• 02set

    VEJA.COM

     

     

    Cientistas criam o sorvete ideal: não engorda e derrete devagar

     

     

    Pesquisadores escoceses descobriram uma proteína natural que dispensa a necessidade de muita gordura ou açúcar

     

     

    Sorvete de casquinha
    Conhecida como BslA, a proteína une ar, gordura e água no sorvete, fazendo com que ele permaneça sólido por mais tempo. (VEJA.com/Divulgação)

     

    Cientistas escoceses descobriram uma proteína capaz de criar o sorvete perfeito. A substância natural é capaz de agregar água, ar e gordura, criando uma textura tão cremosa que demora a derreter, mesmo nos dias de mais calor.

    Além disso, sua consistência permite o uso de pouquíssima gordura, ou seja, menos calorias. É um sorvete que engorda menos e derrete devagar, prolongando o sabor.

    Sorvete ecológico – Conhecida BslA, a proteína está presente em alguns alimentos como uma bactéria inofensiva aos seres humanos.

    É encontrada no “natto” – tradicional alimento japonês feito de soja fermentada. A BslA impede que o ar escape do sorvete, evitando o derretimento.

    Ela substitui as moléculas de gordura usadas para estabilizar a mistura da massa e também pode tornar desnecessária a adição de grandes quantidades de açúcar.

    Os cientistas estimam que ela pode ser utilizada também em alimentos como mousses e maioneses para diminuir a quantidade de calorias.

    Segundo os pesquisadores das universidades de Edimburgo e Dundee, na Escócia, responsáveis pelo desenvolvimento do novo produto, ele deverá ser comercializado dentro de três a cinco anos.

    A equipe afirma que a nova substância pode ainda ser uma maneira de tornar o sorvete um alimento mais sustentável – pois necessitará de menos energia para permanecer gelado, seja no freezer ou durante o transporte das fábricas para as sorveterias.

  • 10jul

    VEJA.COM

    A nova receita para combater a depressão: 90 minutos na natureza

     

    Cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, demonstram que caminhar em ambientes naturais diminui a atividade neuronal na área do cérebro relacionada a doenças mentais

     

    Casal na praia
    Caminhar por uma hora e meia em meio à natureza reduz os pensamentos negativos repetitivos(Thinkstock/VEJA)

    Quer se livrar da depressão? Caminhe na natureza. De acordo com pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, 90 minutos andando entre árvores e arbustos diminui o nível de pensamentos negativos e reduz a atividade nas áreas cerebrais relacionadas a doenças mentais.

    O estudo, publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), na última semana, sugere que parques naturais próximos aos grandes centros são essenciais para manter a saúde mental dos seres humanos.

    “Nossas descobertas são importantes porque demonstram o impacto da natureza na regulação das emoções – o que pode explicar de que forma ela nos faz sentir melhor”, diz o cientista Gregory Bratman, um dos autores do estudo.

    Humor urbano – Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores partiram de estimativas de saúde globais, como as que mostram que pessoas que vivem nas cidades grandes têm risco 20% maior de desenvolver ansiedade e 40% maior de ter transtornos de humor.

    Para aqueles que nascem em ambientes urbanos e jamais saem das cidades, a probabilidade de desenvolver esquizofrenia é duas vezes maior. Os cientistas decidiram, então, verificar se a exposição à natureza estaria ligada a essas estatísticas.

    No estudo, dois grupos de participantes caminharam por 90 minutos. Um deles em uma área repleta de carvalhos e arbustos e o outro, ao longo de uma rodovia com tráfego intenso.

    Antes e depois da caminhada, os pesquisadores mediram a atividade cerebral, os batimentos cardíacos e velocidade da respiração dos participantes.

    Ao fim das caminhadas, os cientistas encontraram poucas diferenças nas condições psicológicas dos caminhantes.

    No entanto, as mudanças cerebrais foram marcantes. Naqueles que caminharam no ambiente natural, a atividade neuronal na região do cérebro relacionada aos pensamentos negativos repetitivos diminuiu consideravelmente.

    Essa área é fortemente relacionada a doenças mentais, como depressão, e a altos níveis de angústia e ansiedade.

    Estudos anteriores conduzidos por Bratman mostraram que passar um tempo na natureza tem impacto positivo no humor, diminui a ansiedade e melhora atividades cognitivas, como a memória.

    Essa foi a primeira vez, contudo, que os cientistas conseguiram quantificar o impacto da natureza na mente humana.

  • 26jun

    NEW YORK TIMES

     

    Nasa capta imagem de pirâmide em Marte

     

    Descoberta gerou uma onda de teorias conspiratórias sobre vida alienígena

    magem divulgada pela Nasa mostra uma formação de pirâmide no solo de Marte

    Imagem divulgada pela Nasa mostra uma formação de pirâmide no solo de Marte

    A sonda Curiosity, da Nasa, captou imagens de uma pirâmide perfeitamente formada na superfície de Marte, despertando as mais diversas teorias conspiratórias sobre vida alienígena, de acordo com reportagem do site britânico “Mirror”.

    Segundo cientistas, a pirâmide tem o tamanho de um carro e, provavelmente, é resultado de uma formação rochosa.

    Mas não é no que acreditam alguns. O canal do Youtube Paranormal Crucible, por exemplo, questiona o formato perfeito da pirâmide e atribui o design a alguma vida inteligente.

    Outros indicam que o que aparece na imagem pode ser apenas o topo de uma estrutura muito maior que está enterrada.

    Mas não é a primeira vez que imagens do Planeta Vermelho causam discussão.

    Fotos que mostravam uma nuvem de cogumelo (semelhante às das bombas nucleares) e a sombra do que parecia um homem trabalhando em uma espaçonave também renderam inúmeras teorias sobre a possível existência de vida no planeta.

  • 29mar

    VEJA.COM/SAÚDE

    Pesquisadores mostraram que medicamento experimental parece reverter os danos que a idade provoca no sistema imunológico de idosos

    Envelhecimento: cientistas testam droga para fortalecer o sistema de defesa de idosos

    Envelhecimento: cientistas testam droga para fortalecer o sistema de defesa de idosos (Thinkstock)

    Cientistas deram o primeiro passo para a criação de uma pílula do rejuvenescimento, capaz de retardar os danos da idade à saúde e a prevenir uma série de doenças.

    Em um estudo publicado na atual edição da revista Science Translational Medicine, esses pesquisadores demonstraram que um medicamento experimental pode fortalecer o sistema imunológico dos idosos e ajudá-los a combater infecções como a gripe.

    A droga em questão tem como alvo uma região do DNA ligada ao envelhecimento e ao sistema imunológico e é uma versão do medicamento rapamicina.

    Esse remédio faz parte da classe dos inibidores de mTOR, nome dado a uma via genética que, embora promova o desenvolvimento saudável entre jovens, parece ter um efeito negativo sobre a saúde com o avanço da idade.

    Estudos feitos em animais já indicaram que essas drogas podem prolongar a vida e evitar doenças associadas à velhice. A nova pesquisa é uma das primeiras a confirmar essa hipótese em seres humanos.

    Participaram do estudo cerca de 200 pessoas com mais de 65 anos. Parte delas tomou essa esse medicamento ao longo de seis semanas, enquanto o restante ingeriu doses de placebo. Após esse período, todos os voluntários receberam uma vacina contra a gripe.

    Segundo os resultados, os idosos que tomaram o medicamento desenvolveram 20% mais anticorpos contra a gripe do que aqueles que ingeriram placebo.

    Os pesquisadores também perceberam que esses voluntários apresentaram menores quantidades de glóbulos brancos associados ao declínio do sistema imunológico.

    Os autores do estudo, que foi conduzido no Instituto de Pesquisa Biomédica da farmacêutica Novartis, afirmam que a pesquisa dá um primeiro passo em direção a um medicamento capaz de reverter os danos do envelhecimento.

    Novas pesquisas devem ser feitas até que esse medicamento possa a ser utilizado na prática clínica.

  • 23mar

    VEJA.COM –  Jennifer Ann Thomas

    O neurocientista Ken Kiehl defende que, assim como deficientes físicos necessitam de fisioterapia, doentes mentais, a exemplo de psicopatas, têm de trabalhar o cérebro para combater a doença

     

    Kent Kiehl
    Para o neurocientista americano, a psicopatia é uma herança genética(VEJA.com/Divulgação)

    Kent Kiehl, neurocientista americano da instituição Mind Research Network e da Universidade do Novo México, nos Estados Unidos, é autor do livro The Psycopath Whisperer (sem tradução em português; 19 dólares na Amazon), resultado de vinte anos de estudo com psicopatas presos.

    Na entrevista a seguir, Kiehl explica como a psicopatia se desenvolve como uma característica genética e quais são os caminhos para combatê-la e, assim, diminuir seus efeitos.

    Há quem nasce psicopata?

    >>>   Estudos recentes, como os que conduzi, sugerem que a maior parte das variantes para traços de psicopatia é genética. Um exemplo é a metodologia que faz uso de gêmeos.

    Normalmente, ambos os irmãos marcam a mesma pontuação, seja ela alta, ou baixa, no teste usado para identificarmos um psicopata.

    Com essa técnica, sabemos que ao menos 50% dos traços de psicopatia são relacionados ao DNA.

    Mas isso não é uma sentença definitiva para a vida, pois é maleável. Há várias oportunidades para remodelar as pessoas.

    É possível diagnosticar um bebê como psicopata?

    >>>   Uma criança, sim. Existem psiquiatras que tentam identificar a doença em pacientes com 5 anos.

    Todos têm a esperança de que, mesmo no caso de um jovem que aparenta ser de alto risco para a sociedade, os pais possam buscar caminhos para resolver, ou ao menos aliviar, o problema se agirem cedo.

    Como alguém consegue exercitar o cérebro para ir contra a genética?

    >>>   Assim como uma deficiência física precisa de fisioterapia, a mente necessita de exercícios.

    Partimos do princípio que a psicopatia tem a ver com redução de empatia e excesso de impulsividade. Então, desenvolvemos jogos de computador que estimulam a empatia e reduzem a impulsividade.

    O paciente ganha no game se conseguir esperar, planejar e pensar sobre as atitudes cuidadosamente. Esse tipo de trabalho reduz, em muito, os traços típicos desse desvio mental.

    O psicopata consegue perceber sozinho que é um psicopata?

    >>>   Usualmente, não. Por sofrer de falta de empatia pelo outro, o psicopata não percebe como o seu modo de vida influencia as pessoas.

    Aliás, nem como ele afeta a própria vida. Durante o tratamento, porém, quando o psiquiatra explana sobre os atos do psicopata, ele consegue se reorientar para não repetir os erros.

    Temos de educar e treinar a mente do paciente.

    Como fazer isso?

    >>>   A melhor opção é o reforço positivo. Ou seja, reduzir a punição e aumentar os agrados quando o paciente age corretamente.

    Pesquisas comprovam que essa estratégia é mais eficiente em indivíduos com essas características.

    Quem tomaria essa atitude corretiva, baseada no incentivo, não na punição?

    >>>   Pais, professores, babás, quase todos do convívio do indivíduo podem agir.

    É preciso trabalhar com o paciente, principalmente quando é uma criança, em todos os momentos de sua vida. Cabe ao psiquiatra treinar aqueles que fazem parte da vida do psicopata.

    É possível reinserir um psicopata na sociedade, mesmo um com histórico de crimes?

    >>>   Isso depende muito da linha filosófica e social do sistema criminal de cada país.

    Acredito que os dados falam por si. Sem planejamento, não dá.

    Exemplo: 80% dos prisioneiros voltam ao sistema penitenciário dentro de três a cinco anos se não passaram pelo devido tratamento psiquiátrico.

    O ponto da minha pesquisa é que, já que eles serão soltos depois de cumprirem as penas, devemos elaborar tratamentos, estudos, programas de monitoramento, tudo para minimizar as chances de essas pessoas voltarem a cometer crimes consequentes de escolhas erradas de suas mentes perturbadas.

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