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  • 08jan

    Ernesto Araújo

    Especial para a Bloomberg*

     

    Opinião: Bolsonaro não foi eleito para deixar país igual, diz chanceler

     

    Ueslei Marcelino/Reuters

    Jair Bolsonaro cumprimenta o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters

     

    “A política externa brasileira não pode mudar”. Foi assim que um político brasileiro resumiu seu distanciamento em relação às posições de política externa do presidente Jair Bolsonaro e minhas.

    Essa opinião é sintomática daqueles que ficaram tão traumatizados com a política externa esquerdista e caótica dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (2003-2016) que preferem a inércia e a indiferença a qualquer tentativa de tornar o Brasil um ator global novamente.

    Estão tão acostumados a mudanças para pior que preferem não arriscar mudança nenhuma.

    Acham que a única alternativa para o desastre de Lula na política externa é pensar pequeno, recitar a cartilha das Nações Unidas, e tentar fazer algum comércio.

    Lutam por algum tipo de mediocridade dourada. Querem que o Brasil simplesmente aceite “o mundo tal como o encontramos”, parafraseando a famosa expressão de Ludwig Wittgenstein.

    Curiosamente, essa referência aparece no mesmo item do “Tratactus Logico-Philosophicus”, parágrafo 5.631, onde Wittgenstein afirma: “o sujeito que pensa e tem ideias simplesmente não existe.”

    Essa espécie de desconstrução pós-moderna avant-la-lettre do sujeito humano e negação da realidade do pensamento está, portanto, associada à renúncia da própria capacidade de agir e de influenciar o mundo, implícita no pessimismo de tomar o mundo “tal como o encontramos”.

    Essas são as raízes filosóficas da nossa atual ideologia totalitária globalista: ao proibir a independência do pensamento e a substância das idéias, ela consegue cada vez mais dominar o ser humano, enquanto dita: “você não merece liberdade porque você não existe, você não existe como ser independente, você é apenas a soma das partes do seu corpo e suas idéias são apenas construções sociais, então cale-se.”

  • 07jan

    www.puggina.org

    * Percival Puggina

     

    Nada mais clássico. A dissimulação está para a estratégia da esquerda assim como a caneta Mont Blanc está para a assinatura de cheques de grande valor e o relógio Louis Mont Meteoris está para marcar os minutos mais rentáveis do planeta.

    Para a esquerda, alcança nível artístico o dizer que não está fazendo aquilo que faz sob as vistas de todos, enquanto faz.

    Nada mais clássico, portanto, que a tentativa do jornalismo militante em desacreditar o presidente Bolsonaro e vários de seus ministros quando se referem ao socialismo.

    Lançam ao ar perguntas de um cinismo revoltante: “Socialismo? Onde? Como? Quando? Que espécie de inimigo externo é esse?”.

    E, falsamente, dissimulam um sorriso irônico. Há que ser artista treinado para falsificar uma dissimulação que pretende ocultar outra. Dissimulação de segundo grau.

     Visto objetivamente, o fenômeno descrito não pode ser qualificado como uma não visão, ou não leitura da realidade.

    É evidência, isto sim, de que estes jornalistas sequer leem a si mesmos, ou de que não entendem o que escrevem.

    Em outras palavras: desconhecem o espaço que sabidamente ocupam e se desnortearam quanto à localização desse espaço.

    O que diz o jornalismo militante a respeito do socialismo parece vir de correspondentes olhando o Brasil de longe.

    Nunca participaram de um evento político de esquerda. Não leram os programas do PT, PSOL, PCdoB, partidos mais influentes na universidade brasileira.

    Não sabem do que trata nem o imenso estrago que fazem a teologia da libertação e a teologia da missão integral.

    Desconhecem a natureza das disputas em tantos conselhos federais de profissões regulamentadas.

    Não tomaram conhecimento do amor quase carnal da esquerda brasileira pelos regimes comunistas aqui na volta e mundo afora.

    Ignoram o trabalho de doutrinação levado a cabo no meio acadêmico, notadamente nas universidades públicas, onde o dinheiro do contribuinte é usado, pela autonomia universitária, para difundir o pensamento marxista.

    E, partindo daí, levado a todo o sistema de ensino.

    Afinal, o que esses profissionais realmente conhecem? Que diabo de jornalismo fazem? Do que entendem?

    Qual o saber que pode ser alcançado por quem tropeça no óbvio e reclama de quem o deixou ali?

    Tais dúvidas se instalam no público quando sabe que, na universidade brasileira, a literatura marxista domina a bibliografia e, pela ocultação de toda divergência, busca tornar hegemônica no Brasil sua visão de pessoa humana, de sociedade, de história, de economia, de política, de religião e de Estado.

    A universidade brasileira, se alguém falasse por ela, deveria emitir uma nota de repúdio a esses profissionais de imprensa.

    Como podem negar os serviços que ela, universidade, com tanto empenho, presta à difusão do marxismo no Brasil?

    Se Marx é o filósofo mais influente, a essência do marxismo está no Manifesto Comunista, “o livro mais perverso que já foi escrito”, como afirmou alguém.

    Se há pontos de destino aos quais o marxismo não conduz, eles são, a saber, o capitalismo, a democracia liberal e os valores tradicionais.

    Sua bússola, suas velas, seu leme e seus remadores conduzem ao socialismo ou ao comunismo.

    E é nesse sentido que intensamente trabalham, em proporções escandalosas, o mundo acadêmico, a grande mídia e as forças políticas derrotadas nestas últimas eleições.

     

    * Percival Puggina (74), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

  • 07jan

    PARANÁ PORTAL/PEDRO RIBEIRO

     

    Ratinho Junior, a puxada de cobertor e o primeiro passo para o sucesso

     

     

    Foi sábia e surpreendente a manifestação de agradecimento do  governador do Estado, Ratinho Junior, ao seu pai, o comunicador Ratinho, quando creditou a ele a educação que teve no seio da família e o estímulo ao trabalho desde a infância e adolescência.

    “Toda manhã ele chegava no meu quarto e puxava meu cobertor e dizia: levanta rapaz que isto não é hora de homem estar na cama. Hoje quero agradecer você, pai, por ter tirado o meu cobertor”.

    Talvez tenha razão o filho quando disse que se não fosse ele, o pai, não teria traçado o destino que percorreu até chegar ao Palácio Iguaçu aos 37 anos de idade.

    Sem, antes, passar pela formação universitária e ter se tornado um dos mais jovens deputados do país, com assento na Assembleia Legislativa do Estado, na Câmara Federal e também como gestor da Secretaria de Desenvolvimento do Estado.

    Me lembro da frase do empresário Antonio Ermírio de Morais, dono do Grupo Votoran, que já milionário disse que nunca criou seus filhos com o conforto do ar condicionado ou da calefação para que dessem valor ao trabalho.

    Essa ação diária de Ratinho, ainda pobre, poderia não ser confortável ao menino, mas deveria saber que, educando dessa forma, o estava preparando para o futuro.

    Ratinho agiu com maturidade, equilíbrio e senso de responsabilidade.

    O filho aceitou as condições e hoje pode, sim, afirmar que essa educação o fez crescer e transformar em um homem maduro que tem, em suas mãos, o destino de perto de 12 milhões de pessoas.

    Para tudo sempre há um começo, mesmo o de um cobertor sendo puxado da cama em noites gélidas dos invernos de Jandaia do Sul ou de Curitiba.

    Como diria Mao Tse Tung, sem que dele se aproprie o viés ideológico, quando lhe perguntaram como foi que ele iniciou a Grande Marcha de mais de mil quilômetros na China para derrubar a dinastia de Chanh Kai Sehk.

    “Foi dando o primeiro passo”, respondeu ele.

    No caso de Ratinho Junior, pode ter sido a primeira puxada de cobertor que seu pai deu.

    Que os 12 milhões de paranaenses não fiquem descobertos.

  • 21dez

     

    JOSÉ CARLOS SEPÚLVEDA/TERÇA-LIVRE

     

    O Brasil acaba de viver mais um momento de forte instabilidade política e institucional, provocada por uma decisão altamente polêmica de um Ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Melo.

    A decisão liminar do Ministro acarretava diversas gravíssimas consequências.

    De acordo com dados do CNJ, a mesma poderia ensejar a libertação de 169 mil presos no País (homicidas, estupradores, etc.) o que causaria uma verdadeira comoção na segurança pública, num País cuja sociedade está acuada por facções do crime organizado, com ligações tentaculares a grupos terroristas.

    A estapafúrdia decisão do Ministro também comportava a libertação de Lula e de diversos comparsas petistas, presos na Operação Lava-Jato.

    Uma afronta à sociedade que hoje tem noção de que Lula dirigia uma organização criminosa a partir da Presidência da República, a qual prostituiu o sistema democrático e as instituições, além de ter pilhado fundos bilionários do Estado em proveito de um projeto ideológico de esquerda.

    Aliás, é difícil para muitos não cogitar de um conluio entre Marco Aurélio e os petistas, uma vez que, apenas 48 minutos após a decisão, a defesa de Lula já tinha encaminhado à Justiça Federal um pedido de imediata soltura de Lula, enquanto o PT organizava atos público em prol de Lula Livre.

    Assim se pronunciaram o General Paulo Chagas em seu twitter e os deputados eleitos Bia Kicis e Filipe Barros, que entraram no Senado com pedido de impeachment do Ministro.

    As suspeitas nesse sentido se agravaram hoje, dia 20 de dezembro, quando o jornal “O Estado de S. Paulo” noticiou que o Senador Jorge Viana, do PT, procurou o General Etchegoyen, Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional e o Comandante do Exército, General Villas Bôas, para saber qual seria a reação dos quartéis caso Lula fosse solto.

    Segundo o jornal, também o ex-chanceler e ex-Ministro da Defesa, Celso Amorim, sondou outros generais a respeito.

    Tais notícias falam a favor de que elementos do lulo-petismo tramavam alguma manobra para colocar Lula em liberdade.

    Mas a liminar proferida por Marco Aurélio Melo continha outros elementos graves.

    Ela afrontava a decisão do plenário do STF; além disso, o Ministro fez o cálculo inqualificável de proferir tal decisão às vésperas do recesso da Justiça, de modo a criar um fato consumado que só poderia ser corrigido em algumas semanas pelo plenário da Corte (como ele mesmo frisou em sua decisão), prolongando desta forma a crise institucional e política.

    A pedido da PGR a liminar de Marco Aurélio foi prontamente cassada pelo presidente do STF, Dias Toffoli, que responde pela corte no sistema de plantão, durante o recesso do Judiciário.

    Muitos quiseram logo erigir Dias Toffoli em “herói”, análise bastante precipitada e superficial.

    Diante do abalo à ordem jurídica, causada pela decisão de Marco Aurélio Melo, Toffoli apenas restabeleceu um pouco da ordem institucional.

    A esquerda vociferou, diante da tentativa frustrada de soltar Lula por vias travessas.

    Chamou a atenção o tweet de Juliano Medeiros, Presidente Nacional do PSOL, pertencente à “Ação Popular Socialista – Corrente comunista”. Escreveu ele que “além de traidor, Toffoli é covarde”.

    A frase é reveladora da postura político institucional da esquerda psolista, petista e afins.

    Para esta esquerda, as instituições – como o STF – devem ser aparelhados e seus membros – como Dias Toffoli, ex-advogado do PT – devem estar ao serviço do projeto autoritário de domínio do Estado.

    Quando, por alguma circunstância, a atitude não se coaduna a esse projeto, o personagem passa a ser “traidor”, uma vez que só trai quem viola um compromisso ou um princípio.

    Não se iludam, quando a esquerda fala em “democracia”, por esse termo deve entender-se a dominação e aparelhamento do Estado e das instituições, a serviço de um projeto autoritário de poder.

    É isso que a opinião pública está querendo ver acabar no Brasil.

  • 08dez

    YAHOO! NOTÍCIAS

     

    Na França, o socialismo enlouqueceu a população!

     

    CHARLY TRIBALLEAU / AFP

    Por Mariana Diniz Lion

    A gritaria toma conta das ruas.

    Uma pequena multidão de coletes amarelo-neon, os gilets jaunes[1], se une para balançar um Porsche novinho que estava estacionado paralelo à calçada. A gritaria continua e, quanto mais a gritaria cresce, com mais violência o carro se move. O carro vira.

    Com os vidros quebrados, o veículo ainda recebe chutes e pontapés. Ao fundo, uma bomba explode, levantando labaredas de fogo.

    Eu poderia estar descrevendo um filme de ação Hollywoodiano, uma paródia de mau gosto ou uma chanchada exagerada. Mas é a realidade.

    Os franceses estão enlouquecidos pelo socialismo e, em alguma parcela, ficaram estagnados no século XVIII, onde a barbárie era uma legítima ferramenta política. 

    O que mais choca o espectador comum é que a França sempre foi não apenas o maior bastião da élégance[2] e da étiquette[3]mas nas últimas décadas parecia um bom exemplo de país desenvolvido, que conciliou suas medidas econômicas e sociais ao longo do tempo, esbanjando savoir-faire[4].

    Infelizmente, as coisas não são bem assim: a França se tornou um país extremamente assistencialista com os seus e com os imigrantes e, como sempre, alguém precisa pagar a conta. Não existe almoço grátis.

    Com o gasto público subindo e a necessidade de cumprir o acordo de Paris limitando as emissões de poluentes, a solução do governo foi aumentar os impostos sobre o petróleo.

    Dessa forma, as pessoas seriam “incentivadas” a usar menos carros para não pagar caro na gasolina, deixando o mundo “mais saudável” e as pessoas que pagassem pelo combustível estariam de quebra contribuindo com o populismo, financiando as empreitadas governamentais através dos impostos.

    O grande problema é que aconteceu exatamente aquilo que sempre acontece quando há a imposição de ideias ruins sobre as pessoas – insubmissão e desobediência.

    De repente, um país que sequer pagava imposto de renda retido na fonte por considerar uma invasão da privacidade de seus cidadãos, viu-se obrigado a arcar com combustível de mais de R$8,00 o litro.

    E que em 2019 pagará imposto também na folha de pagamento. É claro que há um ressentimento generalizado – ninguém gosta do socialismo na prática, nem de suas coerções maléficas 

    E agora Macron se vê enfrentando um cenário que nós vimos aqui no Brasil.

    Aqui, a briga pelo aumento da tarifa de ônibus se tornou um movimento generalizado, onde esquerda e direita agregaram suas demandas aos protestos, que se desenvolveram para o mote “não é pelos vinte centavos” por parte da esquerda e então caiu nas graças da direita, culminando no “Fora Dilma”. O resto, a gente já sabe.

    O que está acontecendo na França é parecido: todos estão encarando a sua própria “gota d’água”, culpam o governo, sindicatos e ambientalistas estão revoltados e tanto a esquerda quanto a direita pedem fervorosamente por novas eleições.

    Assim como no Brasil, o cerne das revoltas carrega alguma verdade: os gilets jaunes empunham bandeiras onde deixam claro que os impostos são, nada mais nada menos, do que roubo.

    O grande problema é que a essência dos protestos se transfigurou, ultrapassando os limites daquilo que é razoável. Queimar a propriedade de outras pessoas, pelo que ela pode representar, não ajuda a ninguém.

    Não foi o capitalista de Porsche quem pesou a mão com as canetadas – foi o burocrata populista

    Hoje em dia, o capitalismo provê qualidade de vida em todo planeta. Soluções tecnológicas e descentralização de informações têm conseguido trazer progresso e avanço para todas as pessoas, do mais rico ao mais pobre.

    E acarreta em benefícios até para o meio-ambiente em diversas situações. Hoje, não há mais a necessidade de imposições governamentais – as boas ideias, bem geridas, podem mudar o mundo sem precisar que o governo bata o martelo sobre elas.

    Hoje temos direitos humanos, democracias sólidas, diplomacia, dispositivos constitucionais.

    Não precisamos derrubar a Bastilha a cada vez que o governo pisar na bola – se o Brasil conseguiu sua renovação política de forma pacífica e legal, a França também pode conseguir.

    Que a França sustente a sua igualdade formal, que dita que todos devem ser iguais perante a lei. Que deixe de lado a utópica igualdade material que distribui renda, fomenta o populismo, o roubo legalizado e que queima carros na rua.

    Que não abram mão da liberdade por completo, sem precisar deixar a si ou seus bens como reféns da política.

    Que repudiem aquela liberdade concedida em doses homeopáticas apenas quando interessa ao agentes do poder.

    E que cultivem a fraternidade real, não a caridade feita com o chapéu do contribuinte, mas o verdadeiro voluntarismo sedimentado pela boa vontade de seguir boas ideias.

    [1] coletes amarelos

    [2] elegância

    [3] etiqueta, regras de comportamento social.

    [4] jogo de cintura

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