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  • 05nov

    ISTOÉ

     

    A ruína da dinastia Kirchner

     

    Candidato apoiado por Cristina não deslancha nas eleições presidenciais da Argentina e oposição ganha força para segundo turno inédito

     

    Mariana Queiroz Barboza ([email protected])

    Com o sonho de um terceiro mandato, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, passou os últimos anos despreocupada em criar um sucessor. Enterrado o projeto “Cristina eterna”, a presidente se viu obrigada a aceitar um candidato de fora de seu círculo de confiança.

    Apesar das ressalvas, ela apostava na vitória tranquila de Daniel Scioli nas eleições presidenciais realizadas no domingo 25. Scioli ficou na frente de seu maior adversário por uma diferença inesperada de apenas dois pontos percentuais: 36,9% contra 34,3% de Mauricio Macri.

    O peronista dissidente Sergio Massa, ex-chefe de gabinete da presidente, ficou em terceiro, com 21,3%. A disputa passará por um inédito segundo turno em 22 de novembro.

    Até lá, a corrente política de Cristina dentro do peronismo, o kirchnerismo, será colocada à prova. Por enquanto, os ventos não são muito favoráveis a ela.

    Na primeira pesquisa divulgada após o primeiro turno, Macri apareceu em primeiro lugar, com 45,6% das intenções de voto, quatro pontos a mais que Scioli.

    Até a quinta-feira 29, Massa não havia declarado voto em nenhum dos candidatos remanescentes, mas afirmou: “Não quero que Scioli ganhe.”

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    SEM SUCESSOR
    Cristina Kirchner alimentou por anos o projeto de um terceiro mandato. Sem conseguir reformar a Constituição, ela agora vê seu futuro político ameaçado

    A rejeição ao modelo implementado pelo casal Kirchner ficou evidente em duas das maiores províncias do país. No maior revés, os kirchneristas perderam sua fortaleza na província de Buenos Aires.

    Foi lá que Aníbal Fernández, o controverso chefe de gabinete de Cristina, entregou a vitória para uma pupila de Macri, Maria Eugenia Vidal.

    Na segunda-feira 26, Fernández justificou-se: “Não imaginávamos o impacto que poderia ter a denúncia do Canal 13 e de Jorge Lanata.”

    Ele se referia às acusações, apresentadas com estardalhaço pelo jornalista Lanata, que o vinculavam ao narcotráfico.

    Em Córdoba, segunda província mais importante economicamente e em representação política, Scioli foi ainda pior. Ficou em terceiro, atrás de Macri e Massa.

    “O kirchnerismo chegou a um ponto crucial”, disse à ISTOÉ Laurence Allen, analista de América Latina da consultoria IHS, de Londres.

    “Se Scioli ganhar, ele estará numa forte posição para desenvolver seu próprio estilo. No longo prazo, poderia ser melhor para os kirchneristas se Macri vencesse, porque eles teriam a oportunidade de voltar renovados em 2019.”

    Nesse cenário, Patricio Giusto, diretor da consultoria Diagnóstico Político, de Buenos Aires, vê o oposto.

    “Massa está muito bem posicionado para disputar a nova liderança do peronismo”, escreveu em relatório.

    “Uma derrota de Scioli implicaria numa derrota total do kirchnerismo e numa reconfiguração de poder em que seriam levantadas sérias dúvidas sobre o futuro político de Cristina.”

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    Segundo Allen, da IHS, independentemente do vencedor, o próximo governo argentino será mais moderado do que os anos Kirchner na Casa Rosada, marcados pela intensa polarização entre o casal e seus inimigos públicos, como o Grupo Clarín e o líder sindical Hugo Moyano.

    Agora ambos os candidatos mostram-se mais amigáveis ao mercado e aos investidores estrangeiros. Mas, para Pablo Nemiña, pesquisador da Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais, de Buenos Aires, a eleição de Macri poderia significar um radicalismo à direita.

    “Ele está disposto a implementar de imediato reformas pró-mercado, como a eliminação das restrições cambiais, e isso pode ter graves consequências”, afirma.

    A ruína da dinastia Kirchner expõe um racha dentro do peronismo. O grupo de intelectuais Carta Aberta pediu para que Scioli se mantenha à esquerda e reveja sua equipe ministerial.

    Falando como eleito durante a campanha do primeiro turno, o candidato governista chegou a anunciar os nomes de seu futuro gabinete ministerial. Nenhum viria da Cámpora, grupo liderado por Máximo Kirchner, filho de Cristina e Néstor.

    “Ainda que a Cámpora fique de fora, sua força na Câmara poderá fazer com que Scioli tenha que negociar com eles”, diz Nemiña.

    No legislativo, os candidatos da Cámpora tiveram bom desempenho e terão, no total, 24 deputados nacionais – entre eles, o atual ministro da Economia, Axel Kicillof – e três senadores.

    Mesmo assim, a base governista, como um todo, encolheu 20%. Por isso, Scioli não hesita em distanciar-se cada vez mais de Cristina. “Serei mais Scioli do que nunca”, declarou.

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  • 04nov

    EFE

     

    Mais de 40% dos produtos vendidos na internet na China são falsificados

     

    • Reprodução

     

    Um relatório oficial que foi remetido à Assembleia Nacional Popular da China, o legislativo do país, revela que 41,3% dos produtos vendidos nos sites chineses de comércio eletrônico em 2014 eram falsificados ou de baixa qualidade, informou nesta terça-feira (3) o jornal oficial “China Daily”.

    O documento também mostra que as queixas dos consumidores chineses relacionadas com as vendas pela internet quadruplicaram no ano passado em relação a 2013, chegando a 77.800, o que representa 92,3% do total de reclamações.

    Apenas 58,7% dos produtos investigados cumpriam com os padrões de qualidade e eram autênticos.

    O relatório foi elaborado para realizar o acompanhamento da aplicação da Lei de Proteção dos Direitos e dos Consumidores e foi apresentado ontem em uma reunião da Comissão Permanente da ANP.

    “Ignorar os direitos dos consumidores e vender falsificações são elementos notórios da indústria de comércio online”, disse Yann Junqi, vice-presidente da Comissão Permanente da ANP, em declarações citadas pelo “China Daily”.

    A pesquisa do Legislativo evidenciou algumas das lacunas de um setor em plena ebulição que no ano passado aumentou suas vendas em mais de 40% e faturou 2,8 trilhões yuans (US$ 442 bilhões).

    O documento também diz que o Ministério do Comércio da China considera que a venda de produtos falsificados e de má qualidade são as principais preocupações do setor.

    No mês de janeiro, um estudo preparado pela Administração Estatal de Indústria e Comércio e pela Associação de Consumidores da China afirmou que 41% dos produtos vendidos pelas principais lojas virtuais da China eram falsificados.

    Essa pesquisa acabou gerando protestos do site líder do mercado do comércio eletrônico na China, o Alibaba, e uma troca de acusações entre a empresa e as autoridades do país, que resultou em um acordo para incrementar o controle sobre as falsificações.

    O uísque falso tenta imitar a famosa garrafa da marca Jack Daniels Reprodução
  • 30out

    FOLHA.COM

     

    O Partido Comunista da China decidiu abolir a política do filho único, permitindo que casais tenham até dois filhos, informou nesta quinta-feira (29) a agência de notícias estatal Xinhua.

    A decisão do partido, tomada em reunião de cúpulainiciada na segunda-feira (26) para definir as diretrizes econômicas dos próximos cinco anos, representa uma importante mudança na política demográfica da China.

    O país vai “implementar por completo a política de permitir cada casal a ter dois filhos, como resposta ao envelhecimento da população”, disse a agência estatal chinesa.

    Wang Feng, especialista em demografia e sociedade chinesa, avalia que a mudança é “um evento histórico” que vai alterar a dinâmica mundial, mas terá um impacto muito limitado na questão do envelhecimento populacional.

    “É um evento que estávamos esperando por uma geração, mas tivemos que esperar tempo demais para que ele chegasse”, disse Wang.

    “Não vai ter qualquer impacto na questão do envelhecimento, mas vai mudar o caráter de muitas famílias jovens”, completou.

    A controvertida política de filho único foi implementada pelo partido em 1979 para tentar conter a explosão demográfica no país mais populoso do mundo —atualmente, a China tem mais de 1,3 bilhão de habitantes.

    Estima-se que a política tenha impedido o nascimento de cerca de 400 milhões de pessoas desde sua aplicação.

    Mao Siqian-12.jan.2015/Xinhua
    (150112) -- SHENZHEN, Jan. 12, 2015 (Xinhua) -- Children walk in the rain in Shenzhen, south China's Guangdong Province, Jan. 12, 2015. Cold air began to affect most regions in Guangdong from Jan. 12, according to the Guangdong Weather Station. (Xinhua/Mao Siqian) (rpf)
    Crianças caminham sob a chuva em Shenzhen, na província de Guangdong, no sul da China

    Ocasionalmente a política incluiu medidas ainda mais duras de repressão à natalidade, como esterilizações e abortos forçados.

    Quem a descumpre está sujeito a pagar altas multas, no mínimo, e alguns chegam a perder o emprego.

    Ao longo dos anos, concessões foram abertas para minorias étnicas e populações rurais.

    Em novembro de 2013, o governo relaxou a política para tentar conter o envelhecimento da população. Entretanto, a flexibilização atraiu menos interessados do que o governo e especialistas chineses esperavam.

    A permissão para ter um segundo filho se aplicava a casais em que um dos pais é filho único.

    Segundo a mídia estatal, cerca de 30 mil famílias em Pequim se candidataram a ter um segundo filho, o que representa 6,7% das que poderiam pedir a autorização.

    A administração local afirmou em janeiro que esperava 54,2 mil nascimentos a mais por ano em virtude do relaxamento das regras.

    O alto custo de ampliar a família é apontado pela maioria como o motivo para desistir da ideia.

    Usuários do serviço de microblog chinês Weibo, em geral, elogiaram o fim da política do filho único, mas muitos afirmaram que não optariam por uma segunda criança.

    “Eu não consigo nem custear a criação de um filho, imagina dois”, escreveu um usuário.

    DESEQUILÍBRIO

    A controvertida política do filho único causou um desequilíbrio demográfico e agravou o problema do envelhecimento da população da China.

    Em 2007, havia seis adultos economicamente ativos para cada aposentado. Até 2040, segundo projeções, essa proporção deve cair a dois para um.

    Além disso, há o impacto social negativo, como a discriminação de gênero.

    Como meninos são preferidos, aumentou a prática do infanticídio de meninas no país.

    Por esse motivo, os médicos são proibidos de revelar o sexo do bebê durante a gravidez.

    Gráfico: Envelhecimento da população chinesa

     

  • 26out

    OPERA MUNDI – UOL

     

    Daniel Scioli e Mauricio Macri vão disputar segundo turno inédito na Argentina

     

    Pela primeira vez desde que a democracia foi restabelecida no país, eleição presidencial será decidida no segundo turno

     

    Atualizada às 8h40

    Os candidatos Daniel Scioli (Frente para a Vitória), candidato do kirchnerismo, e Mauricio Macri (Cambiemos), de oposição, vão disputar um inédito segundo turno nas eleições presidenciais da Argentina, mostraram os resultados divulgados na madrugada desta segunda-feira (26/10).

    Com 97,12% dos votos apurados, os resultados eram:

    – Daniel Scioli (FpV): 36,86%
    – Maurício Macri (Cambiemos): 34,33%
    – Sergio Massa (Una): 21,34%
    – Nicolás del Caño (Frente de Esquerda): 3,27%
    – Margarita Stolbizer (Aliança Progressista): 2,54%
    – Adolfo Rodríguez Saá: 1,67%

    Dessa forma, haverá segundo turno porque, segundo a Constituição do país, para vencer de forma direta, o candidato deve superar 45% dos votos ou ter mais de 40% e uma diferença de 10 pontos em relação ao segundo colocado.

    O segundo turno está previsto para o dia 22 de novembro.

    Agência Efe

    Daniel Scioli (esq.) e Mauricio Macri vão disputar segundo turno na Argentina

     

    Quem é Scioli

    Governador da Província de Buenos Aires desde 2007, Scioli é conhecido por sua flexibilidade – conseguiu lidar com setores extremamente distintos do peronismo, representados pelos ex-presidentes Carlos Menem (1989-1999), Eduardo Duhalde (2002-2003) e Néstor Kirchner (2003-2007).

    Esportista, sofreu um acidente quando dirigia seu catamarã em 1989, no delta do rio Paraná. No episódio, perdeu o braço direito, fato que gerou ampla comoção nacional. Com uma prótese, voltou a pilotar e consagrou-se oito vezes campeão mundial.

    Após se aproximar de Menem, foi eleito deputado pelo Partido Justicialista e, durante o breve governo de Adolfo Rodríguez Saá (2001), foi secretário de Turismo, cargo que manteve durante a administração de Eduardo Duhalde (2002-2003). Em 2003, assumiu como vice-presidente na gestão de Néstor Kirchner.

    Quem é Macri

    Principal figura oposicionista ao kirchnerismo, Maurício Macri (do partido Cambiemos), tornou-se prefeito de Buenos Aires em 2007. Em julho deste ano, seu chefe de gabinete, Horacio Rodríguez Larreta, tomou seu posto à frente da capital argentina, em uma disputa acirrada que serviu de termômetro para a popularidade de Macri na disputa pela presidência.

    Entretanto, a carreira política do segundo colocado teve propriamente início em 2005, quando foi eleito deputado da nação argentina. Ele é frequentemente associado à figura de principal adversário do partido governista, o FpV (Frente para a Vitória), embora já tenha dito, em entrevista à rádio Mitre, que não se sente “antikirchnerista”.

    No âmbito econômico, Macri – que faz parte da coalizão PRO (Proposta Republicana) – defende, entre outras coisas, a redução do gasto público e a diminuição da ação do Estado na economia; a realização de uma reforma cambiária para a livre flutuação da moeda e a reforma fiscal.

    ‘Duas visões de Argentina’, diz Scioli

    Em discurso concedido uma hora antes do resultado oficial das eleições – quando ainda havia grande expectativa sobre a possibilidade de o pleito ser resolvido já em um primeiro turno Scioli agradeceu o apoio dos eleitores e pediu o voto dos indecisos e dos independentes.

    “Existem duas visões de presente e futuro na Argentina e nossa prioridade são os humildes, os trabalhadores e a classe média. A mudança tem que serguir adiante”, ressaltou o candidato kirchnerista, em clara referência a seu rival, Mauricio Macri, cuja ideologia política se encontra à direita.

    Ainda em relação ao candidato opositor, Scioli ressaltou que se fosse por Macri, que era prefeito da cidade de Buenos Aires, não haveria no país a AUH – espécie de Bolsa Família -, a YPF (empresa petroleira do país), nem a Aerolíneas, companhia de aviação.

    Scioli também voltou a ressaltar algumas de suas promessas de campanha, como a isenção do imposto de renda para todos os trabalhadores e aposentados que ganhem menos de 30 mil pesos (cerca de R$ 12 mil), a continuação da recuperação das ferrovias do país, a manutenção dos programas sociais implementados nos últimos anos, a busca da soberania energética e o compromisso de seguir lutando contra os chamados fundos abutres.

    Em uma menção ao papa Francisco, ressaltou: “vou trabalhar para que todos tenham Teto, Terra e Trabalho”. 

    ‘Política do país mudou’, diz Macri

    “O que se sucedeu hoje muda a política do país”, declarou Macri ao saber que disputa irá para o segundo turno. 

    Durante discurso na sede do partido Cambiemos, Macri buscou apoio dos eleitores dos outros quatro candidatos perdedores, como Sergio Massa, da UNA (Unidos por uma Nova Argentina) e a progressista Margarita Stolbizer, afirmando que vai agora “trabalhar para ganhar sua confiança”. 

    Tentando também apoio de camponeses e operários, o líder conservador ainda disse que “aprendeu a luta pelos direitos dos trabalhadores que levou adiante o peronismo ao longo de sua história”. 

    “Sabemos como estão nossos produtores agropecuários, mas dentro de pouco tempo vamos poder colocar o país em marcha. Isso se estende por todo país: quero a inclusão dos que pensam de forma distinta e esse é o desafio que temos que assumir”, concluiu.

  • 22out

    VEJA.COM

     

    Comediante deve ser eleito presidente do país no próximo domingo

     

     

    O humorista Jimmy Morales, de 46 anos, tem 67,9% das intenções de voto dos guatemaltecos

     

     

    Jimmy Morales
    O comediante Jimmy Morales, da Guatemala (YouTube/Reprodução)

     

    O ator e comediante Jimmy Morales, de 46 anos, pode ser eleito presidente da Guatemala no próximo domingo, dia 25.

    Com 67,9% das intenções de voto, o humorista e empresário deve vencer o segundo turno das eleições presidenciais do país, que vai disputar com a ex-primeira-dama Sandra Torres.

    O candidato da Frente de Convergência Nacional (FCN-Nación), que não tem nenhuma experiência política, atende à busca do eleitorado por alguém de fora do sistema, em um momento de repúdio dos guatemaltecos à corrupção da classe política tradicional.

    No início de setembro, o então presidente Otto Pérez Molina, acusado de liderar uma rede de corrupção no país, renunciou ao cargo.

    Molina e ex-vice-presidente Roxana Baldetti, que também renunciou por envolvimento no esquema, estão presos à espera de julgamento.

    A oponente de Morales, a ex-primeira-dama guatemalteca Sandra Torres, do partido Unidad Nacional de la Esperanza (UNE), conta com 32,1%, de acordo com a pesquisa da empresa Pro Datos.

    Mais de 7,5 milhões de guatemaltecos devem comparecer às urnas neste domingo.

    No primeiro turno, realizado em 6 de setembro, Jimmy Morales ficou em primeiro lugar, com 24%, seguido de Sandra, com 19%.

    O candidato à presidência da Guatemala, Jimmy Morales
    O candidato à presidência da Guatemala, Jimmy Morales(VEJA.com/Reuters)

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