• 02set

    Dan Horch – THE NEW YORK TIMES

     

    No Brasil, bancos sempre prosperam

     

     

    O lucro anual combinado dos quatro maiores bancos brasileiros cresceu mais de 850% nos 12 anos do PT no poder

     

     

     

    Foto:- Daniel Castellano / AGP

    Foto:- Daniel Castellano / AGP

     

     

    Partidos políticos cujos símbolos são uma estrela vermelha tendem a ser desfavoráveis aos banqueiros, mas o partido do governo no Brasil é uma exceção lucrativa.

    Quando o Partido dos Trabalhadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da atual presidente Dilma Rousseff assumiu o poder em 2003, prometeu, e durante algum tempo cumpriu, um crescente padrão de vida para os mais pobres e a classe trabalhadora do país.

    Porém, os ganhos foram muito mais impressionantes para a indústria das operações bancárias do país, mesmo quando o setor manufatureiro estagnou e a economia enfrenta os altos e baixos dos preços globais das commodities. O lucro anual combinado dos quatro maiores bancos brasileiros cresceu mais de 850%, de US$ 2,1 bilhões para pouco mais de US$ 20 bilhões, nos 12 anos do PT no poder.

    Políticas governamentais e tendências econômicas ajudaram os bancos aqui. Uma delas são taxas de juros tão altas que chocariam quem faz empréstimos em outros países. No chamado mercado de crédito livre, que exclui empréstimos subsidiados pelo governo para habitação e infraestrutura, os consumidores brasileiros em média pagam juros de 58,6 por cento, e as empresas pagam 27,5.

    O spread médio — a diferença entre o que os bancos pagam para obter acesso ao capital e o que cobram para emprestá-lo — é de 30,7 pontos percentuais no mercado de crédito livre.

    E quando a situação é instável, os bancos pedem auxílio ao governo. O Tesouro Brasileiro não só vende títulos que protegem investidores contra a inflação, mas também oferece títulos que aumentam seus rendimentos quando as taxas de juros sobem ou a moeda desvaloriza.

    Quando os bancos percebem que a economia está a ponto de enfrentar problemas, diminuem o número de empréstimos e migram para esses investimentos suportados pelo governo.

    “Os bancos aqui sabem muito bem como enfrentar a instabilidade econômica. Por causa de títulos do governo que oferecem proteção, crises da moeda e choques na taxa de juros acabam não sendo um problema para os bancos. O governo paga o preço por eles”, disse Luiz Fernando de Paula, professor de Economia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

    A indústria bancária do Brasil detém algo em torno de 27 por cento da dívida nacional.

    A falta de concorrência também pode estar ajudando os lucros. Desde que uma crise bancária na década de 90 ameaçou dezenas de instituições financeiras com insolvência, as autoridades têm incentivado uma série de fusões e aquisições.

    Quando o presidente Lula assumiu em 2003, os quatro maiores bancos detinham 53 por cento de todos os recursos do sistema bancário, de acordo com o Banco Central do Brasil.

    Eles hoje têm mais de 70 por cento, e muitos bancos menores operam apenas em segmentos limitados do mercado.

    Não só os maiores bancos aumentaram sua participação no mercado, mas o próprio mercado de crédito cresceu depois que o presidente Lula, e também a presidente Dilma, mudou as regulamentações para facilitar empréstimos para consumidores e pequenas empresas.

    Os dois grupos responderam com entusiasmo. Muitos consumidores de renda baixa e média fizeram inúmeros empréstimos para comprar seus primeiros eletrodomésticos ou carros.

    A dívida do setor privado aumentou de 30 por cento da economia, quando o presidente Lula assumiu o cargo, para 70.

    A residência brasileira média gasta 22 por cento de sua renda mensal com pagamento de dívidas, de acordo com o Banco Central.

    O lar americano médio gasta menos de 10 por cento de sua renda com dívidas.

    Nessa situação, os dias de rápido crescimento dos bancos podem estar chegando ao fim. O crescimento através de aquisições também está chegando a seu limite.

    “Os bancos estão reduzindo seu volume de empréstimos, mas as taxas de juros estão maiores do que antes, o spread também está subindo, e eles estão ganhando dinheiro com títulos do governo”, disse Luis Miguel Santacreu da Austin Rating, agência brasileira de avaliação de crédito.

    “Está claro que eles vão ter um bom lucro.”

  • 19nov

    INFO MONEY

     A falta de gestão pode levar muitas empresas a não comemorarem o seu segundo ano de vida.

    Segundo o diretor da FCL Consultores, Fábio Cornélio, além da “desinteligência de gestão”, a incapacidade de inovação e a desarticulação política também são fatores que podem levar o negócio à bancarrota.

    “Ser empresário no Brasil é um milagre, o País não dá base para o crescimento das empresas, e geralmente, vampiriza os lucros, por conta de cargas tributárias absurdas”.

    Na avaliação do consultor, existem dois tipos de empresários que conseguem sobreviver: os que têm amparo político e conseguem atalhos para captar recursos, e os que trabalham a vida toda, somente para garantir o crescimento da empresa.

    Diante disso, ele aponta cinco pontos erros que podem levar o empresário à falência:

    1. Gastar mais do que ganha

    Muitos empresários brasileiros quando conseguem o primeiro faturamento mais alto, compram um carro importado, e acham que isto está ajudando a sua empresa.

    “Isto é um absurdo, faturamento não quer dizer lucro, e se este está crescendo, muito provavelmente sua empresa em pouco tempo precisará de mais investimento”, diz Cornélio.

    2. Investir o lucro de maneira errada

    O empresário também vampiriza a empresa, usando o lucro errado, investindo em consumo, e não em produtividade.

    Segundo o consultor, é preciso investir em inteligência e potencializar a criatividade.

    Se a empresa não tem lucro suficiente para investir em inovação deve buscar parcerias para não ficar parado no tempo.

    3. Aumentar o endividamento sem critério

    O consultor diz que é preciso entender que o endividamento mal planejado pode levar a empresa para o buraco.

    Com as altas taxas de juros do País, se endividar pode ser fatal.

    “A maioria das empresas que conheci e faliram se alavancou sem critério, e quando estava na hora de crescer, o banco foi e cortou o crédito. A empresa nadou e morreu na praia, com uma carteira cheia de pedidos, e sem capital de giro para atender”.

    4. Não entender os relatórios contábeis

    Muitos empresários, por falta de conhecimento, negligenciam os relatórios contábeis e acabam usando o “jeitinho brasileiro” para criar formas de reduzir a carga tributária.

    Com isto, chegam a declarar prejuízo, tendo lucro. Assim, na hora que precisar de capital, ou mesmo, de buscar sócios para capitalizar a empresa, não encontrará”.

    Cornélio lembra que qualquer investidor interessado no negócio buscará a contabilidade da empresa, antes de tomar a decisão sobre investir.

    5. Desarticulação política

    Sonegar impostos, e dar “jeitinho” não garante a sobrevivência de sua empresa. Mas uma decisão firme e baseada em lucratividade, inovação e consciência global sim. “Temos que ser empresários sérios, não empresários gambiarras”.

  • 04Maio

    BRASIL 247

    Luca Luciani - presidente da TIM

    O mercado bateu forte na TIM, nesta quinta-feira 3, em razão de notícia a respeito da iminente demissão de seu presidente, Luca Luciani.

    Acusado, pela promotoria de Milão, de ter participação em fraudes em chips de telefones pré-pagos, entre 2005 e 2007, Luciani já teria seu nome descartado pelo conselho de administração da companhia.

    Como resultado desse rumor, os papéis da empresa tiveram a maior queda do dia na Bolsa de Valores de São Paulo, com recuo de 5,84%.

    Abaixo, notícia do portal Infomoney a respeito:

    Fernando Ladeira de Azevedo, Infomoney, de São Paulo – O conselho de administração da Telecom Italia já aprovou a demissão do presidente da TIM (TIMP3), Luca Luciani, escreveu nesta quinta-feira (3) o colunista da Veja, Lauro Jardim.

    Procurada pelo Portal InfoMoney, a assessoria de imprensa da TIM diz que não há comunicado oficial sobre o assunto, já que a informação é encarada tanto pela TIM como pela Telecom Italia como boato.

    A empresa ressaltou, ainda, que Luciani segue trabalhando em suas funções normais.

    Segundo o texto, Luciani será demitido por conta de fraudes que são investigadas pela promotoria de Milão, ocasionadas pela falsificação de dois milhões de chips para telefones pré-pagos entre 2005 e 2007 na Itália.

    Luciani também é investigado por operações feitas no Brasil, complementa a reportagem. Em seu lugar, a Telecom Italia pretende transferir o seu atual diretor-financeiro, Andrea Mangoni.

    Destaque de queda com forte volume

    Enquanto isso, as ações da companhia lideram as perdas do Ibovespa no começo desta tarde, despencando 7,52% conforme dados das 12h55 (horário de Brasília), aos R$ 10,46. Na mínima da sessão o papel atingiu uma retração de 8,40%, aos R$ 10,36.

    Chama atenção também o forte volume transacionado nesta quinta-feira: R$ 168 milhões, muito acima da média vista nos últimos 21 pregões – algo em torno de R$ 35 milhões.

    Também vale destacar o grande volume de dois negócios em específico: até as 12h53 o Morgan Stanley realizou duas operações de compra e venda de duas milhões de ações, a R$ 10,46, o que significa um volume de R$ 20,9 milhões.

  • 01mar

    Básica Comunicações/Juliana Lima

    Com crescimento a passos largos e superação das expectativas ano após ano, o setor de franquias brasileiro representa uma oportunidade de negócio promissor e desperta o interesse de empresários que buscam retorno garantido.

    Um exemplo de empreendimento atento a esse nicho é a rede Imprima Fácil, primeira gráfica digital instalada em shopping center a disponibilizar franchising da marca.

    Criada em 2005, a Imprima Fácil, empresa do grupo Comunicare, é especializada em impressão sob demanda e com dados variáveis, possui lojas nos shoppings Palladium, Barigui e Muller, em Curitiba.

    O diretor da Imprima Fácil, Raphael Manzoni, comenta que o bom momento do mercado gráfico e da economia nacional abre espaço para mais franquias no Brasil.

    O faturamento do setor gráfico apresentou 8% de crescimento nos últimos três anos, o equivalente a uma taxa média de 1,8% ao ano, no período.

    O grupo das gráficas digitais também apresentou crescimento superior nos últimos anos. Puxado pela comercialização de impressos digitais, que registraram expansão de 143% desde 2007, o segmento teve alta de 48% no mesmo período.

    “Esses números atraem empresários que buscam o uso de uma marca presente no mercado e a transferência de know-how dessa empresa para o gerenciamento de um novo negócio”, observa. Continue lendo »

  • 25jan

    Fonte:- Agência Estado

    A produção de petróleo da Petrobras bateu recorde em 2010, chegando a 2.004.172 barris diários. O número representa crescimento de 1,7% na comparação com o volume registrado em 2009 (1.970.811 barris/dia).

    A produção média de gás, por sua vez, ficou em 53,077 milhões de metros cúbicos/dia –um aumento de 5,4% em relação a 2009.

    Considerados os campos do Brasil e do exterior, a produção total de petróleo e gás natural da Petrobras também foi recorde no ano passado, atingindo a média diária de 2.583.458 de barris de óleo equivalente por dia. O número indica um aumento de 2,3 % sobre os valores de 2009.

    De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pela Petrobras, a produção apenas no exterior chegou a 151.247 barris diários no ano passado, aumento de 7,6% em relação à produção de 2009 (140.576 bpd).

    Já a produção total de petróleo e gás natural no exterior em 2010 chegou a 245.440 barris de óleo equivalente por dia, superando em 3,2% o volume alcançado em 2009, que foi de 237.803.

    DEZEMBRO

    Levando em consideração apenas a produção de petróleo em dezembro, o volume ficou em 2.121.584 barris/dia, também recorde –o valor ultrapassou o último volume histórico, em abril de 2010. O número ficou 6,8% acima da produção do mesmo mês de 2009 e 4,5% em relação à de novembro do ano passado.

    Segundo a Petrobras, o aumento da produção no último mês do ano foi consequência do início de operação da plataforma P-57, no campo de Jubarte, na porção Capixaba da Bacia de Campos, do Teste de Longa Duração de Guará, na Bacia de Santos, e da entrada de novos poços nos campos de Cachalote/Baleia Franca e Barracuda/Caratinga, ambos na Bacia de Campos.

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