Aproveitando o céu de brigadeiro que favorece rápidos deslocamentos aéreos, o deputado Ratinho Jr. (PSD) foi a Brasília, na volta passou por São Paulo e chegou a Curitiba com bagagem maior do que na viagem de ida.

Em Brasília, teria afastado o perigo de perder o PRB – ameaça que sofria desde a semana passada quando deu sinais de que não cumpriria o compromisso de dar a vice a um membro do partido.

Além do PRB, a mochila de Ratinho foi recheada também com os compromissos do PHS e do PRP de formarem na coligação.

O apoio do PSL, de Jair Bolsonaro, também estaria comprometido e a ele seria garantida a vaga de candidato a senador ao delegado Fernando Francisquini.

Não se sabe ainda se Ratinho, para manter o PRB, refluiu da ideia de não lhe dar a vice – mas tomou uma decisão: a ata da convenção do PSD, que será realizada neste sábado (21), ficará aberta até o fim do prazo (5 de agosto) para registrar candidaturas, de modo a permitir que a definição possa ser tomada no minuto final e após aparadas todas as arestas e satisfeitas as ambições da “multidão” que disputa o lugar.

Além do presidente licenciado da Fiep, Edson Campagnolo, estão também no páreo o ex-secretário da Agricultura Anacleto Ortigara, o presidente da Fecomércio, Darci Piana, o ex-prefeito de Assis Chateaubriand Marcel Micheletto e, correndo por fora mas sendo visto como solução acima de qualquer contestação, o deputado Reinhold Stephanes, coordenador do seu programa de governo.

Vai chamar o VAR – o árbitro de vídeo que fez fama na Copa da Rússia – para tomar a decisão com segurança na prorrogação.