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  • 17mar

    Folha.com/Equilíbrio e Saúde

    Pesquisadores do Rio e de Belém alertam para o risco de que a febre chikungunya, causada pelo mesmo mosquito que transmite a dengue, se espalhe pelo país.

    Os médicos diagnosticaram um caso dessa febre a partir de testes sorológicos para a detecção de anticorpos do vírus da doença.

    O paciente é um surfista carioca de 41 anos, contaminado em uma viagem à Indonésia, em agosto de 2010.

    O trabalho será apresentado durante o Congresso Brasileiro de Medicina Tropical, que acontece entre os dias 23 e 26 de março, em Natal (RN).

    O vírus da doença é transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti. Como os sintomas são muito parecidos com os da dengue, a chikungunya pode chegar ao Brasil e não ser detectadas.

    A Organização Mundial de Saúde registra casos da febre na África e na Ásia.

    Apesar de o problema ainda não existir no país -há três casos diagnosticados, todos de pessoas contaminadas no exterior-, pesquisadores estão alertas.

    Editoria de Arte/Folhapress

    SEM SINTOMAS

    Como a infestação de mosquito no país é alta, o temor é que o vetor espalhe o vírus.

    “Trinta por cento dos casos da chikungunya são assintomáticos, o que pode contribuir para a dificuldade de bloqueio dos casos vindos de outros países, introduzindo a doença no Brasil”, explica a infectologista Isabella Albuquerque, do Hospital São Vicente de Paulo (RJ), uma das responsáveis pelo diagnóstico do surfista.

    A chikungunya tem quase os mesmos sintomas da dengue: febre acima de 39 graus, enjoo, vômitos, vermelhidão na pele e dores musculares.

    Uma das características que a diferencia da dengue é a dor forte nas articulações -algumas vezes, chega a ser confundida com artrite.

    Ela não apresenta versão hemorrágica e seu índice de letalidade é baixo. Mas as dores nas articulações, nos casos mais graves, podem perdurar por até cinco anos.

    Como na dengue, ainda não há medicamentos para combater a chikungunya. São usados anti-inflamatórios, analgésicos e antitérmicos para controlar sintomas.

    De acordo com o virologista Pedro Vasconcelos, do laboratório de arbovirologia e febres hemorrágicas do Instituto Evandro Chagas (Ministério da Saúde), em Belém, a apresentação do trabalho no congresso é importante para alertar profissionais sobre os riscos de que a doença chegue ao Brasil.

    “Alguns nunca ouviram falar dela e outros desconhecem que já é possível fazer o diagnóstico aqui.”

    Publicado por jagostinho @ 18:52



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