• 07jun

    G1.GLOBO

     

    Lula, Palocci e Paulo Bernardo viram réus acusados de receber propina da Odebrecht

     

    Juiz de Brasília também aceitou denúncia contra o empresário Marcelo Odebrecht. Caso envolve suposto pagamento de propina da Odebrecht em troca de favorecimento do governo federal

     

    Ex-presidente Lula passou a ser réu em mais uma ação penal — Foto: Reprodução/JN

    Ex-presidente Lula passou a ser réu em mais uma ação penal — Foto: Reprodução/JN

     

    O juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réus o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ex-ministros Antônio Palocci e Paulo Bernardo e o empresário Marcelo Odebrecht.

    Na acusação em que se tornaram réus nesta quarta-feira (50), Lula, Palocci e Paulo Bernardo são suspeitos de terem recebido propina da construtora Odebrecht em troca de favores políticos.

    Segundo a acusação, a empreiteira prometeu a Lula, em 2010, R$ 64 milhões para ser favorecida em decisões do governo. De acordo com o Ministério Público Federal, o dinheiro teria sido colocado à disposição do PT.

    Condenado em duas ações penais nas quais ainda cabem recursos, Lula é réu, atualmente, em sete processos. Em um desses processos, é suspeito de tráfico de influência no BNDES para beneficiar a Odebrecht.

    Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que está à frente da defesa de Lula, afirmou que o ex-presidente “jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem indevida antes, durante ou após exercer o cargo de presidente da República (leia a íntegra do comunicado ao final desta reportagem).

    Responsável pela defesa de Paulo Bernardo, a advogada Verônica Abdalla Sterman disse que ainda não foi notificada e que só irá se pronunciar após se atualizar da decisão.

    Já o advogado Tracy Reinaldet, que atua na defesa de Palocci, afirmou que o ex-ministro “irá colaborar com a Justiça para o amplo esclarecimento dos fatos que são objeto da denúncia”.

    A TV Globo e o G1 ainda não conseguiram localizar a defesa de Marcelo Obebrecht. Em abril do ano passado, quando a Procuradoria-Geral da República havia apresentado a denúncia, a defesa do empresário disse que ele estava à disposição da Justiça para ajudar “no que for necessário”.

    Tráfico de influência

    A denúncia do Ministério Público afirma que uma das contrapartidas solicitadas pela Odebrecht seria interferência política para elevar para US$ 1 bilhão um empréstimo concedido a Angola pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    Após a concessão do empréstimo, a construtora brasileira, que havia sido contratada pelo país africano, captou parte dos valores obtidos junto ao BNDES. A liberação do financiamento foi assinada por Paulo Bernardo, que, à época, era ministro do Planejamento.

    A TV Globo teve acesso à decisão que tornou Lula, Palocci, Paulo Bernardo e Marcelo Odebrecht reús. No despacho assinado nesta quarta, o juiz destacou que “a peça acusatória está jurídica e formalmente apta e descritiva” e, inclusive, contém vídeos, mensagens de e-mails, planilhas, relatórios policiais e outros documentos.

    >>> Veja abaixo as acusações contra cada um dos réus:

    • Núcleo político: De acordo com a denúncia, Lula, Palocci e Paulo Bernardo teriam praticado, em 2010, o crime de corrupção passiva ao aceitarem propina de US$ 40 milhões (correspondente a R$ 64 milhões) para aumentarem a linha de crédito para financiamento de exportação de bens e serviços entre Brasil e Angola em benefício da Odebrecht. O governo Lula, segundo os procuradores da República, teria autorizado a concessão de empréstimo de US$ 1 bilhão ao país africano.
    • Núcleo empresarial: Conforme a acusação, o empresário Marcelo Odebrecht teria praticado, em 2010, o crime de corrupção ativa ao prometer e pagar os US$ 40 milhões ao núcleo político em troca do aumento do crédito oferecido pelo BNDES a Angola.

    Leia a íntegra da nota divulgada pela defesa de Lula:

    NOTA – DEFESA LULA

    A abertura de uma nova ação penal contra o ex-presidente Lula pelo uso deturpado da teoria do domínio do fato reforça o uso perverso da lei e dos procedimentos jurídicos para fins políticos, o “lawfare”.

    Lula jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem indevida antes, durante ou após exercer o cargo de Presidente da República.

    A acusação parte da inaceitável premissa de se atribuir responsabilidade penal ao Presidente da República por decisões legítimas tomadas por órgãos de governo — que no caso concreto, é a abertura de linha de crédito do BNDES para Angola em 2010 a partir de deliberação do Conselho de Ministros da CAMEX.

    Lula sequer foi ouvido na fase de investigação, uma vez que claramente não tem qualquer relação com os fatos. Seu nome somente foi incluído na ação com base em mentirosa narrativa apresentada pelo delator que recebeu generosos benefícios para acusar Lula.

    Cristiano Zanin Martins

  • 03jun

    CONEXÃO POLÍTICA

     

    Bia Kicis: “A estranha morte do MC Reaça”

     

    Reprodução / Internet

    Na madrugada deste domingo, após o Conexão Política informar a morte do Tales Volpi – o MC Reaça – a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) comentou sobre o caso.

    Para ela, a morte do cantor, a princípio, se configura como algo estranho e complexo.

    “A estranha morte do MC Reaça”, escreveu a deputada.

    Ela completou:

    “Segundo amigos que estiveram com ele na Paulista dia 26, ele estava feliz e cheio de planos.”

    Bia também disse que, segundo a advogada do Tales, algumas informações que estão circulando na Internet não procedem.

    “Sua advogada afirma que estão inventando que ele sofria de depressão, o que não é verdade”, destacou.

    De acordo com as últimas informações enviadas ao Conexão Política, o MC Reaça teria sido encontrado enforcado.

    O músico tinha 26 anos e ficou conhecido nacionalmente após gravar jingles a favor das manifestações contra a ex-presidente Dilma Rousseff e em apoio a candidatura de Jair Messias Bolsonaro em 2018.

    Ativista engajado nas manifestações de rua, Tales Volpi era um crítico ferrenho dos políticos corruptos e do Supremo Tribunal Federal (STF).

  • 26maio

    TWITTER

    https://twitter.com/accarvalho128/status/1132375006346928128

  • 26maio

    TWITTER

     

    https://twitter.com/GusmaoZilma/status/1132427301805862912

  • 20maio

    RODRIGO CONSTANTINO/GAZETA DO POVO

     

    BOLSONARO APOSTA NO TUDO OU NADA DA RUPTURA INSTITUCIONAL: VAI DAR CERTO?

     

    O ambiente político brasileiro está contaminado pelo cansaço de muitos com o que se chama establishment. A indignação é compreensível e mesmo legítima, mas o uso que o bolsonarismo faz dela é no mínimo arriscado.

    O establishment do bolsonarismo virou as elites do petismo. O autor do texto que o presidente divulgou sobre o país ser ingovernável é da CVM.

    Establishment? Sergio Moro era juiz. Establishment? Mentes binárias ignoram nuances…

    Bolsonaro, que foi deputado do baixo clero por quase 30 anos e tem os três filhos na esteira do seu nome como políticos, inclusive um vereador que pensa ser ministro e nunca está em sua função e outro que é senador com fortes indícios de praticar a “rachadinha” no seu gabinete, é o grande líder ético inimigo do tal establishment; mas críticos que nunca quiseram trabalhar em governo na vida, que têm diferentes empregadores na iniciativa privada, que sempre pregaram menos estado, viram ícones do “centrão” fisiológico e do tal establishment, só porque não concordam com a postura radical do bolsonarismo, que julgam suicida.

    Como liberal-conservador, considero os MEIOS mais importantes do que os fins. Todo autoritário apela para seu “fim nobre” para justificar o autoritarismo.

    Os nacional-populistas influenciados por Steve Bannon alegam que estamos numa guerra cultural (verdade) para defender o direito de usar os MESMOS MÉTODOS dos inimigos de esquerda, mas isso é inaceitável para conservadores.

    Afinal, seria uma vitória de Pirro. Se vamos virar socialistas com sinal trocado, então já perdemos, e o conservadorismo já era.

    Temos visto muita falácia do espantalho, quando se ataca um inimigo imaginário, ou uma falsa dicotomia: se você discorda dos métodos revolucionários e populistas dos olavistas, então você está satisfeito com as instituições, defende Rodrigo Maia e o Congresso e adora Dias Toffoli e o STF.

    Besteira! Os liberais e conservadores que estão contra esse “protesto governista” repudiam o fisiologismo também, mas entendem que as soluções precisam ocorrer de dentro do sistema, não por meios revolucionários.

    Quem não aceita essa visão se mostra intolerante e arrogante, ao falar como se fosse a única “direita verdadeira”. Mais humildade faria bem a essa turma…

    A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), conhecida por ter sido uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, publicou uma série de mensagens no Twitter na qual afirma ser contra as manifestações que estão sendo convocadas para apoiar o presidente Jair Bolsonaro no dia 26 de maio.
    Para ela, se as ruas estiverem vazias, Bolsonaro perceberá que terá de parar de “fazer drama” para trabalhar.

    “Pelo amor de Deus, parem as convocações! Essas pessoas precisam de um choque de realidade. Não tem sentido quem está com o poder convocar manifestações! Raciocinem! Eu só peço o básico! Reflitam!”, escreveu.

    “Àqueles que amam o Brasil, eu rogo: não se permitam usar! Não me calei diante dos crimes da esquerda, não me calarei diante da irresponsabilidade da direita”, afirma também.

     “O presidente foi eleito para governar nas regras democráticas, nos termos da Constituição Federal. Propositalmente, ele está confundindo discussões democráticas com toma-lá-dá-cá”, escreveu.

    Essa convocação de ala do bolsonarismo, que atua constantemente como se fosse oposição mesmo no poder, atacando todas as instituições e o establishment, acabou rachando o que restava da direita.

    O MBL, que se colocou contrário a essa estratégia um tanto revolucionária, foi massacrado nas redes sociais por bolsonaristas, que não querem conversa ou articulação com o Congresso, o que já consideram corrupção, mas tampouco explicam como esse caminho rebelde vai efetivamente ajudar a aprovar as reformas.

    O fato é que o clima anda tenso, e esse parece um resultado inevitável da estratégia adotada pelo presidente: a do combate direto contra a “velha política”.

    O que vai sair desse embate só o tempo dirá. Mas já há quem compare a situação com aquela de Jânio Quadros ou mesmo Collor, que convocou o povo às ruas, mas acabou isolado. Emoções fortes à frente, sem dúvida…

    O clima político brasileiro está cada vez mais tenso e polarizado, como se fosse uma final de futebol. Cada um se mostra apaixonado por seu time, sem qualquer possibilidade de buscar compreender os argumentos do outro lado. 

    André Guedes comentou: “Essa ressignificação das palavras é o primeiro sintoma de que padecemos de uma doença grave. Percebo que as pessoas acham que MODERAÇÃO ou qualquer termo que denote algum equilíbrio de julgamento é sinônimo de centro político/isentão. Quem faz isso assume o próprio radicalismo.”

    Não concordo com a postura de ala do bolsonarismo, que investe pesado na “pressão das ruas” para conseguir impor sua pauta. Também me desagrada muita coisa que vem do nosso Congresso, mas é preciso lembrar que os deputados ali foram eleitos e representam parcela da população.

    As mudanças democráticas são mais lentas do que gostaríamos, mas a alternativa de seguir por uma concentração de poder no líder populista “amado” pelo povo costuma terminar muito mal. Ao expor esse raciocínio, passei a atrair a fúria da militância virtual bolsonarista.

    Mas lembro de Edmund Burke, o “pai do conservadorismo”, para reforçar a ideia de que há uma maioria silenciosa que tem sua voz abafada pelos gritos das minorias organizadas e estridentes: 

    “Porque meia dúzia de gafanhotos sob uma samambaia faz o campo tinir com seu inoportuno zumbido, ao passo que milhares de cabeças de gado repousando à sombra do carvalho inglês ruminam em silêncio, por favor, não vá imaginar que aqueles que fazem barulho são os únicos habitantes do campo; ou que logicamente são maiores em número; ou, ainda, que signifiquem mais do que um pequeno grupo de insetos efêmeros, secos, magros, saltitantes, espalhafatosos e inoportunos.”

    Deixo à guisa de conclusão para a reflexão dos leitores: o grupo de “comunistas vendidos traidores” só aumenta.

    Já conta com os de sempre, além de Janaina Paschoal, Joice Hasselmann, Lobão, eu, Carlos Andreazza, a turma do MBL, o humorista Joselito Muller, os militares e quem mais ousar discordar de uma vírgula da ala mais radical do bolsonarismo.

    Pergunto: isso é uma forma de agregar? Isso contribui para construir pontes? Se a “direita verdadeira” afasta cada vez mais gente de direita, não é indício de que há algo de errado com essa postura intransigente ou fanática?

    O universo dos “puristas” tende a nulo, eis o ponto. Eventualmente quem tiver alguma independência vai esbarrar numa bandeira que rejeita, e isso será o suficiente para se tornar o mais novo herege.

    A quem interessa essa mentalidade? Ao governo? À direita? Ao Brasil?

    Rodrigo Constantino

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