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  • 09mar

    Agência Brasil

    Cerca de 381 mil professores da educação básica – 16% dos que atuam em sala de aula – estão matriculados em cursos superiores, seja para conseguir o primeiro diploma ou complementar a formação.

    O Ministério da Educação (MEC) quer incrementar esse número e decidiu ampliar benefícios do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para profissionais que já atuam na rede pública.  

    Desde o ano passado, o programa permite a estudantes de cursos de licenciatura pagar o financiamento atuando em escolas da rede pública após a formatura.

    Cada mês trabalhado em regime de 20 horas semanais abate 1% da dívida – o que permite quitar o valor em oito anos e quatro meses sem custo financeiro.  

    A partir de uma portaria publicada hoje (3) no Diário Oficial da União, a medida será estendida a professores que já atuam na rede pública e querem cursar alguma licenciatura.

    Para aqueles que já estão na carreira, o tempo em que estiver fazendo o novo curso e trabalhando em escola pública passa a contar para o abatimento da dívida.  

    Levantamento feito pelo MEC em 2009 identificou que 600 mil professores que atuavam na educação básica não tinham a formação mínima adequada – ou não tinham diploma em nível superior ou eram formados em outra áreas que não as licenciaturas.

    O cruzamento feito entre os dados dos censos da Educação Básica e Superior, que identificou 381 mil professores em busca do diploma, mostra que a maioria – 192 mil – está matriculada em cursos de pedagogia.

    Em seguida aparecem as licenciaturas em letras (44 mil), matemática (19 mil), história (14 mil), biologia (14 mil) e geografia (10 mil). Do total, 67% estão em instituições privadas.  

    De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, não é possível indicar se esses profissionais estão em busca de uma primeira ou de uma nova graduação.

    O MEC pretende depurar os dados para conhecer melhor esse público. “Mas os números nos surpreenderam positivamente. Nos dois casos [de o professor ter ou não nível superior], a busca pela formação é positiva”, disse.  

    Há ainda docentes matriculados em cursos que não são diretamente relacionados à prática pedagógica como direito (8 mil), administração (5 mil) e engenharia (3 mil).

    Publicado por jagostinho @ 18:55



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3 Respostas

WP_Cloudy
  • Divininha Disse:

    Acho que esta é uma forma de melhorar a qualidade de nosso ensino. Melhores professores, melhor ensino, melhor a sociedade brasileira.

  • henrique Disse:

    Coisa simples, prática e objetiva. É só levar adiante sem hesitação!!

  • MÍRIAM Disse:

    A GRANDE MAIORIA DOS PROFESSOES DO ENSINO FUNDAMENTAL, GANHAM MUITO POUCO . DESTE POUCO ,PAGAM CONDUÇÃO, SE VESTEM, PAGAM SUAS CONTAS BÁSICAS ,AJUDAM NA ALIMENTAÇÃO DOS SEUS. NÃO LEEM JORNAIS E REVISTAS, NÃO TEM TEMPO E DINHEIRO PARA IR AO CINEMA, NÃO CONSEGUEM COMPRAR LIVROS, NEM NO SEBO.ISSO É UMA REALIDADE.E AINDA AGUENTAM HUMILHAÇÕES EM SALA DE AULA OU DE PAIS DE ALUNOS .
    SE TEMOS COTAS PARA ÍNDIOS, NEGROS, PARDOS E “BRONZEADOS”(NÃO É BRINCADEIRA, É REAL PQ JÁ FIZERAM ISSO), PORQUÊ NÃO OFERECER AOS PROFESSORES DA REDE PÚBLICA QUOTAS UNIVERSITÁRIAS EM TODAS AS UNIVERSIDADES DO PAÍS?
    PQ ELE TEM QUE PAGAR COM O SEU SUOR , APÓS A FORMATURA? QTAS MULHERES OCIOSAS ESTÃO EM CASA, COM SAÚDE, DEPENDENDO DO BOLSA FAMÍLIA,ENQUANTO SEUS FILHOS SÃO INSTRUÍDOS POR UMA QUE DISPENDE DE SEU TEMPO E ENERGIA PARA MANTER A CIDADANIA DA OUTRA?
    HÁ DE SE REVER A DISTRIBUIÇÃO DE NOSSOS IMPOSTOS EM NOSSO PAÍS.

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