Com sua natural e admirável delicadeza, a governador Cida Borghetti encara até mesmo os mais tensos momentos de sua gestão com a mesma visão de uma Poliana.

É o caso, agora, do motim que se arrasta há quase 72 horas na Casa de Custódia de Curitiba (CCC), onde uma centena de detentos que ocupa a Galeria A do estabelecimento penal mantém como reféns quatro agentes penitenciários e fazem exigências contraditórias que os negociadores encontram dificuldades em cumprir.

Ora querem que voltem para lá sete detentos que estão espalhados por outras unidades. No momento seguinte, já não é mais isto o que querem.

Policiais militares, agentes do Bope, representantes do sindicato dos agentes e OAB tentam desde domingo à noite libertar os reféns – e nada.

Enquanto isso, outros 500 presos que se encontram recolhidos às demais galerias são mantidos sob vigilância.

A governadora, porém, acha que tudo ocorre de forma “pacífica e tranquila”, conforme entrevista que deu na tarde desta terça-feira.