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  • 13dez

    RENOVA MÍDIA

     

    Estadão alerta para o ‘perigo’ da relação entre Bolsonaro e as rede sociais

     

    As mensagens de Jair Bolsonaro nas redes sociais, segundo editorial do Estadão, representam “o perigo da democracia direta”

     

    Estadão alerta para o 'perigo' da relação entre Bolsonaro e as rede sociais

     

    O jornal “Estadão” publicou um editoral nesta quarta-feira (12) intitulado “O perigo da democracia direta” onde aponta supostos malefícios na estratégia de comunicação do futuro governo.

    Em referência às redes sociais, durante discurso em sua diplomação, o presidente eleito Jair Bolsonaro alertou que “o poder popular não precisa mais de intermediação”.

    Leia um trecho do editorial:

    O presidente eleito anunciou ‘um novo tempo’, em que ‘o poder popular não precisa mais de intermediação’ (…).

    Parece claro que Bolsonaro quis se referir ao fato de que hoje, graças às redes sociais, é possível aos eleitores interagir com os políticos – e exercer pressão sobre eles – de forma direta.

    Mas também parece claro que Bolsonaro está flertando perigosamente com a ideia de democracia direta, em que se dispensam as instituições características do sistema representativo, sobretudo o Congresso.

    Na visão bolsonarista, o ‘poder popular’ pode se confundir com a gritaria do submundo da internet, ambiente onde proliferam notícias falsas e mentiras de toda sorte e onde o diálogo é simplesmente inexistente.

    Ali, tem poder quem grita em letras maiúsculas.

    Bolsonaro reitera, assim, seu repúdio à política tradicional – embora ele mesmo seja um parlamentar com quase três décadas de Câmara.

    Deixa claro, antes mesmo de tomar posse, que considera muito mais democrático o burburinho anônimo e irresponsável das redes sociais do que a discussão formal da política e da administração no Congresso.

    Subjacente a seu discurso está a noção de que nenhum político eleito pelos meios tradicionais representa de fato os anseios populares e que só a mobilização de ruidosa militância, tal como aconteceu nas últimas eleições, é entendida como manifestação da vontade dos cidadãos, à qual todos devem se submeter.

    Com o histórico recente dos editoriais do “Estadão“, o futuro chefe de Estado não deve ter ficado surpreso com o teor do texto acima.

    Em agosto, por exemplo, o jornal da grande mídia classificou eleitores de Jair Bolsonaro como IRRACIONAIS !

  • 27nov

    EDITORIAL / GAZETA DO POVO

     

    Negociata consumada

     

    Temer sanciona o reajuste do STF, e Luiz Fux derruba as liminares do auxílio-moradia, deixando claro em sua decisão o caráter de arranjo de conveniência entre Executivo e Judiciário

     


    Foto- Marcelo Camargo/Agência Brasil
    O presidente Michel Temer decidiu mandar às favas o discurso sobre a importância do ajuste nas contas públicas e sancionou, a poucos dias do prazo limite, o aumento para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que passarão a receber R$ 39,3 mil mensais, contra os R$ 33,7 mil que recebiam até agora.

    O reajuste terá um efeito cascata para todo o Poder Judiciário e o Ministério Público, mas não termina aí.

    Os detentores de outros cargos cujos salários estão atrelados, de alguma forma, aos vencimentos dos ministros do Supremo também serão beneficiados, e alguns funcionários públicos cujas gratificações e outros acréscimos colocavam seus salários acima do teto constitucional, e por isso sofriam um corte chamado “abate teto”, também receberão mais.

    O custo de cerca de R$ 5 bilhões aos cofres públicos estimado para 2019 nem é o aspecto mais absurdo do projeto de lei aprovado no Congresso e sancionado por Temer nesta segunda-feira.

    A sanção é apenas mais um passo de uma negociata costurada entre os chefes do Poder Executivo e do Poder Judiciário, que atrelava o reajuste ao fim do auxílio-moradia pago indiscriminadamente a todos os juízes do país, em parcela de valor fixo, inclusive a todos os magistrados que têm residência própria no local onde trabalham.

    Esse tipo de verba desrespeita flagrantemente a Constituição, pois tem caráter remuneratório, e não indenizatório; uma situação diferente seria a do juiz que, transferido para uma localidade diferente daquela onde reside, precisaria gastar com aluguel ou outra hospedagem e teria essa despesa ressarcida mediante a apresentação de comprovantes – esse, sim, seria um caso de verba indenizatória.

    A contrapartida do Supremo, no entanto, veio de uma forma potencialmente confusa: o ministro Luiz Fux, relator de ações sobre o tema no Supremo, simplesmente derrubou as liminares que ele mesmo havia concedido em 2014, estendendo o pagamento do auxílio-moradia – primeiro, a todos os magistrados da Justiça Federal; depois, a toda a magistratura.

    É com base nessas decisões que o benefício vem sendo pago a todos os juízes do país.

    Mas nem todos os magistrados recebiam a verba amparados pelas liminares.

    Há vários estados em que o pagamento havia sido autorizado por lei aprovada em Assembleia Legislativa – no Paraná, isso ocorreu em fevereiro de 2014, meses antes das liminares de Fux.

    É verdade que, na decisão desta segunda-feira, o ministro deixa claro que “esta decisão não restaura eventual ato normativo estadual ou de outro ente da federação (lei, resolução ou ato de qualquer outra espécie) que autorizava o pagamento do auxílio-moradia, aplicando-se a vedação de pagamento do referido auxílio aos membros da Magistratura, Ministério Público, Defensorias Públicas, Tribunais de Contas, Procuradorias e demais carreiras jurídicas de todos os entes da federação”, mas ainda assim a solução de Fux deixa o flanco aberto a questionamentos dos mais diversos tipos.

    Isso porque, no texto da decisão, o ministro reafirma seu entendimento em favor do pagamento do auxílio-moradia a todos os magistrados que não tenham à disposição uma residência oficial na comarca onde trabalhem, como diz o texto da Lei Orgânica da Magistratura.

    Fux não está mudando de ideia a respeito da natureza do auxílio-moradia; só está revendo a questão devido ao que chama “fato novo de amazônica repercussão” – a sanção do reajuste.

    Todo o caráter de arranjo de conveniência, em que se troca um aumento salarial pelo fim de um benefício, está escancarado ao longo da nova decisão.

    Não surpreenderia se as associações de juízes, que já declararam querer acumular o reajuste e o auxílio-moradia, usassem as próprias palavras de Fux em uma eventual ação judicial.

    Só haverá solução definitiva a respeito do auxílio-moradia quando o assunto for levado ao plenário do Supremo, e o pagamento nos moldes que haviam sido permitidos por Fux for declarado inconstitucional.

    Um projeto de lei de iniciativa do Judiciário, clarificando a questão na Loman, também seria muito desejável, para encerrar de vez as pretensões corporativistas das associações de magistrados.

    Mesmo que isso ocorra, no entanto, nada apagará o fato de que o Supremo só aceitou fazer a coisa certa depois de pedir – e receber – um “resgate” que será pago por todos os brasileiros.

  • 13nov

    BAND JORNALISMO/YOU TUBE

     

  • 30out

    TRIBUNA PR

    Bolsonaro sim, sem margem de erro

     

    Agora chega de hashtags. Nada de fora isso, fora aquilo. Jair Messias Bolsonaro é o novo presidente do Brasil.

    Você votou nele? Não? Talvez tenha sido um dos efusivos defensores da sua proposta de choque na nação.

    Pois, a partir do dia 1º de janeiro, ele estará despachando no Palácio do Planalto representando não apenas os 55% dos que nele votaram, mas todos os mais de 200 milhões de brasileiros, incluindo aí os que nem às urnas foram. E você!

    É hora de unir o país, cicatrizar feridas abertas e torcer pra que Bolsonaro administre a nação como um verdadeiro estadista, preocupado com os principais flagelos da população.

    Andamos para trás nos últimos anos, o que é indiscutível. Muito se debateu se Jair seria a pessoa certa pra assumir essa nave descontrolada.

    Momento

    Bolsonaro conseguiu encarnar a revolta da maioria dos cidadãos contra a corrupção e os partidos que a operam.

    Todos eles. Conseguiu guarida num partido nanico, o PSL. Tinha apenas 8 segundos por bloco no programa eleitoral da TV, e onze inserções ao longo do primeiro turno.

    Pra ter uma ideia, Geraldo Alckmin tinha à disposição 5 minutos e 32 segundos, e mais 434 inserções.

    Sem fundo partidário, sua campanha foi nas mídias sociais, e nas ruas. Onde foi esfaqueado por um maluco.

    Quase morreu e não pôde mais continuar andando por aí.

    Teve um monte de gente discursando contra ele, tachado de homofóbico, fascista, louco de pedra. Como venceu?

    Simples, o povão quis assim. Manteve a temperatura das eleições sempre alta, como não se via há duas décadas.

    É nisso que Jair precisa pensar agora. Já eleito, em seu primeiro pronunciamento, nas mídias sociais, apareceu empunhando a bíblia e a constituição.

    Dois livros que embalam os sonhos dos brasileiros que o escolheram.

    Por mais que assim esteja sendo chamado, Bolsonaro não é um mito.

    Nem pode se considerar um. Ele é, desde já, o comandante da esperança de uma nação inteira.

    O presidente responsável por garantir liberdades, um futuro próspero e de respeito à lei, à ordem e à democracia.

    Boa sorte, Jair.

  • 10ago
    imagem

    EDITORIAL DO ESTADÃO

     

    A única ideologia do PT é a que estiver mais à mão para satisfazer seu projeto de poder

     

    A notícia de que o PT se aliou a vários partidos que apoiaram o impeachment da presidente Dilma Rousseff, publicada pelo Estado, surpreende somente os incautos que ainda acreditam no discurso da pureza ideológica petista.

    Pois a única ideologia do PT é a que estiver mais à mão para satisfazer seu projeto de poder e de aparelhamento de setores fundamentais do Estado.

    Assim, o PT se apresenta hoje como partido de “esquerda” e como líder do “campo progressista” unicamente porque lhe é conveniente, e não por princípio ou convicção.

    O assim chamado “socialismo” petista sobrevive apenas no palavrório de seus fanáticos militantes, pois na prova dos noves, quando exerceu o poder, o PT rapidamente esqueceu seu “socialismo”, julgando ser mais interessante associar-se aos compadres do capital para financiar sua permanência no poder.

    Flagrado com a boca na botija, e com seu demiurgo Lula da Silva na cadeia, o PT inventou o discurso da “perseguição política” e, em torno disso, retomou a verborreia esquerdista que tanto excita desavisados artistas e intelectuais, mas que, na prática, é mera tentativa de dar substância ideológica e sentido histórico ao que não passa de oportunismo barato.

    Esse oportunismo se manifesta explicitamente na formação das alianças do PT nas disputas estaduais. A reportagem mostrou que em seis Estados o partido da defenestrada Dilma Rousseff será cabeça de chapa em candidaturas com legendas que os petistas classificam de “golpistas”.

    Em outros nove, o PT apoiará candidatos cujos partidos também ajudaram a derrubar Dilma.

    É claro que os petistas, diligentes na hora de apontar as contradições dos adversários, já têm na ponta da língua argumentos para justificar seu constrangedor contorcionismo eleitoral.

    Segundo a presidente do PT, Gleisi Hoffman, “não há (contradição) porque estamos deixando claro que eles têm de apoiar Lula” e “ em todos esses casos (de alianças com os ‘golpistas’) tem apoio a Lula”.

    Ou seja, a necessidade de amparar seu encalacrado comandante obriga o PT a engolir seus alardeados princípios e associar-se a partidos e políticos que até outro dia demonizava furiosamente.

    É claro que isso tudo foi embalado pela conhecida retórica embusteira do PT – Gleisi informou que os partidos “golpistas” fizeram “uma autocrítica, inclusive”, razão pela qual estão agora devidamente higienizados e aptos a juntar-se aos virtuosos petistas.

    No Ceará, por exemplo, o PT abriu mão de disputar uma vaga ao Senado para não atrapalhar a campanha à reeleição de Eunício Oliveira (MDB), que votou pelo impeachment de Dilma.

    E o presidente do Senado não decepcionou: “Eu sou eleitor do Lula. Eleições livres são eleições com Lula”, discursou Eunício em evento no dia 7 passado em Fortaleza.

    O PT integra também a coligação do governador de Alagoas e candidato à reeleição, Renan Filho (MDB), filho do senador Renan Calheiros (MDB), outro que votou pelo impeachment de Dilma.

    Mas isso são águas passadas: o senador Renan conta com a popularidade de Lula da Silva para reeleger o filho e, por isso, não se constrange em vir a público para declarar apoio desbragado à “candidatura” do ex-presidente e, ao mesmo tempo, para maldizer o governo de seu correligionário Michel Temer.

    Segundo Gleisi Hoffman, agora Renan é parte do time: “O Renan teve um reposicionamento nessas questões que interessam ao campo progressista e popular”.

    O tal interesse do “campo progressista e popular” foi definido de maneira bem mais singela pelo presidente do PT de Mato Grosso, deputado Valdir Barranco, ao explicar por que o partido está apoiando a candidatura ao governo do Estado do senador Wellington Fagundes (PR), que também votou pelo impeachment de Dilma.

    Segundo Barranco, não foi possível fechar alianças com siglas de centro-esquerda, razão pela qual o PT se viu obrigado a pensar em “suas prioridades”: “A política está em permanente mudança. Neste momento, a melhor tática é essa. Sem o ‘chapão’, não teríamos quociente eleitoral para eleger deputados”.

    Simples assim.

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