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  • 22mar

    PAINEL – FOLHA DE SÃO PAULO – DANIELA LIMA

     

    Dallagnol: ‘Deve-se arrancar a árvore da corrupção, sob risco de termos um Brasil mais corrupto’

     

    Batalha campal

    A Lava Jato faz três anos nesta sexta (17) sob nova onda de pressão exercida pelo Congresso. Não dá, porém, sinal de recuo.

    O procurador Deltan Dallagnol diz que a operação faz aniversário “no auge” e que “os resultados que a sociedade mais espera virão do trabalho do STF”.

    Ele afirma que a ida das pessoas às ruas resultou em uma “combinação poderosa” e convoca: “Precisamos arrancar a árvore da corrupção, sob risco de termos um Brasil mais corrupto após a Lava Jato”.

    Em branco e preto

    Dallagnol diz ainda que, talvez, o maior mérito da Lava Jato foi “ter feito o retrato de uma corrupção que tem raízes profundas e tentáculos que abraçam uma multidão de órgãos públicos”.

    “Não só a quantidade, mas o poder dos acusados levados a julgamento impressiona.”

    É com eles

    O procurador defende que prisões “paralisam os crimes, mas não diminuem os estímulos à corrupção” e pede reformas.

    “Se não alterarmos os sistemas de Justiça e político, a Lava Jato será, no futuro, a memória de um tempo de esperança, em que acreditávamos que tudo poderia ser diferente.”

    Leia a íntegra da mensagem de Deltan Dallagnol à coluna:

    A Lava Jato chega aos três anos no auge – até agora, pelo menos – de sua história.

    A investigação foi consistente e englobou 746 buscas e apreensões, 183 pedidos de cooperação internacional, 155 acordos de colaboração com investigados e 10 acordos com empresas.

    As provas coletadas conduziram a 56 acusações criminais em primeira instância, contra 260 pessoas.

    Já há 26 sentenças condenando 130 pessoas a penas que, somadas, ultrapassam 1,3 mil anos.

    Não é só a quantidade, mas o poder dos acusados levados a julgamento que impressiona.

    O valor que os réus já se comprometeram a devolver soma mais de 10 bilhões de reais, quando a regra na justiça penal brasileira é não recuperar nenhum real. E há muito mais por vir.

    Os resultados que a sociedade mais espera ainda virão a partir do trabalho do Supremo Tribunal Federal, em relação a pessoas que têm foro privilegiado.

    A colaboração da Odebrecht lançará uma série de sementes de investigações, em muitos lugares do Brasil e do exterior, que poderão germinar e se tornar grandes operações.

    Não sabemos ainda se a Lava Jato e todos os seus resultados inéditos, olhados do futuro, em perspectiva, serão um pequeno desvio no caminho do país, e ele retornará à estrada original, ou se ela nos colocará sobre novos trilhos, rumo a um país menos corrupto. Isso porque ela faz diagnóstico, e não tratamento.

    Seu maior mérito talvez seja ter feito um retrato de uma corrupção que tem raízes profundas em nossa história e tentáculos que abraçam uma multidão de órgãos públicos.

    A investigação só logrou expor as vísceras do ambiente político-econômico, mas também romper episodicamente a impunidade dos círculos do poder. A gravidade da doença nos faz desejar ardentemente o tratamento.

    Não queremos que a justiça seja igual para todos, incluindo poderosos, apenas na Lava Jato.

    Não basta colocar na cadeia os corruptos da Lava Jato, mas também os outros 97% daqueles desviam dinheiro público e saem impunes.

    As prisões são importantes para paralisar os crimes, mas elas não diminuem os estímulos à corrupção que existem no sistema político.

    Se não alterarmos os sistemas da Justiça e o político, a Lava Jato será, no futuro, uma feliz memória de um tempo de esperança, em que acreditávamos que tudo poderia ser diferente.

    Isso traz à tona o papel essencial da sociedade.

    O maior erro da Itália, acredito, tenha sido depositar excessivamente a expectativa de uma solução nos ombros do Judiciário, quando apenas reformas mais profundas poderão nos trazer um país mais limpo.

    A Lava Jato mantém aberta uma espécie de portal de reformas, mas cabe à sociedade atravessar. Vivíamos no círculo vicioso em que mudanças jamais aconteceriam.

    Há um momento de ruptura, hoje, visível em três aspectos. O diagnóstico conscientizou as pessoas do mal que a corrupção causa e trouxe o tema para a mesa de debates na sociedade e no parlamento.

    A Lava Jato nos dá o gostinho do país que podemos ter, onde impera a lei para além do reino do papel. A população ganhou músculos ao ir para a rua várias vezes, buscando o fim da corrupção.

    Assim, a consciência do problema se somou ao sonho de reformas e à força da sociedade. É uma combinação poderosa.

    Se as pessoas não se insensibilizarem, se não desistirem, chegaremos lá. E isso é vital.

    Desbastar galhos de uma árvore pode fazer com que brotem em maior quantidade e com renovado vigor.

    Precisamos arrancar essa árvore da corrupção, sob risco de termos um Brasil mais corrupto após a Lava Jato.

    Deltan Dallagnol, procurador da República e coordenador da força-tarefa Lava Jato na Procuradoria da República no Paraná

  • 18mar

    INTERNET

  • 14mar

    VEJA.COM

     

    Lula vai depor sob esquema especial de segurança

    PM vai isolar trânsito nos arredores da Justiça Federal em Brasília para evitar manifestações contra ou a favor de Lula

     

    O depoimento do ex-presidente Lula à Justiça Federal nesta terça-feira terá um esquema especial de segurança.

    A Polícia Militar de Brasília vai isolar a região em que fica a 10ª Vara da Justiça Federal, algo incomum.

    A rua W2 Norte será interditada para o trânsito, em toda a extensão do quarteirão onde fica a sede da Justiça. Nem mesmo os servidores do Judiciário terão acesso pelo local.

    Segundo a Justiça Federal, a justificativa é garantir a segurança e evitar manifestações contrárias ou favoráveis ao petista, réu por tentativa de obstrução da Operação Lava-Jato.

    Os últimos depoimentos de Lula em investigações sobre corrupção e lavagem de dinheiro levaram centenas de pessoas às ruas e houve confrontos entre militantes do PT e grupos anti-petistas.

    Foi o que ocorreu quando Lula iria falar ao Ministério Público de São Paulo no Fórum da Barra Funda e por ocasião da condução coercitiva dele pela Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

    A defesa de Lula chegou a pedir que ele prestasse esclarecimentos por videoconferência, mas o juiz substituto Ricardo Augusto Soares Leite negou.

    O depoimento está marcado para as 10 horas desta terça-feira.

    Lula vai se defender da acusação do ex-senador Delcídio do Amaral, segundo quem ele tentou comprar o silêncio de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, por causa dos escândalos na petrolífera.

  • 10mar

    PORTAL WEB 7

     

    Petistas pretendem organizar uma caravana para cercar o prédio do tribunal no dia do depoimento de Lula a Moro

    De acordo com O Globo, petistas pretendem organizar uma caravana para cercar o prédio do tribunal no dia 3 de maio, quando está marcado o depoimento do ex-presidente Lula frente a frente com Sérgio Moro.
    Informações dão conta de que o temor maior é de que Lula seja preso após o depoimento.
    O difícil será reunir tanta gente, uma vez que em 3 de maio Lula já terá sido completamente desmoralizado pelos depoimentos de Emilio Odebrecht, Pedro Novis, Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro.
  • 20fev

    FOLHA.COM

     

    Rota turística em Curitiba passeia por locais famosos da Lava Jato

     

    Theo Marques/Folhapress

    Carla Mazzetti tira selfie em frente a Procuradoria da República em Curitiba, onde trabalha o procurador Deltan Dallagnol e a força-tarefa dedicada à operação

     

    Em frente à Justiça Federal do Paraná, a agente de turismo Carla Mazzetti, 53, acena para uma janela do segundo andar. É ali que, ficou sabendo, trabalha o juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato.“Eu sou fã”, diz ela, uma das cinco turistas que passaram a manhã num “tour da Lava Jato” —que inclui, além do fórum, paradas na sede da Polícia Federal, no prédio do Ministério Público e até na carceragem do Complexo Médico Penal.

    O passeio foi criado por uma agência de Curitiba, que cansou de ouvir pedidos para “conhecer o Moro” e “ir aonde estão os presos” da maior operação de combate à corrupção do país.

    “Eu estava com muito medo”, lembra a empresária Bibiana Antoniacomi, que lançou o tour em maio do ano passado.

    “O país estava dividido. Mas é um trabalho sério; é informativo. Não fazemos julgamento.”

    Cerca de cem pessoas já participaram do percurso –a maioria, turistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. “99% delas”, conta, são a favor da Lava Jato.

    “Mas uma vez fui falar do tour para uma senhora e ela virou a cara”, lembra a guia de turismo Vivian Flügel.

    “É assim mesmo. Religião e política a gente não discute.”

    A guia conduz o passeio, que dura quatro horas, com a ajuda de ilustrações plastificadas.

    São fotos dos procuradores que coordenam a operação, um infográfico que explica o esquema e até croquis das celas da Polícia Federal e do Complexo Médico Penal, onde estão os detidos pela Lava Jato.

    “A proposta não é explicar o que é a Lava Jato, porque todo mundo está cansado deSABER“, diz Flügel, dentro da van que transporta o grupo.

    Em vez disso, ela faz uma breve explanação sobre o começo da operação e responde a algumas dúvidas sobre quantas fases já foram e por que parte do processo corre em Brasília e outra, em Curitiba.

    Em seguida, desfia curiosidades sobre o currículo e a vida de Sergio Moro –qualificado por ela como “muito discreto, extremamente calmo e muito capacitado”.

    “Os filhos, pelo que se sabe no momento, não estão estudando no Brasil; estão nos Estados Unidos”, comenta.

    Um turista pergunta: “Por causa de ameaça?”.

    A guia afirma que o juiz tem “vários seguranças”.

    “Não sei se é verdade isso, mas seriam inclusive do Exército, das Forças Armadas. Mas isso é especulação.”

    Ela pede desculpas pelo excesso de informações sobre o magistrado.

    “É que ele virou praticamente um herói nacional. Muita gente pergunta dele.”

    Nas seis paradas ao longo do passeio, a entrada só é permitida no Museu Oscar Niemeyer, onde estão parte das obras de arte apreendidas na operação.

    Nenhum turista (ainda) teve a sorte de encontrar Moro entrando ou saindo do prédio da Justiça Federal –nem algum procurador ou delegado.

    ‘MOMENTO HISTÓRICO’

    Os cinco que faziam o tour na semana passada, todos do Paraná, apoiavam a investigação.

    A maioria dizia querer aprender mais sobre a Lava Jato, eventualmente sobre algum bastidor, e refletir sobre sua importância.

    “Não é um tour apenas contemplativo. Ele faz a gente pensar”, diz o professor Adriano Stadler, 40. “É um momento histórico.”

    A professora curitibana Célia Milek, 60, carregava um bloquinho para anotar as principais observações.

    “Muita gente vem me perguntar. Eu quero passar a informação para a frente.”

    Uma turista, porém, demonstrava algum ceticismo. “Não existe almoço grátis”, diz a economista Zélia Halicki, 50.

    “Eu admiro muito o trabalho da equipe. Mas não idolatro ninguém. Todo mundo tem um interesse.”

    O passeio custa R$ 195. Ao final, um chaveiro com o desenho de uma algema e a inscrição “Operação Lava Jato” é dado como lembrança aos turistas –junto com um chocolate em formato de pinhão.

    AS ATRAÇÕES DO PASSEIO

    Ministério Público Federal
    Local onde trabalham os procuradores da força-tarefa

    Prédio da UFPR
    O juiz Sergio Moro dava aulas no curso de direito até o final do ano passado

    Museu Oscar Niemeyer
    Abriga uma exposição com 42 obras apreendidas na Lava Jato

    Justiça Federal do Paraná
    Local de trabalho do juiz Sergio Moro

    Polícia Federal
    Sede das investigações policiais e de uma carceragem para onde vão os presos provisórios

    Complexo Médico Penal
    Uma ala abriga presos mais antigos da Lava Jato

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