• 25fev

    DIÁRIO DO PODER

     

    Venezuelanos na fronteira se questionam como derrubar Maduro sem armas nem equipamentos

     

    Eles não têm nem máscara para enfrentar bombas de gás da repressão

     

    (Foto: reprodução Renova Midia)

     

    Javier riu quando gritaram que os soldados venezuelanos estavam disparando bombas de gás lacrimogêneo.

    Sentado em sua cadeira de rodas, com uma bandeirola da Venezuela presa aos fios crespos que formam um rabo de cavalo, fez troça dos manifestantes que corriam sob o som dos disparos.

    “Isso não faz nada com a gente, é  pouco, já estamos acostumados com o gás”, dizia, equipado com uma dessas máscaras de pintura vendidas em qualquer loja de construção.

    Foi na quarta ou quinta bomba a explodir que Javier achou por bem sair de trás de uma das pilastras que sustentam a ponte Fernando de Paula Santander, que separa a cidade colombiana de Cúcuta e a cidade venezuelana de Ureña.

    Com o ar tomado pelo pó químico a lhe queimar a pele e os olhos, Javier percebeu que não conseguiria sair dali com sua cadeira de rodas a tempo de não sufocar.

    Abandonou as bravatas e decidiu pedir socorro: “Ajuda, ajuda, não consigo me mover”. 

    Foi carregado por um jornalista que acompanhava a cena. A cadeira ficou para trás.

    Poucos minutos depois, cadeira de rodas recuperada, chegou a uma conclusão comum a maioria dos manifestantes que tentam há dois dias romper o cerco dos militares venezuelanos nas pontes que ligam Cúcuta à Venezuela.

    “Sem armas não vamos conseguir. Nem máscaras nós temos, precisamos de equipamento para conseguir abrir passagem para a ajuda humanitária”, dizia, entre uma cusparada e outra, com a boca ainda cheia de saliva causada pelo gás lacrimogêneo.

    Os colegas, concordaram e fizeram eco à demanda do cadeirante que diz ter tomado um tiro em Caracas há dois anos.

    “Precisamos ter algo para lutar, só com pedras não conseguiremos”, dizia Alejandro, um jovem rapaz de 17 anos que se dizia disposto a dar a vida para derrubar Maduro.

    Javier e Alejandro fazem parte de um grupo de algumas centenas de venezuelanos que cruzaram a fronteira na sexta-feira para assistir ao concerto organizado por Richard Branson.

    Eles acreditavam que conseguiriam retornar à Venezuela com os caminhões carregados com comida, remédios e itens de primeira necessidade que os Estados Unidos enviaram para cá como estratégia para pressionar o ditador Nicolás Maduro.

    Esperavam genuinamente ser recebidos de braços abertos pelos soldados.

    “Imaginamos que Guaidó (Juan Guaidó, que se declarou presidente interino da Venezuela) havia feito um acordo com os generais, que seria o fim de Maduro”, me dizia Carlos Rodríguez, um comerciante de San Cristóbal, uma cidade a poucos quilômetros da fronteira.

    Ele, como muitos dos que estão aqui, acreditam que Maduro foi mais inteligente e trocou os soldados por integrantes dos temidos Colectivos, os grupos paramilitares organizados pelo ex-presidente Hugo Chávez, há mais de uma década.

    “Não temos medo dos soldados, eles sofrem como nós. Temos medo dos Colectivos, eles são homens maus, são eles que não deixam os caminhões passar”, diz o jovem Alejandro.

    As teorias criadas nas rodas de venezuelanos que estão impedidos de retornar para suas casas e agora dormem pelas praças e ruas próximas às pontes que unem os dois países reforçam a ideia de que a solução para essa crise é por meio da violência.

    Os grupos que enfrentam os soldados e os Colectivos dizem ser essa a única maneira de conseguir tirar Maduro do poder.

    “Eles reconhecem Guaidó como presidente mas não fazem nada.

    Aqui precisa acontecer o que aconteceu no Panamá, precisamos de uma intervenção”, dizia um jovem que não quis dar seu nome, sobre a Ponte de Urenãs.

    “Se não eles não têm coragem de enfrentar Maduro que nos deem as armas então, porque não temos medo dele”.

    No lado venezuelano, no entanto, o medo parece ter sido a tônica do domingo. Após a dura repressão do regime contra aqueles que tentaram abrir passagem para o comboio com as cargas enviadas pelos Estados Unidos, pouca gente saiu de casa.

    Homens armados e com máscaras rodavam pelas cidades fronteiriças em motocicletas.Uma espécie de toque de recolher informal foi observado em toda a região.

    Michele Garcia, uma jovem de 22 anos que agora não sabe como voltar para casa, observava seus compatriotas se preparando para um novo embate contra os soldados da Guarda Nacional e repetia para si mesma:

    “Temos que ter fé, temos que ter fé, um dia conseguiremos tirar Maduro”.

  • 23fev

    DIÁRIO DO PODER

     

    Militares da Venezuela abrem fogo e matam dois perto da fronteira com o Brasil

     

    Ditador ordenou o bloqueio da fronteira para impedir que comida chegue ao povo

     

     Reprodução Twitter

     

    Militares venezuelanos abriram fogo contra um grupo de civis que tentava manter aberto um trecho da fronteira da Venezuela com o Brasil na manhã desta sexta-feira (22). Ao menos duas pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas.

    O ditador Nicolás Maduro ordenou o bloqueio da fronteira entre os dois países na noite de quinta-feira (21), para impedir a entrada de ajuda humanitária no país.

    Segundo o jornal Washington Post, às 6h30 desta sexta, um comboio militar se aproximou de um ponto de controle próximo a uma comunidade indígena na vila de Kumarakapai, perto de uma das vias que ligam os dois países.

    Quando um grupo de pessoas tentou bloquear a passagem do comboio, soldados abriram fogo, ferindo ao menos 22 pessoas, segundo o jornal El Nacional. Uma das vítimas é Zorayda Rodriguez, 42.

    Duas ambulâncias cruzaram a fronteira brasileira, apesar do bloqueio, para levar cinco feridos a um hospital de Roraima.

    “Em este momento, cinco pacientes venezuelanos estão sendo atendidos no Hospital Geral de Roraima. Todos foram feridos por arma de fogo”, disse a Secretaria Estadual de Saúde, em nota.

    Após o ataque, ao menos 30 moradores dos arredores sequestraram três funcionários do governo.

    Segundo Tamara Suju, advogada e defensora dos Direitos Humanos, eles só serão liberados pelos indígenas caso o ministro da Defesa da Venezuela, Padrino López, vá buscá-los pessoalmente.

    Os ativistas que fizeram o bloqueio pertencem ao grupo indígena Pemones, que se uniu ao esforço da oposição para ajudar a receber a ajuda humanitária enviada pelos EUA.

    O líder opositor Juan Guaidó, reconhecido por 50 países (incluindo o Brasil) como presidente interino, se comprometeu a fazer chegar “de uma forma ou de outra” a ajuda humanitária ao país a partir de diversos pontos na fronteira, neste sábado (23).

    O envio de ajuda para os venezuelanos que sofrem com a crise econômica se tornou um foco de luta de poder entre Maduro e Guaidó. 

    O ditador teme que a entrega seja um disfarce para facilitar uma intervenção dos Estados Unidos, e ordenou aos militares que impeçam a entrada dos mantimentos, enquanto o opositor pede ao Exército que libere a passagem dos carregamentos.

    As Forças Armadas seguem leais a Maduro.

    Os Estados Unidos dizem que ‘todas as opções estão sobre a mesa’ e, nos últimos dias, têm pressionado o Brasil para que o país use força militar para entregar ajuda humanitária à Venezuela.

    A área de Defesa brasileira resiste à ideia por temer que a situação escale para um conflito, e também vetou a sugestão de que soldados americanos participassem da operação.

    Nesta sexta, a Rússia acusou os Estados Unidos de usar a ajuda humanitária enviada à Venezuela como “um pretexto para uma ação militar” para derrubar o presidente Nicolás Maduro.

    “Há informações de que empresas norte-americanas e aliados dos Estados Unidos na Otan estudam a compra de uma importante quantidade de armas e munições de um país do leste da Europa, com o objetivo de entregá-las para as forças de oposição da Venezuela”, disse Maria Zajarova, porta-voz da diplomacia russa. ​

    A China também questionou a entrega de comida e remédios.

    “Se a chamada ajuda humanitária chegar a ser enviada à força para a Venezuela, poderá desencadear um conflito e provocar graves consequências”, disse Geng Shuang, porta-voz do ministério de Relações Exteriores da China.

    “Isso é o que ninguém quer ver.”

  • 19fev

    RENOVA MÍDIA

     

    Mãe de Óscar Pérez ao lado de Trump em discurso na Flórida

     

    Em comício realizado na Flórida na noite desta segunda-feira (18), Trump falou sobre a crítica situação na Venezuela.

     

    Mãe de Óscar Pérez ao lado de Trump em discurso na Flórida

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou com sua base de apoio em comício realizado nesta segunda-feira (18) no Estado da Flórida.

    Em um certo momento do seu discurso, Trump chamou para o palco a mãe do herói venezuelano, Oscar Pérez, que foi vítima da truculência da ditadura de Nicolás Maduro.

    “Estamos honrados em estar aqui com a mãe de Óscar Pérez, que foi morto por bandidos venezuelanos”, disse Trump.

    “Oscar Perez era um valente policial venezuelano, ele amava seu povo e lutou por ele até ser baleado, morto pelos bandidos venezuelanos. Oscar deu sua vida pela liberdade de seu povo”, acrescentou o chefe da Casa Branca.

    A mãe do piloto pediu ajuda humanitária aos venezuelanos mais necessitados e exigiu justiça para o filho.

    “As lágrimas vêm para mim porque outro dos meus filhos, que também foi assassinado, estaria comemorando seu aniversário hoje”, disse a progenitora de Óscar Pérez.

    Confira o vídeo do encontro entre Trump e mãe do líder opositor assassinado por capangas de Maduro:

  • 02ago

    BLOG DO ALUÍZIO AMORIM

     

    O SOCIALISMO É TÃO BOM QUE NA VENEZUELA AS PESSOAS ESTÃO COMENDO SEUS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO PARA MITIGAR A FOME

    Neste momento em que meia dúzia de idiotas comunistas criam mais um factoide em torno do presidiário Lula da Silva, anunciando que meia dúzia de bobocas vestidos de vermelho estão dispostos a morrer de fome para libertá-lo, sempre é bom lembrar o exemplo da Venezuela.

    Afinal, o objetivo dos psicopatas vermelhos é retornar ao poder para transformar o Brasil numa republiqueta comunista de viés cubano-venezuelano.

    Portanto, vale a pena ver este vídeo do blogger e analista político conservador norte-americano Bill Whittle, postado pela “Embaixada da Resistência” em sua página do Facebook.

    Antes que Zuckerberg marque isto como “discurso de ódio”, aproveite para ver o que os comunistas são capazes de fazer para obter o poder total e irrestrito.

    No paraíso socialista venezuelano apoiado pelos comunistas tupiniquins a fome é tamanha que as pessoas estão comendo seus animais de estimação!

    Em sua página do Facebook o “Embaixador”, comenta ironicamente o conteúdo do vídeo. Oxalá tudo isso fosse um filme de ficção. Mas o diabo é que é a funesta realidade.

    Leiam:
    “Se não tivesse sido assassinado com um câncer via satélite orquestrado pela CIA Hugo Chavez celebraria hoje o seu aniversário. E se não tivesse nascido, o povo venezuelano teria hoje provavelmente comida na mesa.

    A “gente estúpida” como é sabido vai persistir, e mesmo muitos dos venezuelanos que fogem da tragédia que ajudaram a criar, continuam alimentando a ilusão que foi o sucessor de Chavez quem destruiu o “sonho”.

    Como se tivesse sido o Maduro a faturar 4 bilhões de dólares e se não tivesse sido Chavez a escolher o seu sucessor.

    Em suma, socialista tem uma doença incurável que não lhe permite aceitar ou entender os motivos pelos quais o seus sistema irá falhar seja em que cenário for.

    Neste vídeo o grande Bill Whittle, ciente de que socialista é insensível aos efeitos do socialismo em humanos tenta expor a situação dos animais (pode ser que funcione).

    E tenta também combater o mito de que o socialismo funcionaria na América por esta ser rica, comparando-a com uma das nações com maiores reservas de petróleo do mundo: a Venezuela.

    Implementar o socialismo num país rico apenas significa que você demorará mais tempo a declarar falência, e quem entende o mínimo de natureza humana ou de economia (de preferência ambos) entende os motivos disso”.

  • 21set

    AFP

     

    Dissidentes são detidos preventivamente em Cuba

     

    O regime dos irmãos Castro manda prender opositores políticos para evitar protestos durante a visita do Papa Francisco

     

     

    Dissidente cubano é impedido de se aproximar do papamóvel durante celebração de missa na Praça da revolução em Havana
    Dissidente cubano é impedido de se aproximar do papamóvel durante celebração de missa em
    Havana (Jorge Beltran/AFP)

     

    Nos últimos meses, Cuba tem ganhado destaque no noticiário por causa da normalização das relações com os Estados Unidos, cujo ápice se deu com a reabertura das embaixadas nos dois países em agosto passado.

    Mas Cuba segue sendo Cuba. Apesar da “abertura” o regime dos irmãos Castro segue reprimindo os opositores.

    Diversos deles foram presos preventivamente ou durante tentativas de se aproximarem do Papa Francisco, que faz uma visita oficial ao país.

    Segundo a Comissão Cubana de Direitos Humanos, dezenas de prisões começaram a ser feitas na noite de sábado e seguiram ao longo da madrugada de hoje.

    A repressão do regime castrista seguiu ao longo do dia de hoje e cerca de 30 pessoas foram presas antes da missa celebrada pelo Papa.

    Entre os detidos, estão quatro ativistas da União Patriótica de Cuba (Unpacu), Zaqueo Báez, María Sardiñas, Boris Reñe e Aymara Nieto, que conseguiram chegar ao local da celebração, mas foram presos quando identificados.

    Eles foram arrastados e presos por agentes policiais à paisana que os levaram para o mesmo centro de detenção onde já estavam os demais opositores.

    Pelo Twitter, diversas organizações contrárias ao regime castrista passaram a reportar prisões arbitrárias.

    Em uma dessas ações policiais, vinte mulheres do movimento “Damas de Blanco” foram presas quando marchavam pelas ruas de Havana.

    Pelo interior do país, agente da inteligência cubana indicavam carros e ônibus que seguiam para capital transportando oposicionistas.

    Todos que foram impedidos de seguir para Havana foram levados para delegacias e são mantidos sob forte vigilância sem nenhum tipo de acusação formal ou sequer prestar depoimento.

   



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