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  • 03jul

    VEJA.COM

    Presidente venezuelano aparece em vídeo ao lado de Fidel Castro com a edição desta terça-feira do jornal cubano GranmaPresidente venezuelano aparece em vídeo ao lado de Fidel Castro com a edição desta terça-feira do jornal cubano Granma (AP) 

     

    A doença de um governante lança qualquer país num período de incerteza. As consequências, contudo, são diferentes em democracias e ditaduras.

    Nas primeiras, o sistema político foi desenhado para permitir a alternância de poder – e absorver a perda de um líder, ainda que intempestiva.

    Nas segundas, é o contrário que acontece: as ditaduras retomam de maneira perversa a ideia de que o estado e o governante são a mesma entidade – de que o governante representa o estado inclusive em seu próprio corpo.

    Para regimes desse tipo, a doença de um líder é prenúncio de convulsão política.

    “O culto à personalidade depende da percepção de que os ditadores são todo-poderosos. A doença quebra essa aura”, diz Peter Ubertaccio, especialista em marketing político e professor da faculdade Stonehill, em Massachusetts, nos Estados Unidos.

    Por causa disso, a estratégia do silêncio é acionada toda vez que a saúde de um governante autoritário está em risco. De maneira opressiva e monolítica em regimes como a União Soviética de Stalin ou a Coreia do Norte de Kim Jong-Il.

    De maneira muitas vezes desastrada em países nos quais as instituições de uma sociedade aberta não foram totalmente desmontadas – como a Venezuela do coronel Hugo Chávez.

    Leia também: 8 ditadores que omitiram doenças para se manter no poder

    Na última quinta-feira, o caudilho anunciou que tem câncer, após três semanas de guerra de informação sobre a sua saúde. Os rumores de que ele teria uma doença grave cresceram aos poucos, diante do sumiço e do silêncio de um político histriônico e falastrão.

    Chávez desapareceu do cenário político após ser hospitalizado em Havana para uma cirurgia de emergência em 10 de junho.

    A partir dessa data, o governo vinha divulgando vídeos e declarações para forjar um clima de estabilidade no país, insistindo na teoria de que o presidente havia apenas retirado um abscesso pélvico (acúmulo de pus causado por uma infecção).

    Depois do anúncio da doença, o partidários de Chávez mergulharam na confusão. Enquanto alguns cobravam o retorno do caudilho, outros insistiam que ele deve para seguir governando – mesmo que à distância.

    “Somando as crises políticas a uma situação econômica difícil e a um regime muito personalista, temos um contexto extremamente difícil. Chávez não tem sucessor e é o ‘grande líder’ de seu partido”, diz o professor de ciência política da Universidade de Columbia, em Nova York, Ricardo Gualda, especialista na estratégia de comunicação do regime chavista.

    Ao analisar o discurso do caudilho da última quinta-feira, o professor notou uma nítida diferença no tom de Chávez, que geralmente fala de improviso pelos cotovelos e, desta vez, leu com seriedade e tensão um discurso conciso.

    “Ele está preocupado com a morte, vê isso como uma possibilidade. Chávez até comparou a doença com os golpes que sofreu em 1992 e 2002. Parece tratar-se, de fato, de uma situação muito crítica”, diz Gualda. “Não foi um discurso de quem estará voltando em 15 dias.”

    Ditadores ausentes – Pelo menos dois outros tiranos vivem um drama semelhante ao protagonizado por Chávez. Um deles é Ali Abdullah Saleh, do Iêmen, que teve 40% de seu corpo queimado em um ataque contra o palácio presidencial, mas seus aliados insistem que ele está bem.

    O vácuo no poder agrava a instabilidade no país, que foi sacudido pelos protestos da primavera árabe, tornando-se ainda mais vulnerável à influência da rede terrorista Al Qaeda.

    O outro caso é o de Kim Jong-Il. O ditador norte-coreano, que voltou a aparecer em público vários quilos mais magro depois de uma longa ausência, nunca falou sobre seu real estado de saúde. Sabe-se, porém, que ele sofreu um derrame cerebral em 2008, tem problemas cardíacos e diabetes.

    Estratégia – Segundo o psicólogo especialista em liderança e professor da Universidade de Berkeley, na Califórnia, Philip Tetlok, são dois fatores pelos quais os ditadores se mantêm em silêncio diante de doenças graves.

    “O primeiro é o interesse pragmático de evitar que os lobos da oposição ganhem espaço, trazendo para o seu lado aliados ‘desleais’ do regime.

    O segundo fator é o objetivo narcisista e messiânico de parecer um deus”, disse ele ao site de VEJA.

    Na história, os casos de ditadores doentes tiveram principalmente dois tipos de desfechos.

    Há aqueles que encontraram um substituto a tempo, como Fidel Castro, e possivelmente o próprio Chávez, que pode estar preparando o seu irmão, Adán, para assumir o poder.

    Ou então aqueles ditadores que acabaram morrendo ainda no poder. Sem ter informado nada sobre seus problemas de saúde à população, o desaparecimento repentino desses provocou um choque geral.



    Publicado por jagostinho @ 10:49



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2 Respostas

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  • joaozinho Disse:

    Ditadore. Não é o caso do Hugo Chaves. O problema na venezuela é que a oposição é tão incompentente, que mesmo com a ajuda do grupo de midia, não consegue ganhar no voto do chaves, é só isto. Voce pode dizer que Cuba é ditadura, mas dizer que a Venezuela é ditadura, é atentar contra o que se entende de democracia.

    abs, e parabens pelo blog

  • rafael Disse:

    Viva o comandante Fidel..Viva o camarada Hugo Chávez

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