem português, não há mais nada em comum entre eles”, provocou.



    Publicado por jagostinho @ 09:16



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Uma resposta

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  • Valmor Stédile Disse:

    Prezado Jota, permita que insira aqui uma nota no mínimo curiosa: “A presidente Dilma Rousseff chegou por volta das 13h45 (para o velório do corpo do ex-presidente Itamar Franco no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte) e foi recebida pelo governador Antonio Anastasia (PSDB) em uma sala onde estavam parentes de Itamar e três outros políticos tucanos: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador de São Paulo José Serra e o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin”.

    Agora a pergunta que não me deixa calar, que conexão guardam os autores da notícia (Eduardo Kattah e Marcelo Portela, do Estadão) com os responsáveis pela recepção presidencial? Ou será mera coincidência o horário da chegada de Dilma – PThPSDBmin – com a boa convivência que se busca (visando alianças futuras) com os personagens que a aguardavam na tal sala reservada?

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