inimigoO presidente Jair Bolsonaro criticou nesta segunda-feira (19) um candidato a prefeito de Curitiba por usar indevidamente sua imagem em materiais de campanha.

Bolsonaro não citou o nome do candidato, mas definiu-o como “inimigo declarado”.

A declaração foi entendida como uma referência ao deputado Fernando Francischini, que disputa a prefeitura pelo PSL.

 

A crítica vale para candidatos em outros estados ou municípios, mas o presidente foi claro em dizer que um deles é de Curitiba:

“Alguns, inclusive, inimigos declarados meu, usando minha fotografia, como um candidato a prefeito lá em Curitiba fazendo isso aí… é inimigo declarado e agora, depois que é candidato está usando a minha foto”.

O presidente deu a entender que o problema não é o uso da sua imagem, mas sim a utilização dela por candidatos que deixaram de apoiar o seu governo.

Materiais de campanha do delegado Fernando Francischini, do PSL, indicam para a possibilidade de que é a ele que Bolsonaro se refere.

Quando decidiu se desfiliar do PSL, partido que o elegeu presidente da República para criar o Aliança Brasil (ainda no papel), Bolsonaro imaginava que sua opção seria seguida em massa por outros políticos – senadores, deputados estaduais e federais – que se elegeram sob a bandeira do bolsonarismo.

Não foi o caso do deputado estadual Fernando Francischini e de seu filho, o federal Felipe Francischini, que permaneceram no PSL e se mantiveram fieis ao presidente nacional da legenda, deputado Luciano Bivar, com quem Bolsonaro rompeu.

Os dois Franscischini continuaram protestando admiração ao ex-juiz Sergio Moro mesmo após ter sido demitido do ministério da Justiça e considerado “traidor” por Bolsonaro.

Em publicação recente em suas redes, o deputado Fernando Francischini confirmou seu distanciamento do projeto partidário do presidente: “A gente tem que se despregar um pouco de partido político e se apegar mais em princípios e valores. É isso que eu vou fazer. Se ficar vivendo de padrinho para assumir essas grandes funções a gente baixa o nível de um cargo tão importante como o de prefeito de Curitiba, governador.”