• 11fev

    VEJA.ABRIL.COM

     

    Advogada liga Toffoli e Gilberto Carvalho a máfia do DF

     

    • Em oito horas de gravações em áudio e vídeo, Christiane Araújo de Oliveira revela que mantinha relações íntimas com políticos e figuras-chave da República e que o governo federal usou de sua proximidade com a quadrilha de Durval Barbosa para conseguir material contra adversários políticos

     

    Christiane Araújo de Oliveira (VEJA)

     

    Nascida em Maceió, em uma família humilde, Christiane Araújo de Oliveira mudou-se para Brasília há pouco mais de dez anos com o objetivo de se formar em Direito.

    Em 2007, aceitou o convite para trabalhar no governo do Distrito Federal de um certo Durval Barbosa, delegado aposentado e corrupto contumaz que ficaria famoso, pouco depois, ao dar publicidade às cenas degradantes de recebimento de propina que levaram à cadeia o governador José Roberto Arruda e arrasaram com seu círculo de apoiadores.

    Sob as ordens de Durval, Christiane se transformou num instrumento de traficâncias políticas.

    No ano passado, depois de VEJA mostrar a relação promíscua entre o petismo e o delegado, Christiane foi orientada a sumir da capital federal.

    Relatos detalhados de suas aventuras com poderosos, no entanto, já estavam em poder do Ministério Público e da Polícia Federal.

    Na edição que chegou às bancas neste sábado, VEJA revela o teor de dois depoimentos feitos pela jovem advogada no final de 2010.

    Em oito horas de gravações em áudio e vídeo, Christiane revelou que mantinha relações íntimas com políticos e figuras-chave da República.

    Ela participava de festas de embalo, viajava em aviões oficiais, aproveitava-se dos amigos e amantes influentes para obter favores em benefício da quadrilha chefiada por Durval, que desviou mais de 1 bilhão de reais dos cofres públicos.

    Ela também contou como o governo federal usou de sua proximidade com essa máfia para conseguir material que incriminaria adversários políticos.

    A advogada relatou que manteve um relacionamento com o hoje ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli, quando ele ocupava cargo de advogado-geral da União no governo Lula.

    Os encontros, segundo ela, ocorriam em um apartamento onde Durval armazenava caixas de dinheiro usado para comprar políticos – e onde ele eventualmente registrava imagens dessas (e de outras) transações.

    Christiane afirma que em um dos encontros entregou a Toffoli gravações do acervo de Durval Barbosa.

    A amostra, que Durval queria fazer chegar ao governo do PT, era uma forma de demonstrar sua capacidade de deflagrar um escândalo capaz de varrer a oposição em Brasília nas eleições de 2010.

    Ela também teria voado a bordo de um jato oficial do governo, por cortesia do atual ministro do STF, que na época era chefe da Advocacia Geral da União (AGU).

    Por escrito, Dias Toffoli negou todas as acusações. “Nunca recebi da Dra. Christiane Araújo fitas gravadas relativas ao escândalo ocorrido no governo do Distrito Federal.”

    O ministro disse ainda que nunca frequentou o apartamento citado por ela ou solicitou avião oficial para servi-la.

    Como chefe da AGU, só a teria recebido uma única vez em seu gabinete, em audiência formal.

    Nas gravações, Christiane relatou ainda que tem uma amizade íntima com Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República.

    No governo passado, quando Carvalho ocupava o cargo de chefe de gabinete de Lula, ela pediu a interferência do ministro para nomear o procurador Leonardo Bandarra como chefe do Ministério Público do Distrito Federal.

    O pedido foi atendido. Bandarra, descobriu-se depois, era também um ativo membro da máfia brasiliense – e hoje responde a cinco ações na Justiça, depois de ter sido exonerado.

    Gilberto Carvalho também teria tentado obter do grupo de Durval material para alvejar os adversários políticos do PT.

    Ele nega todas as acusações, e disse a VEJA: “Eu não estava nesse circuito do submundo. Estou impressionado com a criatividade dessa moça.”

    Há uma terceira ligação de Christiane com o petismo. Ela trabalhou no comitê central da campanha de Dilma Rousseff.

    Foi encarregada da relação com as igrejas evangélicas – porque é, ela mesma, evangélica e filha de Elói Freire de Oliveira, fundador da igreja Tabernáculo do Deus Vivo e figura que circula com desenvoltura entre os políticos de Brasília, sendo chamado de “profeta”.

    Com Dilma eleita, a advogada foi nomeada para integrar a equipe de transição. Mas foi exonerada quando veio à tona que ela teve participação na Máfia das Sanguessugas.

    Segundo o procurador que tomou um dos depoimentos de Christiane, o material que ele coletou foi enviado à Polícia Federal para ser anexado aos autos da Operação Caixa de Pandora.

    Um segundo depoimento foi tomado pela própria PF. Mas nenhuma das revelações da advogada faz parte oficial dos autos da investigação.

    A reportagem de VEJA, que reproduz imagens das gravações em vídeo, conclui com uma indagação: “Por que será?

  • 01fev

    YOU TUBE

     

    Indígenas Desmascaram Revista ÉPOCA sobre Ministra Damares Alves.

     

     

  • 28nov

    RENOVA MÍDIA

     

    Revista ‘Time’ coloca Bolsonaro entre as personalidades do ano

     

    O presidente eleito disputa com outras 54 personalidades a votação para figurar na edição de dezembro da capa da revista

     

     

    Revista 'Time' coloca Bolsonaro entre as personalidades do ano

     

    A revista norte-americana “Time” incluiu o presidente eleito Jair Bolsonaro em uma enquete sobre a personalidade do ano.

    O escolhido geralmente estampa a tradicional capa da edição de dezembro da publicação.

    O brasileiro disputa com outros 54 nomes dos mais variados campos, entre eles os presidentes Donald Trump (EUA) e Xi Jinping (China), o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, o fundador e CEO da Amazon, Jeff Bezos.

    O cantor Kanye West, a duquesa Meghan Markle, esposa do príncipe Harry, e os mergulhadores tailandeses que resgataram um grupo de meninos em uma caverna da Tailândia, em julho.

    Apesar de abrir votação, a Time adverte que a escolha final recai sobre os editores da revista e que “a enquete apresenta  informações relevantes sobre a opinião pública, dando aos leitores uma chance de influenciar na escolha”.

    Em 2017, a publicação escolheu o movimento #MeToo, que denunciou nas redes sociais casos de assédio e abuso sexual, como personalidade do ano.

  • 28jul

    JORNAL DA CIDADE ONLINE

     

    Toffoli recebe mensalmente R$ 100 mil da ex-sócia no escritório de advocacia

     

    Toffoli paga para a ex-mulher uma espécie de pensão, maior do que o seu salário e proveniente de uma conta da ex-sócia.

     

    Antes de o ministro Dias Toffoli ser indicado para o Supremo Tribunal Federal, atuava num escritório de advocacia em sociedade com a advogada Roberta Rangel, com quem acabou casando.

    De fato e direito, Tofolli e Roberta são hoje marido e mulher. Relações entre cônjuges, inclusive no aspecto financeiro, devem ser consideradas de maneira diferenciada.

    Não existe lei que proíba um cônjuge de ajudar o outro com repasses mensais de dinheiro.

    De qualquer forma, a mesada que Toffoli recebe de Roberta, depositada mensalmente numa conta do banco Mercantil do Brasil é intrigante e realizada com alguns ‘pecados’, revelados por uma reportagem da Revista Crusoé.

    O ministro tomou posse no STF em 23 de outubro de 2009, nomeado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O seu casamento com a ‘sócia’ só ocorreu em 2013.

    Diz a reportagem: 

    “O matrimônio, formalizado por um cartório de Taguatinga, cidade-satélite do Distrito Federal, logo se transformaria em uma sólida relação financeira cujas movimentações passam por uma conta no pouco conhecido Banco Mercantil do Brasil.

    Sediado em Belo Horizonte, o Mercantil do Brasil mantém uma discretíssima agência em Brasília, escondida no segundo andar de um prédio comercial da região central da cidade, para atender clientes como Toffoli.

    Pelo menos desde 2015, a conta aberta cinco anos antes na agência 0092 do banco mineiro recebe, mensalmente, 100 mil reais.

    Na ponta do lápis, os créditos somam mais de 4,5 milhões de reais desde então. Os detalhes das transações tornam a história ainda mais interessante.

    A conta é conjunta. Está em nome de Toffoli e Roberta. Mas as transferências realizadas todo mês vêm sempre de uma conta da mulher do ministro no banco Itaú.

    Ou seja: Roberta transfere os valores de uma conta pessoal sua para uma conta conjunta que divide com o marido.

    Em tese, poderia ser apenas questão de organização financeira do casal. Mas há elementos que mostram que a conta no Mercantil serve, na verdade, ao ministro Toffoli.

    O primeiro sinal é que a conta tem um procurador autorizado a movimentá-la, e esse procurador é ninguém menos que um assessor do gabinete de Toffoli no Supremo.

    O segundo sinal, ainda mais eloquente, é que o dinheiro que entra na conta sai para bancar despesas que são, claramente, do próprio ministro.

    Como, por exemplo, a transferência também mensal de 50 mil reais para Mônica Ortega, ex-mulher de Toffoli.

    Explicando em miúdos: dos 100 mil que entram na conta, vindos da atual esposa do ministro, dona de uma banca de advocacia que foi alcançando o sucesso à medida que o próprio Toffoli ascendia na carreira, metade sai para pagar uma espécie de pensão do ministro à sua ex-mulher.

    E o restante do valor é usado para bancar despesas também atribuídas a ele.

    Ou seja: todos os caminhos levam a crer que os 100 mil transferidos todo mês por Roberta Rangel servem para que Toffoli cubra despesas próprias. O dinheiro é para ele.”

    O mais curioso é que Toffoli paga para a ex-mulher uma pensão maior que o seu salário de ministro do STF, que em tese é de R$ 33 mil.

    Inexplicável!

  • 09nov

    VEJA.COM

     

    A carreira de Luís Cláudio da Silva, o caçula de Lula

     

    Ex-auxiliar de preparador físico, ele disse em depoimento à PF que recebeu 2,4 milhões de reais de uma empresa de lobby por projetos lastreados em um conhecimento que, para os investigadores, demonstrou não ter

    Luís Cláudio Lula da Silva
    Luís Cláudio da Silva: a bolada foi pagamento por “pesquisas, avaliações e elaboração propriamente dita” de trabalhos sobre a Copa e a Olimpíada(Reginaldo Castro/Lancepress/VEJA)

     

    Os policiais ele não convenceu. Na quarta-feira passada, Luís Cláudio Lula da Silva, filho caçula do ex-presidente Lula, entrou acompanhado de quatro advogados na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

    Das 3 e meia da tarde às 7 e meia da noite, ele se empenhou em convencer o delegado Marlon Cajado, responsável pela Operação Zelotes, de que os 2,4 milhões de reais que recebeu entre 2014 e 2015 do escritório de lobby Marcondes & Mautoni eram referentes a pagamento por “trabalhos prestados” por sua empresa, a LFT Mar­keting Esportivo.

    A Marcondes & Mautoni é suspeita de ter negociado com autoridades do governo a renovação de uma medida provisória que, decretada em 2014, prorrogou benefícios para empresas do setor automotivo – o grosso da clientela do escritório.

    Seu principal sócio, Mauro Marcondes Machado, está preso desde o último dia 26.

    Segundo Luís Cláudio, os trabalhos prestados à Marcondes & Mautoni consistiram em projetos de “pesquisa, avaliações setoriais e elaboração propriamente dita”, com “foco relacionado à Copa do Mundo (2014) e à Olimpíada” do Rio (2016).

    Para justificar o fato de a LFT, que não possui nenhum funcionário registrado, ter sido escolhida para executar tão bem remunerado trabalho, Luís Cláudio alegou que sua “expertise não se restringe à formação superior em educação física” – ele se formou pela FMU, em São Paulo -, mas “tem lastro na prestação de serviço, por cinco anos ininterruptos, em quatro dos mais destacados clubes de futebol”: São Paulo, Palmeiras, Santos e Corinthians.

    Luís Cláudio de fato passou pelos quatro clubes, sempre levado por amigos do pai, mas em nenhum deles desempenhou atividade que pudesse ter utilidade nos projetos que diz ter desenvolvido para o escritório hoje sob investigação da PF.

    O caçula de Lula entrou no São Paulo como estagiário no departamento amador do clube, e dali em diante, nos demais times onde esteve, nunca passou de auxiliar de preparador físico.

    “Ele desempenhava funções simples, como colocar os cones no gramado para os treinos dos jogadores e acompanhar as sessões de musculação dos atletas”, contou um ex-colega do Palmeiras (esse mesmo colega lembrou também que, apesar do cargo modesto, “Lulinha”, como era chamado pelos colegas, raramente perdia uma viagem com o time na temporada de jogos).

    Depois de cinco anos de clube em clube, Luís Cláudio abriu a LFT Marketing Esportivo, em fevereiro de 2011.

    Um de seus primeiros clientes foi o Corinthians, cujo presidente à época, Andrés Sanchez, era próximo de Lula. A função da LFT era captar patrocínio para os esportes amadores do clube.

    Foi essa mesma aptidão para atrair recursos que levou a LFT a ser convidada a associar-se ao ex-locutor André Adler, que fez a carreira comentando eventos esportivos e morreu em 2012.

    Sua empresa promovia jogos de futebol americano em um torneio chamado Touchdown. Essa nova sociedade, afirma a defesa de Luís Cláudio, aproximou-o da Marcondes & Mautoni.

    Depois que a Touchdown perdeu o patrocínio que a Hyundai ofereceu ao torneio por dois anos, o caçula de Lula teria procurado a consultoria para garimpar novos recursos no setor automotivo.

    Acabou saindo de lá com o contratão de 2,4 milhões de reais para fazer pesquisas sobre a Copa e a Olimpíada, ainda que nenhum dos temas se beneficie de conhecimentos sobre jogos de futebol americano ou colocação de cones no campo.

    Luís Cláudio diz ter se aproximado da Marcondes & Mautoni apenas há alguns anos, mas a relação entre o dono da empresa e seu pai vem de longa data.
    O lobista Mauro Marcondes conhece o ex-presidente desde o fim da década de 70, quando trabalhava na Volkswagen e Lula era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
    A Polícia Federal acredita que ele manteve contato com o petista pelo menos até agosto de 2013, período em que estaria “negociando” a medida provisória que favoreceu seus clientes com impostos mais baixos.

    Dois pontos do depoimento do filho de Lula foram considerados pela polícia particularmente “inconsistentes” e “pouco convincentes”.

    Para os investigadores, a natureza da LFT não justificaria sua contratação para a finalidade alegada.

    E, ainda que esse trabalho tivesse sido encomendado e realizado, o preço atribuído a ele parece anormal.

    O passado recente do filho caçula do ex-presidente Lula registra uma trajetória ascendente e fulminante.

    Já seu futuro, a contar pela reação dos inves­tigadores ao seu depoimento, parece bem menos promissor.

    (Com reportagem Severino Motta)

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