• 14set

    AFP

     

    Maior greve em 12 anos gera caos em Paris contra reforma da Previdência

     

    Dez das 16 linhas de metrô da cidade não funcionaram nesta sexta-feira; grandes engarrafamentos são registrados pela cidade

     

    Greve causou engarrafamentos na capital francesa e levou diversas pessoas a optarem por meios de transporte alternativos Foto: MARTIN BUREAU / AFP
    Greve causou engarrafamentos na capital francesa e levou diversas pessoas a optarem por meios de transporte alternativos Foto: MARTIN BUREAU / AFP
    Os parisienses viveram uma sexta-feira caótica devido a uma greve nos transportes públicos da cidade — a maior em 12 anos — para protestar contra a reforma da Previdência preparada pelo governo do presidente Emmanuel Macron .

    Dez das 16 linhas do metrô de Paris não funcionaram nesta sexta-feira, deixando as outras seis bastante congestionadas.

    As linhas de ônibus da cidade também circulavam em número reduzido, enquanto grandes engarrafamentos de 235 quilômetros, mais que o dobro do normal, foram registrados na região metropolitana parisiense.

    Segundo o jornal Le Parisien, o requerimento legal para que o setor de transportes mantenha um nível mínimo de serviço — legislação estabelecida após grandes greves que aconteceram em 2007 — não estava sendo respeitado.

    Profissionais como advogados, funcionários de companhias aéreas e do setor de saúde convocaram mais paralisações para a segunda-feira.

  • 15jul

    PARANÁ PORTAL/MARIANA OHDE

     

    Servidores decidem suspender greve no Paraná

     

    Os servidores estaduais do Paraná decidiram, em Assembleia, na Praça Nossa Senhora de Salete, em Curitiba, na manhã deste sábado (13), suspender a greve do funcionalismo.

    As categorias estavam de braços cruzados desde o dia 25 de junho. A decisão acontece após uma proposta do governo do Paraná, apresentada nesta sexta-feira (12).

    Pela última proposta apresentada, o índice de 4,94% referente a inflação de abril de 2018 a maio de 2019, será parcelado, sendo pago 2% em janeiro de 2020, 1,5% em janeiro de 2021 e 1,5% em janeiro de 2022.

    Na proposta anterior, o governo havia proposto 0,5% em outubro de 2019, 1,5% em março de 2020 e condicionou a possibilidade de pagar o restante, em 2021 e 2022, ao crescimento da receita corrente líquida.

    Mais de 2 mil servidores se reuniram em assembleia em frente ao Palácio Iguaçu.

    A proposta não agradou a categoria, mas, mesmo assim, foi definido pela suspensão do movimento.

     “A maioria compreendeu que a greve foi um movimento vitorioso pela organização da categoria e a unidade dos servidores. Discordamos dos números do governo e vamos continuar acompanhando a evolução da receita que já apresenta crescimento”, avalia o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão.

    Uma nova assembleia ficou definida para o dia 10 de agosto, logo após o retorno do recesso da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

    Segundo a APP, o objetivo será acompanhar o projeto sobre a reposição salarial e o andamento de outros pontos das negociações. Caso eles não sejam efetivados, a categoria pode aprovar o retorno à greve.

    O Palácio Iguaçu também anunciou a realização de concursos públicos. Serão selecionados 2.560 policiais militares, 400 policiais civis (50 delegados, 50 papiloscopistas e investigadores), 96 peritos e médicos para a Polícia Científica, 1.269 agentes de cadeia, 400 profissionais da Saúde, 80 para a Agência de Defesa Agropecuária e 988 professores.

    O calendário de contratações não foi anunciado pelo governo.

  • 13jul

    CONTRAPONTO/CELSO NASCIMENTO

     

    Veja na íntegra a proposta do governo aos servidores

     

    Após semanas de negociações, o governo do estado considera que chegou a um acordo com os servidores a respeito da data-base e algumas outras reivindicações, para pôr fim à greve de diversas categorias iniciada em 25 de junho.

    A proposta final foi apresentada ao Fórum das Entidades Sindicais do Paraná (FES) na noite desta sexta-feira (12) segundo a qual 2% da reposição será paga em janeiro e, além disso, haverá possibilidade de reposição dos dias paralisados sem desconto no salário.

    O texto foi costurado pelo chefe da Casa Civil, Guto Silva, e pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Hussein Bakri.

    O deputado entregou a proposta em mãos aos coordenadores do FES e ao deputado Professor Lemos (PT), no Gabinete da Liderança do Governo.

    “Sempre afirmei que, na base do diálogo, chegaríamos a bom termo para ambos os lados. Negociamos com os servidores à exaustão dentro do princípio de manter responsabilidade com as contas do estado e, ao mesmo tempo, valorizar o funcionalismo.

    Neste sábado (13), a APP-Sindicato fará assembleia para decidir se acatará a proposta do governo ou optará pela continuidade da greve por discordar dos seus termos.

    O Fórum das Entidades Sindicais (FES) também submeterá o texto à assembleia das categorias.

    Veja a íntegra do documento:

     

  • 12jul

    PARANÁ PORTAL/ANGELO SFAIR

     

    Irredutível, Ratinho Junior não deve apresentar nova proposta aos grevistas

     

    ratinho junior nova proposta aos servidores greve data-base Foto Rodrigo Félix LealANPr

    O governador do Paraná Ratinho Junior (PSD) se reuniu nesta quinta-feira (11) com a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa (Alep) para discutir a greve dos servidores estaduais.

    No entanto, não houve avanço nas negociações. O chefe do Executivo disse aos deputados que não deve apresentar uma nova proposta aos grevistas.

    Assim, de acordo com os servidores, a greve continua por tempo indeterminado. Com salários congelados há quatro anos e uma defasagem nos vencimentos que chega a 17%, dezenas de categorias cruzam os braços há 17 dias, desde 25 de junho.

    Os sindicatos exigem pelo menos o reconhecimento da data-base, calculada em 4,94% pelo índice IPCA.

    Duas propostas já foram recusadas pelas entidades que representam trabalhadores da Educação, Segurança Pública, Saúde, Agricultura e Abastecimento.

    A primeira oferta de Ratinho Junior foi de um reajuste de 0,5% em outubro e 1,5% em 2020.

    Depois da recusa, o Palácio Iguaçu ofereceu um reajuste inicial de 2%, mas só a partir de janeiro.

    De acordo com interlocutores envolvidos no impasse entre servidores e governo, Ratinho Junior também pretende manter punições com descontos e lançamentos das faltas dos grevistas.

    O governador teria indicado também a manutenção das mudanças nas contratações dos servidores temporários (regime PSS), passando a aplicar provas em vez de considerar a experiência.

    Servidores discutem rumos da greve, mas pedem nova proposta a Ratinho Junior

    A coordenação do Fórum das Entidades Sindicais (FES) vai se reunir nesta sexta-feira (12) com lideranças do governo estadual.

    Os representantes do funcionalismo público vão reiterar o pedido para que Ratinho Junior escreva e formalize uma nova proposta aos grevistas.

    O FES confirma, ainda, a manutenção da greve por tempo indeterminado. Alguns sindicatos, como a APP – que representa professores e trabalhadores em Educação – convocaram assembleias gerais para o sábado (13).

    No entanto, o comando de greve orientou as entidades para que mobilizem os servidores e intensifiquem os atos.

  • 28jun

    PARANÁ PORTAL/PEDRO RIBEIRO

     

    Para Ratinho Junior, a greve não é o início de diálogo. A greve é o último recurso”

     

     

    “A greve não é o início de diálogo. A greve é o último recurso”. Este é o pensamento e posição firmada pelo governador do Estado, Ratinho Junior, ao se referir ao movimento grevista dos funcionários públicos, iniciado nesta terça-feira (25).

    Sensível à situação dos servidores, liderados pelos professores e incluindo os policiais militares e civis, o governador, embora tenha afirmado que não pode, por questões da Lei de Responsabilidade Fiscal e falta de caixa, conceder o reajuste, volta a sustentar que sempre esteve aberto ao diálogo.

    O que as lideranças do movimento de paralisação afirmam é que o governador não participou de nenhuma reunião das diversas realizadas sobre a questão da reposição de 4,94% da inflação e do reajuste data-base.

    Em relação ao que chamam de “desprezo” por parte de Ratinho Junior, o Palácio Iguaçu justifica que em todos os encontros foram enviados assessores e técnicos das respectivas áreas para encontrar uma saída boa para os dois lados, inclusive o próprio vice-governador Darci Piana teria participado de encontros.

    O que o governador tem que ter, em mãos, são informações passadas por seus assessores traçando um quadro sobre a situação, o que aconteceu.

    Diante disso, a recusa, no momento, pelo reajuste, mas nunca pelas negociações e diálogo, informam fontes do Palácio Iguaçu.

    “Não posso conceder reajuste agora, mas estamos estudando e quem sabe daqui a um mês, dois meses ou até um ano aí poderemos atender. É questão econômica e de lei fiscal”, justificava o governador.

    Agora, com a greve, o governador ainda insiste em manter o diálogo.

    Sobre as informações de que o governador Ratinho Junior teria cancelado encontro com lideranças do movimento grevista, publicado em alguns jornais e sites, o Palácio Iguaçu informa que Ratinho Junior nunca marcou agenda, portanto, não tinha como cancelar.

    O que sabemos, por fontes da Polícia Civil, que o governador, através de sua assessoria, pediu um prazo para negociação, o que foi aceito.

    Já o Fórum de Entidades Sindicais que comanda o movimento dos servidores públicos não teria recebido nenhum sinal de fumaça ou bandeira branca do Palácio Iguaçu. Portanto, optaram pela paralisação, o que não agradou o governador.

    Quando assumiu o Governo do Estado, dia primeiro de janeiro de 2019, o então deputado estadual, Ratinho Junior (PSD, sabia que teria um grande desafio pela frente, principalmente em relação à sua casa, a Assembleia Legislativa, onde impera o jogo político de acordos e alianças.

    Isto é histórico no país e funciona em maior grau de intensidade no Congresso Nacional. Depois das costuras, amarras com partidos, lideranças políticas do Estado e ataques da oposição, Ratinho Junior chegou ao Palácio Iguaçu.

    Agora, depois de promover reformas e enxugamento da máquina, com o objetivo de colocar o Estado nos trilhos do crescimento e desenvolvimento, o governador anunciou investimentos de R$ 40 bilhões para os próximos três anos e geração de 500 mil empregos.

    Desses 40 bilhões, perto de R$ 34 bilhões são de renúncia fiscal, com o apurou a reportagem do Paraná Portal.

    Ratinho Junior enfrenta, portanto, seu primeiro grande desafio: greve dos professores (servidores públicos). É possível que ela já tinha conhecimento antecipado de que isso iria acontecer, pois acontece em todos os inícios de governo.

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