• 23out

    DIÁRIO DO PODER

     

     

    PIZZOLATO CHEGA A BRASÍLIA E VAI DIRETO PARA A PAPUDA
    ELE CHEGOU A BRASÍLIA, SOB VARA, EM AVIÃO DA POLÍCIA FEDERAL
    EX-DIRETOR DEVE SER TRANSFERIDO PARA O COMPLEXO PENITENCIÁRIO DA PAPUDA (FOTO: REPRODUÇÃO/ REDE GLOBO)

    Condenado a 12 anos e sete meses de prisão por envolvimento no escândalo do mensalão, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato chegou às 8h45 desta sexta-feira, 23, a Brasília.

    Após batalha do governo brasileiro para trazê-lo de volta ao País, ele foi extraditado ontem da Itália.

    Pizzolato chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira. Ele foi trazido em um voo comercial da TAM, que partiu de Milão e pousou no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) por volta das 6h.

    O ex-diretor passou cerca de uma hora no terminal, de onde embarcou em um avião da Polícia Federal rumo à capital federal.

    Do aeroporto de Brasília, Pizzolato seguirá em viatura blindada da Polícia Federal para o Instituto Médico Legal (IML), onde fará exame de corpo de delito.

    Em seguida, o ex-diretor deve ser transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, onde estão outros condenados no processo do Mensalão.

    Pelo menos 11 policiais federais participam da operação.

  • 11maio

    VEJA.COM

    Mujica descarta esclarecer no Senado declaração sobre Lula e o mensalão

    ‘Não vou viajar para lugar nenhum’, disse o ex-presidente uruguaio a jornalistas quando questionado sobre declaração publicada em biografia autorizada

     

    Mujica e Lula
    Mujica e Lula (Pablo Porciuncula/AFP)

    O ex-presidente do Uruguai José Mujica disse neste domingo que não irá ao Brasil caso seja convidado a depor no Senado sobre as declarações que ouviu do ex-presidente Lula da Silva envolvendo o mensalão.

    “Não vou viajar para nenhum lugar…”, afirmou Mujica à imprensa depois de votar nas eleições municipais, nas quais sua mulher, Lucía Topolansky, concorreu à prefeitura de Montevidéu.

    O livro Uma Ovelha Negra no Poder, escrito pelos jornalistas Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz com depoimentos de Mujica, relata que, em 2010, Lula disse que teve de “lidar com muitas coisas imorais, chantagens” e que “esta era a única maneira de governar o Brasil”.

    Na sexta-feira, Mujica negou a conversa com Lula sobre o escândalo.

    “Aparece o amigo Lula ali conversando comigo sobre o mensalão, mas nunca falei com um brasileiro sobre o mensalão, por questões minhas “, disse, segundo a agência France-Presse.

    Em entrevista a VEJA, Danza confirmou a declaração do ex-presidente uruguaio reproduzida no livro e disse que, para Mujica, ficou claro que Lula estava se referindo ao mensalão.

    Depois da repercussão do trecho da obra, o líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, informou que vai ingressar com um requerimento de convite a Mujica para “colher mais informações sobre a confissão de Lula no seu envolvimento no mensalão”.

  • 27mar

    FOLHA.COM

    Caso do mensalão tucano está parado na Justiça de Minas

     

    Um ano depois de o Supremo Tribunal Federal determinar que o processo do mensalão tucano contra o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) deveria ser julgado na primeira instância da Justiça em Minas Gerais, nada foi feito para concluir o caso, que se arrasta há quase uma década.

    Além de o julgamento não ter acontecido, desde 7 de janeiro a 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, onde tramita a ação, está sem juiz, porque a titular se aposentou.

    O processo de Azeredo chegou a Minas já totalmente instruído pelo Supremo e pronto para ser julgado. Nenhuma audiência mais é necessária, basta o julgamento.

    Parte da demora também pode ser explicada pela lentidão do Judiciário. O STF decidiu devolver o caso para Minas no dia 27 de março do ano passado.

    Depois disso, foram necessários cinco meses para que a ação chegasse à 9ª Vara. O processo só chegou no dia 22 de agosto de 2014.

    Quanto maior a demora, maior é o risco de que os crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República prescrevam e fiquem impunes.

    Segundo o Ministério Público, o mensalão tucano foi um esquema de desvio de dinheiro público do governo de Minas para a fracassada campanha do então governador Azeredo à reeleição, em 1998.

    Azeredo, que depois se elegeu senador e deputado e hoje está sem mandato, sempre negou as denúncias, assim como os demais réus.

    O caso começou a ser investigado em 2005, quando foi descoberto em meio ao escândalo do mensalão petista. A Procuradoria apresentou denúncia à Justiça em 2007.

    PRESCRIÇÕES

    Não se sabe quando o Tribunal de Justiça de Minas nomeará um juiz substituto para a 9ª Vara. Isso deveria ter acontecido nesta quarta (25), quando o tribunal prometia indicar juízes para 12 varas na capital mineira e no interior.

    A sessão foi adiada porque uma juíza candidata recorreu ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) questionando a lista.

    Como o processo terá de ser refeito, o tribunal diz que não há previsão de quando a nomeação dos juízes ocorrerá.

    Tramitam ainda na 9ª Vara mais dois processos ligados ao mensalão mineiro. Um deles tem como réu o ex-senador Clésio Andrade (PMDB).

    Azeredo renunciou ao mandato de deputado e Clésio ao de senador, e assim perderam o direito de serem julgados pelo Supremo. Foi por isso o STF devolveu o caso para a primeira instância.

    O outro processo tem oito réus e ainda está na fase de instrução. Falta ouvir testemunhas, além de todos os réus. Dois deles –Cláudio Mourão, tesoureiro da campanha de Azeredo, e o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia– já completaram 70 anos, beneficiando-se da prescrição.

    A demora no julgamento pode beneficiar outros réus, inclusive Azeredo, que completará 70 anos em setembro de 2018. Se ele for julgado antes disso, ainda assim poderá se beneficiar da prescrição, caso seja condenado.

    Isso ocorreria no caso de ser aplicada a pena mínima, três anos pelo crime de lavagem de dinheiro.

    A prescrição ocorreria porque já teriam passado nove anos entre o fato (1998) e a denúncia (2007).

    A lei nesse caso fixa a prescrição em oito anos.

    Editoria de Arte/Folhapress
  • 15mar

    VEJA.COM

    Lula foi Lula ao falar à PF e disse não saber de nada em caso de dinheiro clandestino

    VEJA obteve a íntegra do depoimento prestado pelo ex-presidente em 9 de dezembro de 2014.

    Inquirido sobre “empréstimo” de 7 milhões de dólares ao PT, ele transferiu a responsabilidade por eventuais irregularidades a Delúbio Soares e João Vaccari

     

    DEDO EM RISTE - Na Polícia Federal, Lula desempenhou o papel em que é craque: pôs as eventuais culpas nos companheiros Delúbio e Vaccari
    DEDO EM RISTE – Na Polícia Federal, Lula desempenhou o papel em que é craque: pôs as eventuais culpas nos companheiros Delúbio e Vaccari(Ricardo Stuckert/Instituto Lula/VEJA)

     

    Na sede da Polícia Federal, em Brasília, tudo foi planejado para oferecer ao visitante o conforto a que ele tem direito como ex-presidente da República e, principalmente, a mais absoluta discrição.

    Lula pediu, e foi atendido, para depor em um local reservado. Os policiais escolheram uma sala contígua ao gabinete do diretor-geral.

    Foi assim que, na terça-feira 9 de dezembro de 2014, Lula prestou seu depoimento. O ex-presidente, acompanhado de três advogados, entrou pela garagem do prédio e usou o elevador privativo do diretor para levá-lo ao 9º andar.

    Com a solenidade, o respeito e a deferência que merece um ex-mandatário da República, depois de várias tentativas em vão, a polícia finalmente conseguiu interrogar Lula sobre uma passagem ainda obscura do mais rumoroso caso de corrupção a estourar durante o seu governo, o mensalão.

    Desde que deixou o governo, em 2010, pouca coisa se ouviu do ex-presidente sobre o escândalo. Seu principal ministro, seus amigos mais próximos, a cúpula de seu partido e muitos dos parlamentares que apoiavam seu governo foram condenados à prisão.

    Embora, em última instância, fosse o principal beneficiado pela compra de apoio parlamentar, o ex-presidente nunca foi acusado de nada.

    Em 2005, Lula se disse traído quando se revelou que o tesoureiro e amigo Delúbio Soares e José Dirceu, seu braço-direito, haviam montado uma rede clandestina de captação de dinheiro para subornar parlamentares e sustentar as campanhas políticas do PT.

    Preservado por todos os que sabiam de seu envolvimento direto no mensalão, Lula escapou do processo judicial.

    Ele passou todo o seu governo negando a existência do esquema. Quando desceu a rampa do Palácio do Planalto, porém, prometeu que contaria “a verdadeira história do mensalão”.

    Diante dos policiais federais em Brasília, Lula voltou à versão que, oficialmente, sustentou.

    VEJA teve acesso à integra do depoimento, um documento de valor histórico inestimável em que Lula, pela primeira vez, formaliza o que tem de importante a dizer sobre o caso: absolutamente nada.

    São quatro valiosas páginas que sintetizam a natureza do ex-presidente diante de uma situação embaraçosa – ele, como sempre, jura que não sabia de nada, que nunca se envolveu com os malfeitos de seu governo e, quando confrontado com os fatos, aponta o dedo para terceiros para salvar a própria pele.

    Durante pouco mais de uma hora, Lula driblou as 28 perguntas elaboradas previamente e lidas por um delegado convocado especialmente para a ocasião.

  • 14dez

    ÉPOCA

    INTIMADO Na condição de testemunha, o ex-presidente Lula falou à PF sobre o mensalão (Foto: Layal Antanios/Fotoarena/Folhapress)

    INTIMADO Na condição de testemunha, o ex-presidente Lula falou à PF sobre o mensalão (Foto: Layal Antanios/Fotoarena/Folhapress)

    A Polícia Federal ouviu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o mensalão.

    Lula foi intimado na condição de testemunha para falar no inquérito 00012/2014.

    O procedimento foi aberto em função das declarações de Marcos Valério Fernandes de Souza, que relacionou Lula ao caso.

    Na noite do último dia 3, Lula recebeu na pista do Aeroporto de Congonhas a carta precatória assinada pelo delegado federal Rodrigo Luis Sanfurgo de Carvalho, chefe da área de repressão a crimes financeiros e desvio de recursos públicos em São Paulo.

    O depoimento deveria ocorrer nesta segunda, 15, às 9h00.

    Já no momento da intimação, Lula avisou que iria à sede da PF em Brasília.

    Cumpriu a promessa no dia 9.

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