• 27maio

    DIÁRIO DO PODER

    PAULO KRAMER

     

    Manifestações fortalecem Bolsonaro, Guedes e Moro, avalia cientista político

     

     

    Paulo Kramer é especialista em ciência política. (Foto: ABr) Paulo Kramer é especialista em ciência política. (Foto: ABr)

     

    O cientista político Paulo Kramer avalia que o presidente Jair Bolsonaro “turbinou” seu poder de barganha perante o Congresso, com os expressivos atos de apoio que recebeu neste domingo em todo o País, e que os ministros Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça) saíram fortalecidos.

    Para ele, o bolsonarismo “exibiu uma face reformista, moderna, civicamente responsável, numa palavra, ‘civilizada’, protagonizando algo raro, para não dizer ‘inédito’ no Brasil e no mundo: manifestações populares a favor de uma agenda altamente impopular (reforma da Previdência)”.

    Kramer disse que até hoje “eu não tinha visto passeatas com cartazes e faixas em apoio a uma equipe econômica!”

    “Para um Executivo que abriu mão do toma-lá-dá-cá do presidencialismo de coalizão/cooptação/corrupção para se alimentar da seiva da popularidade, foi uma recarga no prazo de validade do seu carisma”, sentencia Kramer, professor de Ciência Política aposentado da Universidade de Brasília (UnB), articulista do Diário  do Poder e comentarista da rádio BandNews FM.

    O cientista político considera também ser notável a autonomia cívica do bolsonarismo em relação a grupos organizados que ajudaram a tornar possível essa grande transformação, “mas que decidiram se distanciar da mobilização preparatória às demonstrações de hoje, provavelmente por receio de que a tônica viesse a ser uma pauta antidemocrática e hostil à institucionalidade democrática”.

    Entre esses grupos ele cita os movimentos MBL, Vem Pra Rua etc. “Felizmente, esse temor foi desfeito pela celebração cívica auriverde num domingo ensolarado de Norte a Sul do País”, celebra.

    Mas Kramer pondera que não é possível compreender este domingo nas ruas do Brasil “sem remontar ao arco histórico que começou a ser traçado em junho de 2013, conquistou maturidade no impeachment de Dilma e ganhou musculatura nas eleições do ano passado”.

  • 27maio

    GAZETA DO POVO

    ALEXANDRE GARCIA

     

    As manifestações de domingo e um recado aos sabotadores

     

     


    Ato em apoio ao governo de Jair Bolsonaro Ato em apoio ao governo de Jair Bolsonaro ocorrem neste domingo (26) na Esplanada dos Ministérios| Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

     

    As manifestações deste domingo (26) surpreenderam até o governo. O governo não esperava tanto, como disse o general Augusto Heleno.

    Basta a gente ver as fotos da Av. Atlântica (RJ) e da Av. Paulista (SP). Impressionante. Isso sem Bolsonaro.

    Bolsonaro estava no Rio de Janeiro, mas não participou das manifestações. Embora o Rio seja o seu colégio eleitoral – porque foi lá que ele se elegeu vereador e deputado por 28 anos.

    O presidente da República foi a um culto em uma igreja perto da casa dele, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e lá ele disse que as pessoas não estavam apoiando o Bolsonaro, mas apoiando o país e as mudanças que ele prometeu em campanha: combate ao crime e corrupção, combate ao déficit público, defesa da família, enxugamento do estado, cortar despesas e burocracia, reforma tributária, abrir o país para países amigos – e não para ditaduras no exterior.

    Ele está completando cinco meses de governo e está cumprindo tudo que foi combinado na campanha eleitoral.

    Na verdade, ele está cumprindo um mandato de 58 milhões de mandantes, embora, ele tenha se tornado presidente de todos e não apenas daqueles.

    Uma observação
    Às pessoas pessimistas que, usando os meios de informação, tentaram passar uma outra ideia salientado aqueles mais radicais daquela religião extremista de “Vamos fechar o Congresso”, “Vamos fechar o Supremo” – o que é um absurdo.

    O próprio presidente da República desencorajou essas pessoas e disse que elas deveriam ir para a Venezuela apoiar o Maduro, porque é o Maduro que quer fechar o Judiciário e o Legislativo.

    O problema é que tentaram por 30 anos implantar uma ideologia fracassada no mundo inteiro. E aqui eles fracassaram também.

    Então não querem saber de país, não importa o país: eles querem atrapalhar aqueles que querem implantar um outro sistema – não o que fracassou.

    Querem sabotar a solução. No entanto, moram no mesmo país que a gente, estão no mesmo barco. Será que eles vão sabotar e depois ir embora do país?

    Eu não acredito que alguém seja capaz de fazer isso.

    O casamento do filho do presidente
    O presidente foi para o Rio para o casamento do filho – Eduardo Bolsonaro – que foi no sábado em uma casa de festas exatamente em um bairro que é de esquerda, Santa Teresa. Teve vizinhos que botaram música alta.

    Foi um casamento barato. Eu olho os casamentos de Brasília, e meu Deus do céu. Casou o filho do presidente da República, o deputado mais votado da história do país com 1,84 milhão. Eduardo tem 34 aninhos e 1,89 de altura.

    Ele se casou com uma psicóloga e atiradora e as pessoas vão buscar e falam “poxa, pagaram R$ 25 mil”.

    Gente, aqui em Brasília eu vou a casamentos que parecem que são do filho do faraó. Para um filho de presidente da República, até que foi um casamento discreto.

    Voltando à política
    O Senado vai tentar votar o retorno do Coaf para o Ministério da Justiça, de Sérgio Moro. O Coaf sempre foi do Ministério da Fazenda, e agora foi para Sergio Moro.

    A Câmara, por uma diferença de 18 votos, quis tirar dele. O líder do governo, Major Olímpio, tenta reverter.

    Mas o Senado pode ter de fazer uma mudança que vai ter que voltar para a Câmara, e essa Medida Provisória vence no dia 3 de junho.

    Está em cima. O próprio presidente já se conformou com isso e disse: “É o mesmo governo, ninguém está imaginando que o Paulo Guedes vai combater menos a corrupção que Sergio Moro.

  • 15nov

    TVEJA

    Joice Hasselmann, Ricardo Setti e Augusto Nunes debatem a prisão dos empreiteiros envolvidos no Petrolão e outros perigos que afligem o governo

  • 31out

    FOLHA.COM

    O “surto de impaciência” revelado pelas manifestações de junho de 2013 “provocou um surto simétrico e antagônico que é o surgimento de uma nova direita, um dos fenômenos mais importantes do Brasil contemporâneo. Uma direita não convencional, que não está contemplada pelos esquemas tradicionais da política”.

    Quem faz a análise é o filósofo Paulo Eduardo Arantes, professor aposentado da USP (Universidade de São Paulo). Ele compara o que acontece aqui com a dinâmica nos Estados Unidos:

    “A direita norte-americana não está mais interessada em constituir maiorias de governo. Está interessada em impedir que aconteçam governos. Não quer constituir políticas no Legislativo e ignora o voto do eleitor médio. Ela não precisa de voto porque está sendo financiada diretamente pelas grandes corporações”, afirma.

    PROTESTOS DE 2013

     

     

    Por isso, seus integrantes podem “se dar ao luxo de ter posições nítidas e inegociáveis. E partem para cima, tornando impossível qualquer mudança de status quo. Há uma direita no Brasil que está indo nessa direção”, diz o filósofo.

    Segundo ele, “a esquerda não pode fazer isso porque tem que governar, constituir maiorias, transigir, negociar, transformar tudo em um mingau”.

    Nesse confronto, surge o que sociólogos nos EUA classificam como uma “polarização assimétrica”, com um lado sem freios e outro tentando contemporizar.

    Na avaliação de Arantes, o conceito de polarização assimétrica se aplica ao Brasil.

    “A lenga-lenga do Brasil polarizado é apenas uma lenga-lenga, um teatro. Nos Estados Unidos, democratas e liberais se caracterizam pela moderação –como a esquerda oficial no Brasil, que é moderada. O outro lado não é moderado. Por isso a polarização é assimétrica”.

    “Fora o período da eleição –que é um teatro em se engalfinham para ganhar– um lado só quer paz, amor, beijos, diálogo, tudo. Uma vez que se ganha, as cortinas se fecham e todo mundo troca beijos, ministérios –e governa-se. Mas há um lado que não está mais interessado em governar”, afirma.

    JUNHO DE 2013

    Arantes fez essa análise no final da tarde de quarta-feira (29), em palestra sobre as manifestações de junho de 2013 no 16º Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação de Filosofia, que acontece nesta semana em Campos do Jordão (SP).

    O filósofo contestou a visão de protagonistas dos protestos, para quem o movimento não foi um raio em céu azul, já que foi precedido por várias rebeliões por melhoria no transporte público pelo país afora nos últimos anos.

    Na opinião de Arantes, todos foram apanhados de surpresa: “Ninguém esperava que isso acontecesse, nem os próprios protagonistas, nessas proporções. Foi absolutamente inesperado. Não temos mais ouvido para decifrar qualquer sinal de alarme”.

    Ele criticou o que considerou uma tentativa de sufocar a originalidade do movimento de junho. Discutiu também a visão de que os protestos tiveram fôlego curto.

    Citando o compositor Geraldo Vandré, o pensador Ernst Bloch (1885-1977), texto literário, documentário, o filósofo fez um desenho do país: “Desaprendemos a esperar. Isso é que mudou. Mudou a relação entre tempo e política”, disse.

    Para ele, essa mudança se reflete em esgotamento de paciência: não dá mais para esperar: “E houve uma reviravolta também do outro lado”. Daí a nova direita.

  • 03out

    REINALDO AZEVEDO/VEJA.COM

    Aécio e Marina estão tecnicamente empatados no Datafolha. As brutais divergências entre dois institutos sobre votos brancos e nulos e indecisos

    O Datafolha e o Ibope divulgaram suas respectivas pesquisas para a Presidência da República. Vejam os gráficos publicados pela Portal G1:

    Pesquisas 1º turno

    Vamos ver
    Tanto no Datafolha como no Ibope, Dilma, do PT, tem 40% das intenções de voto, e Marina Silva, do PSB, 24%. Ainda que dentro da margem de erro, os números são distintos no caso de Aécio Neves, do PSDB, que aparece com 21% no Datafolha e com 19% no Ibope.
    Uma pequena diferença, sim, mas que pode… fazer toda a diferença: no primeiro instituto, o tucano e a pessebista estão tecnicamente empatados; no segundo, não.
    No Datafolha, os outros candidatos somam 4%; no Ibope, 3%. Os institutos também têm outra divergência, e já digo por que isto é importante.
    No primeiro, 5% dizem não saber em quem votar, e o mesmo tanto votam em branco ou nulo; no segundo, esses números são, respectivamente, 8% e 7%.
    Assim, Dilma continua com 45% dos votos válidos no Datafolha e chega a 47% no Ibope. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% mais um dos votos válidos.
     
    Segundo turno
    No segundo turno, os números oscilam dentro da margem de erro nos dois institutos, mas acabam sendo bastante diferentes entre si.
    Vamos ver os números do Datafolha (os gráficos são do G1).Datafolha 2º turnoAgora vejam os dados do Ibope
    Ibope 2º turno com MarinaIbope 2º turno com AécioNo Datafolha, na disputa contra Marina, Dilma oscilou um ponto para baixo, e a pessebista se manteve no mesmo lugar.
    Se a eleição fosse hoje, a diferença entre as duas seria de 7 pontos em favor da candidata do PT: 48% a 41%.
    No Ibope, esse mesmo confronto traz números bem distintos, embora a distância seja mesma: 43% a 36%.
    Notem: nos dois casos, o Ibope atribui cinco pontos a menos a cada candidato.
    Por que essa diferença? No Datafolha, os brancos e nulos (8%) e indecisos (3%) somam 11%; no Ibope, somam 20% (12% brancos e nulos e 8% de indecisos).No caso de Dilma disputar com Aécio, como se nota acima, tanto os índices como as respectivas distâncias são muito distintas: no Datafolha, a petista teria apenas 7 pontos a mais do que o tucano: 48% a 41%; os brancos e nulos seriam 7%, e os indecisos, 3%. Segundo o Ibope, a diferença seria bem maior: de 13 pontos: 46% para ela e apenas 33% para ele. De novo, a distância enorme em brancos e nulos, que seria 12% nesse caso, com 9% de indecisos. Em quem acreditar?

    Ah, isso é com você, né, leitor amigo. Os dois institutos dizem que a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

    O Datafolha ouviu  12.022 eleitores em 433 municípios entre estas quarta e quinta.

    O Ibope entrevistou  3.010 eleitores em 205 municípios, entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro.

    Logo, os números do primeiro instituto são, digamos, mais quentes.

    Rejeição
    Há algumas ligeiras diferenças entre os dois institutos no que diz respeito à rejeição. Vejam os números do Datafolha:Rejeição DatafolhaAgora, no Ibope:
    rejeição IbopeA diferença de números para Aécio e Dilma estão quase na margem de erro; a rejeição a Marina é substancialmente maior nos números do Datafolha. Então vamos a uma síntese:
    – no Datafolha, a outra vaga do segundo turno segue indefinida: ou Marina ou Aécio; no Ibope, é a pessebista quem vai para a etapa final;
    – a divergência sobre brancos e nulos e indecisos nos dois institutos é gigantesca nos dois turnos. Isso faz diferença: no Ibope, Dilma estaria mais perto de vencer no 1º turno do que no Datafolha;
    – no Ibope, caso passe para um segundo turno, Aécio estaria numa situação bem mais difícil do que no Datafolha: no primeiro caso, uma diferença de 13 pontos; no segundo, de 7.Façam as suas apostas — além, claro!, de votar direito.

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