• 17nov

    DIÁRIO DO PODER

     

    Posse de Bolsonaro terá desfile em carro aberto e coquetel

     

    Quem quiser assistir ao evento de perto deverá ter uma vista mais privilegiada do presidente eleito da Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto

     

    Na data da posse, Bolsonaro estará se recuperando da cirurgia que fará para a retirada da bolsa de colostomia. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

     

    Um coquetel de recepção no Itamaraty e não um banquete, além de desfile em carro aberto, com a primeira dama Michelle, no tradicional Rolls Royce, são algumas definições tomadas na última semana para a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, em 1º de janeiro.

    Só a chuva, comum nessa data em Brasília, poderá mudar esses planos. Também foi retirada da programação a cerimônia ecumênica, que inicialmente surgiu entre as possibilidades.

    Pelo roteiro desenhado para a posse, o futuro vice-presidente da República, general Hamilton Mourão e a mulher Paula Mourão também farão em carro conversível o percurso entre a Catedral e o Congresso onde, na primeira parte da cerimônia, serão empossados e, depois, do Congresso ao Palácio do Planalto.

    Só a última etapa, do Planalto ao Itamaraty, deverá ser feita em carro fechado.

    Apesar de não fazer parte do protocolo da posse, definido em decreto de 1972, a realização de uma cerimônia religiosa ecumênica chegou a ser discutida, mas nas últimas semanas foi descartada pela condição de saúde do presidente eleito.

    Na data da posse, Bolsonaro estará se recuperando da cirurgia que fará para a retirada da bolsa de colostomia, colocada na área externa do abdômen.

    A expectativa é de que a operação ocorra 15 dias antes da posse e, por isso, ele estará se recuperando.

    Caso a retirada da bolsa não seja possível, os cuidados com o presidente eleito terão que ser ainda maiores.

    Segurança

    Apesar da preocupação extrema com a segurança de Bolsonaro, ele tem dado sinais de querer estar próximo de populares.

    Prova disso foi a mudança de planos na primeira solenidade que participou depois de eleito, a comemoração dos 30 anos da Constituição Federal, no Congresso Nacional.

    Na ocasião, a segurança estava toda preparada para que ele deixasse o plenário da Câmara por uma saída alternativa, mas ele preferiu sair pelo Salão Verde, onde acenou para servidores e colegas parlamentares.

    Na última semana, ao visitar o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Superior Tribunal Militar (STM), Bolsonaro parou para cumprimentar e tirar fotos com servidores que o aguardavam.

    Nos últimos dias, no Rio de Janeiro, o presidente eleito deixou o condomínio onde mora para ir a um caixa eletrônico sacar dinheiro.

    Curiosos

    Quem quiser assistir ao evento de perto deverá ter uma vista mais privilegiada do presidente eleito da Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto.

    De lá, eleitores e simpatizantes de Bolsonaro poderão assistir à transmissão de faixa e ao discurso que ele fará no Parlatório.

    Ainda no Palácio do Planalto, a parte restrita será o “beija mão”, quando presidente, vice-presidente e suas respectivas esposas recebem os cumprimentos de autoridades nacionais e internacionais.

    Ainda na sede do Executivo, Bolsonaro dará posse aos seus ministros.

    Quem optar por ficar na Esplanada dos Ministérios, além da apresentação da Esquadrilha da Fumaça terá que se contentar em ver Bolsonaro rapidamente passando de carro, já que ali a concentração de populares ficará restrita ao imenso gramado atrás da chamada Praça das Bandeiras até a Catedral, sem sistema de som ou telões.

    A exemplo do que é feito quando há manifestações na Esplanada, a população será revistada pela Polícia Militar e objetos como mastros de bandeiras, máscaras, armas, objetos perfurocortantes, explosivos, fogos de artifício, entre outros, serão apreendidos.

    Chefes de estado

    Na complexidade da organização de uma posse presidencial, alguns detalhes anunciados essa semana, como a definição do diplomata Ernesto Araújo como futuro ministro das Relações Exteriores, são fundamentais para os próximos passos do evento.

    “É a partir de uma conversa com ele que serão definidos que chefes de estado serão convidados para a posse”, disse uma fonte.

    Tradicionalmente, os líderes dos países que têm relações diplomáticas com o Brasil são convidados, mas diante de recentes manifestações de Bolsonaro, há dúvidas se líderes como Nicolás Maduro (Venezuela) e Evo Morales (Bolívia), por exemplo, seriam convidados.

    O professor Alcides Costa Vaz, do Instituto de Relações Institucionais da Universidade de Brasília, avalia que as divergências ideológicas não devem se sobrepor à gentileza de envio de um convite, por exemplo.

    “A diplomacia vive de sinais. Não enviar convite seria um sinal de há um problema, um desconforto, algo grave de desentendimento instalado.”

    Para o professor, essa possibilidade é algo a ser evitado, pois como “dono da festa” o presidente eleito tem essa prerrogativa, mesmo que, na prática, isso possa ser um grande constrangimento.

    Convites

    Com a definição do horário da posse para às 15h, os convites estão em processo de confecção e devem ser entregues a partir do dia 1º de dezembro.

    Boa parte deve ser entregue em mãos, o que não for possível, será enviado via Sedex.

    Somente para a cerimônia de posse no Congresso Nacional, serão distribuídos 2 mil convites.

    Para a recepção no Itamaraty, são previstos outros mil convidados.

    Na lista estão autoridades de primeiro escalão do governo, militares de alta patente, chefes de estado, diplomatas, parlamentares e governadores eleitos ou reeleitos de estados.

    A expectativa é de que 60 delegações estrangeiras prestigiem a posse. 

  • 03nov

    DESEMPREGO 2

     

    O ESTADO DE SÃO PAULO

     

    Recessão devolve 3,3 milhões de famílias à classe D/E

     

    Grupos foram afetados pela alta do desemprego e inflação, diz estudo

     

    A recessão derrubou parte da nova classe média, a população da classe C, para a base da pirâmide social.

    Entre 2006 e 2012, no boom do consumo, 3,3 milhões de famílias subiram um degrau, das classes D/E para a classe C, segundo um estudo da Tendências Consultoria Integrada.

    Eles começaram a ter acesso a produtos e serviços que antes não cabiam no seu bolso, como plano de saúde, ensino superior e carro zero.

    Agora, afetadas pelo aumento do desemprego e da inflação, essas famílias começam a fazer o caminho de volta.

    De 2015 a 2017, 3,1 milhões de famílias da classe C, ou cerca de 10 milhões de pessoas, devem cair e engordar a classe D/E, aponta o estudo.

    “A mobilidade que houve em sete anos (de 2006 a 2012) deve ser praticamente anulada em três (de 2015 a 2017)”.

    “Estamos vivendo, infelizmente, o advento da ex-nova classe C”, diz o economista Adriano Pitoli, sócio da consultoria e responsável pelo estudo.

    Para projetar esse número, Pitoli considerou que, entre 2015 e 2017, a economia deve recuar 0,7% ao ano; a massa real de rendimentos, que inclui renda do trabalho, Previdência e Bolsa Família, vai cair 1,2% ao ano, e o desemprego deve dar um salto, atingindo 9,3% da população em idade de trabalhar em dezembro de 2017 – o maior nível em 13 anos.

    Segundo o estudo, a classe C é formada por famílias com renda mensal entre R$ 1.958 e R$ 4.720 e a classe D/E por aquelas com rendimento mensal de até R$1.957.

    “É a primeira queda da classe C em número de famílias desde 2003 e o primeiro ano de crescimento expressivo da classe D/E”, diz Pitoli.

    Só neste ano, a classe D/E vai ser ampliada em cerca de 1,5 milhão de famílias; em 1,1 milhão em 2016 e em 454 mil em 2017.

    “Grande parte dessas famílias está fazendo o caminho de volta, vieram da classe C”, diz Pitoli.

    Mas ele pondera que outra parcela é de novas famílias formadas dentro da própria classe D/E.

    O economista diz que as pesquisas do IBGE, base da projeção, não permitem saber quanto é cada parcela, uma vez que a instituição não acompanha família a família.

    “Mas, naturalmente, a mudança de composição tem a ver com as migrações (de uma classe para outra).”

    Para o economista Mauro Rochlin, professor de MBAs da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os fatores que estariam levando parte das famílias de classe C a retornar ao estrato de origem são a alta impressionante no número de desempregados, o fechamento de vagas, o salário médio real que parou de subir e o crédito mais caro e restrito.

    “Tudo isso conspira a favor da ideia de que estaria havendo essa migração.”

    Maurício de Almeida Prado, sócio-diretor do Plano CDE, consultoria com foco na baixa renda, aponta que a faixa mais vulnerável à recessão é a baixa classe C, uma vez que 50% dela estão na informalidade.

    “A classe média baixa tem maior risco de voltar atrás. Ela tem pouca escolaridade, sente muito a queda da economia pelo emprego informal, quase nenhuma poupança e uma rede de contatos limitada para obter emprego.”

    Na prática

    Myrian Lund, professora da FGV e planejadora financeira, que orienta por meio de um site famílias que precisam reestruturar as finanças, diz que a perda de poder aquisitivo da classe C afeta tanto empregados como desempregados.

    No caso dos empregados, ela diz que estão muito endividados, pois pegaram empréstimo com desconto em folha (consignado).

    Apesar de o juro dessa linha de crédito ser menor, hoje a prestação do financiamento está pesando mais no bolso dessas famílias, já que, em meio à recessão, o salário não terá aumento acima da inflação.

    Para Prado, da Plano CDE, ainda que essas famílias tenham queda de renda, elas configuram uma classe baixa diferente, pela experiência adquirida com a ascensão.

    “É um novo tipo de classe baixa: mais conectada, escolarizada e de certa forma até mais preparada.”

  • 04Maio
    • jan Shrestha/AP

      Equipes de resgate trabalham na remoção de escombros em Katmandu após o impacto do forte terremoto no Nepal

    • Equipes de resgate trabalham na remoção de escombros em Katmandu após o impacto do forte terremoto no Nepal

    A tragédia causada por um terremoto de magnitude de 7,8 graus no último sábado (25) já matou mais de 6.000 pessoas no Nepal.

    Do outro lado do globo, o Brasil parece estar no extremo oposto da situação. Desde as suas primeiras medições sismológicas, nos anos 70, os tremores causaram apenas uma morte no país.

    Mas especialistas ouvidos pelo UOL afirmam que esse histórico não garante que o Brasil jamais sofrerá uma catástrofe semelhante à do país asiático.

    A estabilidade geológica brasileira é explicada pelo país se encontrar afastado das bordas das placas tectônicas do hemisfério Sul.

    Sua posição é no interior de uma dessas placas, ficando assim longe das principais fontes causadoras de tremores.

    Já o Nepal fica no encontro entre a placa tectônica indiana ao sul e a placa eurasiana ao norte.

    A região, conhecida também por abrigar a Cordilheira do Himalaia, é de grande instabilidade e já sofreu com grandes abalos antes, nos anos de 1505 e 1934 — este último causou entre 10 mil e 20 mil mortes.

    O Nepal faz parte de um grupo de países com histórico forte em tremores, como Chile e Japão.

    Os maiores terremotos já registrados no Brasil foram há 60 anos, em 1955.

    Um em janeiro, na Serra do Tombador, em Mato Grosso, de magnitude 6,2; e o segundo em março, na margem continental perto de Vitória (ES), de magnitude 6,1.

    Por sorte, não causaram grandes danos nem vítimas fatais por terem ocorrido em regiões pouco habitadas.

    A única morte causada por tremores aconteceu em Itacarambi (MG) em 2007.

    O tremor com magnitude 4,9 matou uma pessoa, que foi atingida pelos destroços de uma parede. A última grande ocorrência do gênero foi em fevereiro deste ano, em Confresa (MT), com magnitude 4,1.

    Outros Estados que recentemente sofreram abalos foram Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Acre,Amazonas, Ceará e Goiás.

    No entanto, existem alguns caminhos que colocam o Brasil sob um risco, ainda que pequeno, de sofrer consequências sérias em virtude de terremotos.

    O primeiro é que o país já registra uma considerável frequência de tremores de média magnitude nos últimos cem anos. Eles seriam capazes de causar grandes danos materiais e humanos se ocorressem em grandes cidades.

    O segundo é que a população brasileira continua crescendo, e regiões inabitadas que já contaram com tremores podem vir a receber novos terremotos, desta vez com maiores chances de causar tragédias.

    “Não podemos descartar a chance de um terremoto de magnitude 4 ou 5 ocorra perto de uma cidade atualmente populosa. A sismicidade não se altera em 100 ou 200 anos, mas as cidades crescem, a população fica mais exposta e isso sim gera risco”, explica Marcelo Bianchi, professor do departamento de Geofísica da USP (Universidade de São Paulo), uma das três instituições de ensino que integram a rede que mede e estuda a sismologia no país.

    Outro problema é que a situação “confortável” do país neste assunto levou a construções pouco preparadas para receber terremotos, bem como a falta de preparo da população e das equipes de resgate para estes casos.

    “Neste sentido, nas grandes cidades há muitas casas de má qualidade, e um terremoto de magnitude 6 em um centro urbano desses poderia provocar mortes e grandes danos. O Japão é um país mais preparado que o Brasil, mas mesmo assim em Kobe um tremor que nem foi dos maiores destruiu muita coisa”, explica Lucas Barros, professor de sismologia da UnB (Universidade de Brasília), referindo-se àtragédia de 1995 que matou 6.400 pessoas.

    Outro fatores que influenciam na periculosidade do tremor são a geologia do solo do local afetado — quanto mais sedimentado, mais perigoso –, a duração do tremor e o horário em que ocorreu.

    “À noite pode ser mais fatal, pois as pessoas estão em casa dormindo”, destaca Barros.

    USP, UnB e a UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) integram uma rede que monitora todas as atividades sísmicas do Brasil.

    A UnB cuida das regiões Centro-Oeste e Norte; a USP, das Sul e Sudeste; o Observatório Nacional, das regiões litorâneas; e a UFRN, da região Nordeste.

    Esta rede, que foi criada com recursos da Petrobras, possui 80 estações distribuídas por todo o território nacional, mas segundo Barros, está atualmente com falta de recursos e mão de obra.

    “Faltam de oito a dez profissionais para ajudar no nosso trabalho”, aponta.

  • 12abr

    ISTOÉ –  Antonio Carlos Prado e Elaine Ortiz

    Quantas mulheres aparecem na Bíblia e o que elas dizem?
    Foi com essas questões em mente que a reverenda americana Lindsay Hardin Freeman, sacerdotisa da Igreja Episcopal Trindade, debruçou-se durante três anos no projeto inédito de contar todas as palavras ditas por mulheres nas Sagradas Escrituras.
    É a primeira vez que esse tipo de dado foi compilado.

    * 93 mulheres falam na Bíblia

    * 49 delas têm nome

    * 14.056 palavras são ditas por essas mulheres – cerca de 1,1% do texto total

    * 191 foram proferidas por Maria, mãe de Jesus

    * 61 são de Maria Madalena

    * 141 palavras falou Sarah, esposa de Abraão

  • 18out

    VEJA.COM

    A análise social dos dados da Pnad é feita anualmente logo após a divulgação da pesquisa; neste ano, Ipea afirmou que fará a análise só depois das eleições

    Herton Araújo, diretor do Ipea

    Herton Araújo, diretor do Ipea que pediu exoneração nesta sexta (Ipea/Reprodução)

    Uma decisão inédita tomada pela direção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de proibir a publicação de estudos realizados pelos pesquisadores envolvendo dados públicos divulgados entre julho e o fim das eleições presidenciais, deu origem a mais uma crise interna.

    O diretor de estudos e políticas sociais do Ipea, Herton Araújo, colocou seu cargo à disposição por discordar da definição da cúpula do Instituto e, nesta sexta-feira, pediu sua exoneração.

    Disposto a publicar um estudo técnico com dados sobre miséria social no Brasil a partir da mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada há três semanas, Araújo trouxe o assunto à reunião da diretoria colegiada do Ipea, realizada no dia 9 deste mês.

    Ele não conseguiu. A decisão do Ipea foi mantida: estudos somente serão divulgados a partir do dia 27 de outubro, após a realização do segundo turno eleitoral.

    Segundo nota do Ipea “o Sr. Araújo procurou convencer os demais membros do colegiado a rever a decisão, restando vencido”.

    Não se trata do primeiro estudo preso nas gavetas do Ipea. O site de VEJA revelou, em setembro, que o Instituto havia engavetado outro levantamento, desta vez, feito com base nos dados das declarações de Imposto de Renda de brasileiros, e que mostrava que a concentração de renda havia aumentado no Brasil entre 2006 e 2012. 

    A tese, curiosamente, contraria o discurso recorrente dos governos petistas. 

    A credibilidade do Instituto foi colocada em risco em outra ocasião em 2014.

     Levantamento divulgado em março deste ano mostrava que 65% dos brasileiros concordariam total ou parcialmente com a ideia de que mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas.

    O dado correto, divulgado posteriormente, era de 26%. 

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