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  • 19mar

    Paraná Online/Mara Cornelsen

    Com três testemunhas de defesa e cinco de acusação, Beatriz Cordeiro Abagge

    Beatriz diz confiar na Justiça

    deverá voltar ao banco dos réus, no próximo dia 28 de abril, no 2.º Tribunal do Júri de Curitiba.

    Ela e outras seis pessoas (inclusive sua mãe, Celina Abagge) foram acusadas de matar Evandro Ramos Caetano, 6 anos, em um suposto ritual de magia negra em Guaratuba, há quase 20 anos.

    O caso nunca foi devidamente esclarecido, por conta de investigações mal feitas que resultaram em um processo de 70 mil páginas, cheio de dúvidas e imprecisões.

    Beatriz e Celina protagonizaram o mais longo julgamento já ocorrido no Brasil, em março de 1998, que durou 34 dias. Ao final dos trabalhos, no Fórum de São José dos Pinhais, ambas foram absolvidas.

    O então promotor Celso Ribas (já falecido) entrou com recurso para anular o júri, o que acabou acontecendo em abril de 2009. Celina, por ter mais de 70 anos, não será julgada outra vez, mas disse que ficará ao lado da filha durante todo o processo.

    Torturas

    As duas mulheres, a exemplo dos outros cinco homens acusados do mesmo crime, asseguram que são inocentes e que confessaram o delito mediante torturas após prisões ilegais.

    O caso é tão confuso que acabou resultando em três julgamentos distintos. Os réus Osvaldo Marcineiro, Vicente de Paula Ferreira e David dos Santos Soares foram condenados (os dois primeiros a 20 anos e 2 meses de reclusão, e o terceiro a 18 anos e 8 meses, em abril de 2004). Já os acusados Airton Bardelli dos Santos e Francisco Cristofolini foram absolvidos em junho de 2005.

    Em meados de janeiro último, na série Tribuna na Justiça, o caso foi relembrado em detalhes em 12 capítulos (podem ser lidos no Parana-online), quando foram apontadas situações no mínimo estranhas contidas no processo e apresentadas as versões dos principais envolvidos.

    Depois disso o delegado Luiz Carlos de Oliveira, da Polícia Civil, que fez investigações na época, desafiou a Justiça a fazer um novo exame de DNA na ossada de Evandro, que está sepultada no cemitério antigo de Guaratuba, para confirmar se aquele corpo é mesmo o do garoto.

    Oliveira acredita que o menino não foi assassinado e pode ter sido sequestrado e vendido no exterior. O cadáver encontrado seria de outra criança. Evandro desapareceu em 7 de abril de 1992 e o corpo apontado como o dele foi encontrado num matagal, cinco dias depois.

    Beatriz está confiante na Justiça e espera que com o novo julgamento toda a verdade venha à tona. Em sua defesa atuará Adriano Sérgio Nunes Bretas e na acusação a promotora de Justiça Lúcia Inez Giacomitti Andrich.

    Publicado por jagostinho @ 09:35



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2 Respostas

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  • yasmine de tróia Disse:

    Esta é uma das provas do absurdo da lentidão de nossa justiça. 20 anos depois… Vergonhoso isso.

  • ANA PAULA Disse:

    eu nem tinha nascido quando isto aconteceu. Porque os políticos não mudam nossas leis. Isto é ridiculo.

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