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  • 10dez

    NOTÍCIA BRASIL ONLINE

     

    Remédios comprados de Cuba foram superfaturados pelo PT, durante 12 anos

     

     

    Um fato noticiado na mídia que não pode cair em esquecimento é o fato do Brasil ter comprado remédios superfaturados de Cuba por 12 anos, deixando claro que o mais médicos programa elaborado pelo PT tem que ser esclarecido a sociedade como um todo.

    Veja a reportagem abaixo:

    O Brasil comprou de Cuba, ao longo de 12 anos, um medicamento conhecido com alfaepoetina, uma substância indicada para o tratamento de pessoas com problema renal crônico.

    O acordo para a compra do tal medicamento foi realizado em 2003, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e previa também a transferência da tecnologia de Cuba para o Brasil, da produção do produto.

    O Ministério da Saúde acaba de concluir que além do absurdo superfaturamento nos preços, a tecnologia prometida, contratada e paga, não foi repassada pelos cubanos.

    Veja abaixo a conclusão que chegou sobre o assunto a equipe da área de ciência e tecnologia do Ministério da Saúde:

    “Após 14 anos da formalização do Termo de Cooperação [Brasil-Cuba], Bio-Manguinhos apenas realiza o envasamento dos produtos importados de Cuba, sem nenhuma demonstração de transferência de tecnologia”, afirmou a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério ao TCU, em documento de 16 de fevereiro. “Resta claro o superfaturamento de preços por parte de Bio-Manguinhos/Fiocruz ao longo dos anos.”

    O atual governo rompeu o acordo com os cubanos e resolveu comprar o medicamento no mercado privado.

    Atualmente o frasco da alfaepoetina está sendo adquirido por R$ 11,50.

    Em 2016, o medicamento vinha sendo oferecido ao Brasil pelo governo cubano pela bagatela de R$ 23,86, ou seja, mais do que o dobro do valor de mercado.

    Para encurtar a conversa, a conclusão é de que o Ministério da Saúde pagou para Cuba, ao longo de 12 anos, R$ 1,85 bilhão para adquirir R$ 102,1 milhões de frascos do medicamento.

  • 08dez

    ISTOÉ

     

    As atrocidades do Mais Médicos

     

    Depoimentos, áudios e trocas de mensagens às quais ISTOÉ teve acesso revelam que médicos cubanos viviam quase como escravos no Brasil.

    Vigiados por agentes enviados por Havana, não podiam sair de um município a outro sem autorização mesmo nas folgas, eram assediados sexualmente e até extorquidos.

    Agora, quem não quer voltar à ilha sofre ameaças

     

    Montagem sobre foto: Gerson Nascimento

    Em 29 de novembro, a doutora Dayaimy González Valon, 38 anos, integrante do programa “Mais Médicos”, anunciou em transmissão ao vivo pelo youtube uma decisão, segundo ela, de caráter irrevogável: preferia permanecer no Brasil a regressar ao flagelo da ditadura cubana.

    “É uma decisão da qual não me arrependo”, desabafou ela, que havia desembarcado no Brasil no dia 12 de outubro de 2016, com destino ao município de Paranatinga, interior de Mato Grosso, em substituição a um colega.

    Nesses dois anos, além de atender aos moradores da cabeceira municipal, a médica viajou exaustivamente pela região para atender à população de cinco assentamentos rurais e duas comunidades indígenas.

    Apenas vinte minutos após a declaração de ruptura, a médica recebeu a ligação do Coordenador Estadual da Brigada no estado de Mato Grosso, Dr. Leoncio Fuentes Correa.

    A conversa que começou amena rapidamente degenerou para o tom ameaçador. “Pense bem doutora, eu apenas sugiro (…) no final, se você ficar aqui, você sabe que não vai entrar em Cuba por oito anos. E você tem família em Cuba (…) e se algo acontecer com um de seus familiares, que tomara não aconteça, você não poderá entrar no país (…)”, afirmou.

    “Se você não entrar nesse voo (marcado para 7 de dezembro), eu te reportarei por abandono do posto. Quando eu preencher essa ficha, ela automaticamente vai para a imigração e em oito anos você não poderá ir a Cuba. Isso não tem retorno”, advertiu o coordenador numa ligação de sete minutos gravada pela médica, à qual ISTOÉ teve acesso.

    Apesar de não ser uma norma escrita, os cubanos que saem do país enviados pelo governo para as chamadas “missões internacionalistas”, sejam médicos, esportistas ou maestros, e decidem abandonar os contratos laborais, são banidos e proibidos de voltar durante o período de oito anos.
    “O castigo é arbitrário e busca punir de maneira exemplar àqueles que ousam desobedecer. Nega o direito de entrar na nossa própria terra e o direito de conviver com nossos familiares”, lamenta a Dra. Nora Salvia, que saiu da Missão Bairro Adentro na Venezuela em 2014 e é uma das fundadoras do Grupo NoSomosDesertores, que pressiona pela suspensão da norma.

     

    “Ele me ofendia, me humilhava e ameaçava me desligar. Depois,
    oferecia passagem para relaxar um pouco no hotel com ele”
    Médica, vítima de assédio sexual praticado por agente cubano

     

    Leôncio Fuentes é um dos 36 consultores internacionais contratados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), para o biênio 2018-2019.

    Todos, sem exceção, funcionários cubanos com cargos nas instituições de saúde em Cuba. Assim como também é cubano o representante da entidade regional no Brasil, Joaquin Molina, que, antes de ingressar na OPAS, em 1991, ocupara altos cargos no Ministério de Saúde da ilha caribenha.

    Travestidos de “consultores internacionais”, os funcionários cubanos compuseram e ainda compõem no Brasil – ao menos enquanto aqui estiverem – uma rede de vigilância montada pelo regime para exercer controle total sobre os profissionais enviados pela ilha – tratados por esses agentes cubanos quase como escravos desde que desembarcaram em solo brasileiro.

    Emails, mensagens e depoimentos obtidos por ISTOÉ lançam luz sobre a atuação desta rede de verdadeiros capatazes em Santa Catarina, Rio Grande Sul, Rio de Janeiro, Bahia, Mato Groso, Goiás e Pará.

    Era para esses “consultores” da OPAS que os médicos deviam informar sobre cada passo. Desde visitas familiares que receberiam de Cuba até meras saídas para outros municípios fora do horário do expediente.

    Os agentes cubanos controlavam para que a permanência dos parentes no Brasil não excedesse três meses, sob pena de o profissional ser desligado do programa Mais Médicos.

    Segundo o relato de uma médica cubana, para comprovar o retorno para Cuba do marido, foi exigido o envio do cartão do embarque.

    No caso de viagens para fora dos municípios de atuação, mesmo nas folgas, médicos relataram que deviam ter autorização do coordenador para se deslocar, informando o endereço onde ficariam. Caso contrário, eram punidos.

    Controle autoritário

    Médicos cubanos ouvidos por ISTOÉ que decidiram romper com o regime e ficar no Brasil denunciaram outras situações de autoritarismo, descaso, abuso de poder e até assédio sexual por parte dos coordenadores cubanos.

    “Ele me fez sofrer muito, me ofendia, me humilhava, me chamava de indisciplinada e ameaçava analisar meu caso e me desligar”, relata uma médica que foi vítima de assédio sexual do seu superior estadual durante um longo período.

    “Passei a gravar as conversas”, relata. O coordenador, segundo ela, “oferecia pagar a passagem” para a capital do estado, a mais de 380 km da região onde a médica exercia, para “relaxar um pouco no hotel com ele”.

    Aflita com a situação, a médica decidiu contar para uma colega em outro município, que confessou ter recebido os mesmos apelos e afagos do coordenador.

    O cubano Alioski Ramirez Reyes rompeu com o regime em 2017. Ao finalizar o contrato de três anos no Mais Médicos, também optou por não voltar ao seu país.

    E vivenciou a pressão dos emissários de Havana. “Tive a amarga experiência de receber a senhora Amaylid Arteaga García (assessora estadual) na minha casa”.

    “Fez uma serie de denúncias e ameaças porque, supostamente, meu nome estaria na lista de 180 médicos que haviam entrado na Justiça do Brasil pelo direito de assinar um contrato individual no Programa Mais Médicos”.

    “Disseram que iam me colocar no primeiro avião para Cuba e que estavam avaliando invalidar meu diploma de medicina”, conta.

    “Eles ameaçam sempre de forma verbal, não deixam registros”, explica. Por não retornar para Cuba, Alioski foi expulso do Partido Comunista pela estrutura partidária montada pelos cubanos no Brasil.

    ATUAÇÃO Médicos cubanos no Brasil acompanham hemodiálise: trabalho sob vigilância linha dura

    Arrecadação

    Quiçá o fato mais revelador de que os assessores da OPAS não passavam de comissários políticos comandados pelo regime foi o mecanismo estruturado nas 27 unidades federais do País para a arrecadação mensal de uma contribuição partidária.

    Não bastassem os 75% tungados dos respectivos salários, os médicos filiados ao Partido Comunista eram obrigados a entregar mensalmente no Brasil uma contribuição de R$ 24.

    O dinheiro era arrecadado em cada município e transferido para a conta do coordenador estadual, que por sua vez repassava os valores para a Coordenação Nacional em Brasília.

    Estima-se que, por essa via, os cubanos podem ter arrecadado no Brasil mais de R$ 1,7 milhão extra, em nome do Partido Comunista.

    Operado sob sigilo total, o esquema era de conhecimento geral dos médicos cubanos, mesmo entre aqueles não filiados ao partido.

    Para falar do assunto, mantido a sete chaves, os coordenadores usavam códigos. O dinheiro era “Bola”, “Maçã” ou “Pinhata” e os militantes eram “peloteros”, termo usado em Cuba para designar “jogador de beisebol”, o esporte nacional.

    “Uma amiga do Partido me explicou o significado do código, que vi pela primeira vez em um e-mail enviado para todos os médicos. Também tivemos algumas reuniões de colaboradores em Porto Alegre e, no final, a coordenadora se reunia com seus “peloteros”, conta a Dra. Eva Maria Arzuaga Duanys, 44 anos, que mora em Barros Casal, Rio Grande do Sul.

    Num grupo fechado de médicos no Facebook, a revolta com a decisão cubana de deixar o Mais Médicos extravasou e o sigilo partidário foi quebrado.

    Os cubanos protestavam pelo pouco tempo fornecido a eles para organizar o envio dos pertences para Cuba, pela falta de dinheiro para transportar eventualmente uma carga e a ausência de informações sobre o traslado.

    “Onde estão os nossos coordenadores? Para cobrar o dinheiro da contribuição do partido ligam pelo WhatsApp, mas para dar uma resposta que merecemos ninguém aparece”, escreveu uma médica.

    TEATRO DO ABSURDO Depois de submetidos a humilhações por consultores cubanos no Brasil, médicos são recebidos com “pompa” por autoridades de Cuba (Crédito:MARCELINO VAZQUEZ)

    Na conta de quem?

    De 2013 a 2018, a OPAS contratou 120 desses consultores internacionais, conforme os Planos de Trabalho divulgados pela entidade desde 2014 e de um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que analisou os primeiros desembolsos do governo federal em 2013.

    Além de apontar “obscuridade na relação” OPAS-Cuba, o TCU questionou a contratação de 20 assessores internacionais para os primeiros sete meses do programa, pelo salário de R$25.000 por mês.

    O TCU pediu esclarecimentos sobre o papel deles no projeto, sendo que o Mais Médicos já previa tutoria de profissionais brasileiros para os cubanos.

    O salário dos consultores estava incluído nos custos do Programa e era repassado pelo Ministério da Saúde à OPAS no montante para pagamento dos bolsistas, passagens, diárias, seguros e ajudas de custo para a instalação dos médicos nos municípios.

    O BUNKER Sede da OPAS no Brasil abrigava conselheiros que atuavam aqui a serviço do regime cubano (Crédito:Divulgação/Kardel Producoes Fotograficas)

    Sustentar a vigilância opressiva cubana teria custado aos cofres públicos R$ 52,1 milhões, transferidos à OPAS como pagamento de assessores.

    De acordo com médicos cubanos entrevistados, os coordenadores recebiam líquido R$ 11.800, o que indica que Cuba também aplicava confisco salarial aos seus homens de confiança.

    Até março deste ano, o Ministério da Saúde havia desembolsado mais de R$ 6,6 bilhões pela permanência dos cubanos no programa.

    Considerando que a entidade regional ficava com 5% do líquido dos recursos, a OPAS faturou pelo menos R$ 330 milhões em cinco anos de Mais Médicos.

    Diferentemente do que acontece com os médicos brasileiros e de outras nacionalidades, os cubanos recebiam apenas R$ 2.976,26 dos R$ 11.800 referentes à bolsa paga pelo Mais Médicos.

    A retenção salarial pactuada entre o governo petista de Dilma Rousseff e o regime de Cuba foi possível graças ao mecanismo usado para a contratação dos cubanos.

    De acordo com o 80º Termo de Cooperação Técnica assinado pelo PT, a entidade ficou responsável pelo fornecimento de profissionais de saúde para atendimento da população brasileira.

    Os cubanos chegaram então ao programa não através de contratos individuais com o Ministério da Saúde, mas como parte de um acordo de cooperação entre a OPAS e Cuba.

    Segundo o contrato, o governo brasileiro entregava à OPAS o valor total dos salários e das ajudas de custo, que são repassados integralmente para Cuba.

    O governo cubano se encarregava de fazer a remuneração dos médicos através de depósitos que saíam da Embaixada de Cuba em Brasília.

    Cuba ficava com a maior parte da ajuda de custo oferecida pelo programa para a instalação dos médicos participantes, além de embolsar 75% dos vencimentos dos médicos.

    O que sobrava do confisco constituía o “prêmio” por suportar aqui, em solo brasileiro, as atrocidades típicas do regime cubano perpetradas por agentes travestidos de consultores internacionais.

    Tudo pago com o nosso dinheiro.

  • 30nov

    BEM PARANÁ/Rodolfo Luis Kowalski

     

    A cada dia, 19 casos de câncer de pele são diagnosticados no Paraná

     

    Estimativa aponta que o Estado deve registrar 13,7 mil ocorrências em 2018 e 2019

     

    A cada dia, 19 casos de câncer de pele são diagnosticados no Paraná

    Raios ultravioletas são principal causa de câncer de pele (Foto: Levi Ferreira/SECS)

     

    O Paraná deverá registrar 13.720 casos novos de câncer de pele nos anos de 2018 e 2019, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), uma média de 19 novos casos por dia.

    Em todo o Brasil, são cerca de 180 mil diagnósticos por ano, sendo esse o tipo de neoplasia mais incidente no país e no estado, correspondendo por cerca de 33% de todos os tumores malignos registrados. 

    Este tipo de câncer é definido pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele.

    Por qualquer célula do tecido poder originar a doença, existem diversos tipos de câncer de pele.

    “Os mais frequentes são o carcinoma basocelular (CBC), responsável por 70% dos diagnósticos, e o carcinoma epidermoide (CEC), representando 25% dos casos.

    Apesar de ser o mais incidente, o CBC é também o menos agressivo”, explica a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD). 

    De acordo com a especialista, a principal causa do câncer de pele é a falta de proteção contra os raios ultravioleta, sendo recomendado o uso diário de filtro solar.

    Mas esse não é o único problema ou mesmo o único fator que explica porque a doença acomete e mata mais homens do que mulheres.

    Segundo Valéria, o diagnóstico é mais complicado entre eles, uma vez que a doença costuma aparecer nas costas deles, enquanto entre elas aparece mais na perna, o que acaba facilitando a percepção dos sinais.

    “É sempre importante procurar sinais de possíveis tumores. Por isso, peça para alguém de sua família procurar em suas costas por pintas muito grandes, assimétricas, com bordas irregulares, coloração diferenciada e que mudam de aparência com o tempo”, destaca.

    Dia Nacional de Combate marca o início do Dezembro Laranja

    Amanhã, 1º de Dezembro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove, em todo o Brasil, o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele.

    A ação, que acontece das 9 às 15 horas, marca o início a campanha #DezembroLaranja, criada há cinco anos, com cerca de quatro mil médicos dermatologistas e voluntários somando forças para a prestação de atendimento e esclarecimento quando à importância de se adotar medidas preventivas.

    As consultas serão realizadas gratuitamente em 132 postos de atendimento em diversos estados do Brasil.

    No Paraná a campanha contará com 9 postos de atendimento em Curitiba, Apucarana, Cascavel, Maringá, Londrina, Paranavaí, Foz do Iguaçu e Toledo.

    Em Curitiba os atendimentos serão realizados no Hospital de Clinicas (prédio dos ambulatórios -SAM1) e na Santa Casa de Curitiba (Centro Médico).

    A avaliação dos pacientes será gratuita e não é necessário agendamento prévio.

    Além disso, de dezembro deste ano a março de 2019 (ou seja, durante todo o verão) serão promovidas ações e atividades de informação na internet, ruas, praias e parques.

    As recomendações básicas da SBD incluem a adoção de medidas fotoprotetoras, como evitar os horários de maior incidência solar (das 10h às 16h), entre outras.

  • 26nov

    VEJA.ABRIL.COM

     

    Mais Médicos: 96% das vagas foram preenchidas

     

    Até este domingo, 8.230 profissionais já estão alocados no município escolhido para atuação imediata. Inscrições seguem até 7 de dezembro

     

     

    O Ministério da Saúde informou neste domingo, 25, que 96,6% das vagas do programa Mais Médicos disponíveis após o fim do acordo com o governo cubano já foram preenchidas.

    Segundo o órgão, o site está estável e as inscrições seguem até 7 de dezembro.

    A apresentação dos profissionais aos municípios deve ocorrer imediatamente até 14 de dezembro.

    Até as 17h deste domingo havia 29.780 inscritos com registro do Conselho Regional de Medicina (CRM) no Brasil, dos quais 20.767 foram efetivadas e 8.230 profissionais já estão alocados no município escolhido para atuação imediata.

  • 24nov

    DIÁRIO DO PODER

     

    Infecção adia cirurgia de Bolsonaro para retirar bolsa de colostomia

     

    Exames indicaram ‘inflamação do peritônio’ e ‘aderência entre alças intestinais’

     

    Bolsonaro será reavaliado em janeiro para definição do momento ideal da cirurgia. Foto: Marcelo Camargo/ABr

     

    Prevista para 12 de dezembro, a cirurgia para retirada da bolsa de colostomia usada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro foi adiada.

    A informação consta de boletim médico emitido hoje (23) à tarde pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

    Bolsonaro esteve no Einstein nessa manhã e foi submetido a exames laboratoriais, de imagem e a consultas médicas.

    Segundo os médicos, ele “encontra-se bem clinicamente e mantém ótima evolução, porém os exames de imagem ainda mostram inflamação do peritônio e processo de aderência entre as alças intestinais”.

    Devido a esse quadro, a equipe informou que decidiu, em reunião multiprofissional, “postergar a realização da reconstrução do trânsito intestinal.”

    Bolsonaro será reavaliado em janeiro para definição do momento ideal da cirurgia.

    Assinam o boletim os médicos Antônio Luiz Macedo, cirurgião, Leandro Echenique, clínico e cardiologista, e Miguel Cendoroglo, diretor superintendente do Albert Einstein.

    O presidente eleito chegou no final da manhã de hoje a São Paulo para realizar os exames pré-operatórios.

    A avaliação médica precede a realização da terceira cirurgia a que Bolsonaro será submetido, desde que foi esfaqueado no abdômen por Adélio Bispo, durante ato político, em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro.

    Ele fez uma cirurgia inicial, de grande porte, na Santa Casa de Juiz de Fora, depois uma segunda, já no Einstein, para corrigir a aderência.

    A estimativa é que o período de recuperação dessa terceira cirurgia demore de 10 a 15 dias.

    Bolsonaro decolou de Brasília para São Paulo e pousou no aeroporto de Congonhas. Ele foi para o hospital de carro, escoltado por policiais federais.

    Um forte esquema de segurança foi montado nos arredores do Albert Einstein.

    A retirada da bolsa de colostomia estava prevista para 12 de dezembro – 20 dias antes da posse, marcada para 1º de janeiro.

    Uma nova data só será marcada em janeiro. (ABr)

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