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  • 14mar

    BLOG DO HORA H- Matéria postada no dia 13/04/2009

    A história da Consilux em Curitiba se confunde com onda de ódio contra radares multadores que acomete os curitibanos desde o já longínquo ano de 1998 – mais de dez anos atrás – quando o então prefeito Cassio Taniguchi assinou o primeiro contrato com a empresa.

    A Consilux embolsava R$ 9,50 por multa e a empresa revelou apetite tão leonino por multar que a cidade se revoltou.

    A questão dos radares transbordou do trânsito para a política e o prefeito da cidade ganhou um apelido pouco honorável: Cassio-Níquel.

    Em 2000, depois de ter tido uma reeleição difícil, em parte justamente por causa da fome de multas da Consilux, o prefeito Cassio Taniguchi alterou o sistema e a empresa passou a ser remunerada mensalmente por um valor fixo (R$ 237 mil).

    O bom relacionamento da Consilux com o prefeito Cassio Taniguchi, no entanto, continuou. Em 2004 um novo contrato praticamente triplicou o pagamento mensal a empresa. Em lugar dos R$ 237 mil, a Urbs passou a pagar, todos os meses, R$ 750 mil.

    Ainda em 2004, último ano de Taniguchi, a Consilux deu mais uma demonstração de seu inegável talento para empurrar as coisas com a barriga. No dia 2 de abril foi assinado a primeira prorrogação de contrato da empresa com a Urbs.

    Em 2004 foi ano eleitoral.. O vice-prefeito de Cassio Taniguchi, Beto Richa, se elegeu em posição de conflito com Cassio.

    Contestou um aumento de tarifas dos ônibus urbanos e prometeu que a indústria das multas seria contida com a sinalização dos radares.

    Em 28 de outubro de 2005, uma manifestação pratica de pouca harmonia entre o prefeito e a Consilux. O valor mensal pago pela Urbs a empresa sofre uma redução.

    Ainda assim a Consilux não deu sinais de largar o osso. Seis novos contratos aditivos garantiram que a empresa se mantivesse no comando dos radares de trânsito de Curitiba até março de 2009.

    Quando uma licitação se preparava para, finalmente, por um termo no longo e tumultuado casamento entre Curitiba e a Consilux – shazam! – a licitação que iria definir a nova empresa que iria fiscalizar e multar os motoristas curitibanos foi suspensa por uma ordem da Corregedoria do Tribunal de Contas do Estado do Paraná.

    Resultado previsível – a Consilux velha de guerra garantiu mais uma prorrogação emergencial por mais 12 meses de seu substancial contrato com a prefeitura.

    Em tese o tal prazo emergencial poderá ser interrompido antes, segundo a prefeitura. Isso aconteceria no caso de ser concluído o novo processo licitatório. Poucos acreditam nisso.

    A nova licitação, suspensa pela ação do Tribunal de Contas, havia sido dividida em três lotes, totalizando R$ 1,1 milhão por mês. Seriam implantados 140 equipamentos (atualmente são 110).

    Além de monitorar a velocidade, 42 deles captariam avanços no sinal vermelho e outros 28 também fiscalizariam conversões e retornos proibidos.

    Já a licitação para a operação das lombadas eletrônicas tem apenas um lote, com o valor de R$ 360 mil mensais. O total seria de 50 equipamentos. Atualmente são 42, mas apenas 25 estão em funcionamento.

    A Urbs tem prazo de 10 dias para recorrer do julgamento do TCE, e analisará as medidas jurídicas cabíveis neste período.

    O pedido de suspensão foi feito pela Fiscal Tecnologia e Automação Ltda., uma das empresas participantes da concorrência pública.

    De aditivo em aditivo, de prorrogação em prorrogação, o casamento muito lucrativo entre a Consilux e a prefeitura de Curitiba, que já comemorou as Bodas de Aço (11 anos) marcha para emplacar 12 anos (Bodas de Ônix).

    Alguém lá em cima gosta da Consilux. A substituição da empresa da condição de Grande Irmão que bisbilhota os motoristas de Curitiba, pelo andar da carruagem, ainda não está no radar.

    Beto Richa está em um estágio decisivo de sua trajetória política. A espetacular vitória de 2008 na reeleição para prefeitura de Curitiba, ao mesmo tempo em que o consagrou, o tornou alvo para todos os ataques.

    Se pretender continuar sua ascensão política não pode permitir que adversários acumulem munição contra ele para usar na campanha de 2010.

    Terá de ser implacável, nenhuma suspeita poderá deixar de ser apurada e, se for o caso, punida..

    Publicado por jagostinho @ 10:11



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2 Respostas

WP_Cloudy
  • joao de lara Disse:

    J. para vc. ter uma ideia o ipem do parana que participa tambem deste cassio niquel mantem ate hoje o diretor tecnico(homen de confianca da consilux) que e da mesma raca ,do sr cassio ,ou seja o esquema continua,o ipem e o orgao que afere os radares!!!!

  • Míriam Disse:

    Há mais de 20 anos tive um acidente dentro do perímetro urbano causado por um pedreiro, não habilitado , e com o carro do compadre.Eu estava numa preferencial e ele cortou minha frente, vindo de uma secundária.Quase morri e isso me valeu duas grandes cirurgias.Naquele dia eu estava sem cinto de segurança .Passado o trauma, voltei a dirigir . Nunca mais deixei de usá-lo, pois poderia ter me poupado, e muito.
    Bem , há mais ou menos uns tres anos e meio ,fui multada por conduzir meu automóvel sem cinto de segurança, o que não é verdade. Eu estava sim , de cinto, e ao recorrer , pontos a menos na carteira, e boleto bancário de brinde.
    Não recorri ao judiciário, pois uma ação além de cara é desgastante . Paguei a famigerada multa , com muita raiva.
    Hoje compreendo que alguém tem que pagar , por alguém , cujas multas foram perdoadas. Que existe uma indústria de multas, todos sabemos, pois em épocas eleições e pré-eleições que se dane o povo….
    Será que já apareceram multas em motos fantasmas saindo do Cemitério Municipal ?

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