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  • 27out

    AGORA NOTÍCIAS BRASIL

     

    Todo mundo vai contrair o coronavírus em algum momento?

    Vírus deve continuar circulando entre a população e a doença causada por ele se tornará sazonal como a gripe, afirma especialista

     

    É provável que todos tenham contato com o vírus ao menos uma vez, diz especialista – Sebastião Moreira/EFE

     

    Ainda há muitas dúvidas acerca da resposta imune e da duração dessa proteção quando se trata do coronavírus. Casos de reinfecção e a vivência da segunda onda de contágio na Europa afastam a ideia de uma imunidade duradoura e coletiva.

    É provável que todos tenham contato com o vírus da covid-19 pelo menos uma vez na vida, afirma Ana Karolina Barreto Marinho, especialista em alergia e imunopatologia e coordenadora do Departamento Científico de Imunização da ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia).

    “Mas só alguns desenvolverão a doença. Há pessoas jovens que também pegaram [coronavírus] e desenvolveram sintomas mais graves, embora idosos e pessoas com comorbidades sejam do grupo de risco.

    Então, não dá para prever quem vai ter sintomas ou não”, destaca.

    Doença sazonal
    De acordo com ela, a grande aposta de especialistas é que a covid-19 se torne uma doença sazonal como a gripe. Isso quer dizer que a doença será típica de uma determinada época e estação, no caso, o inverno.

    “Por isso a importância de termos uma vacina e também tratamentos e remédios eficazes para aqueles que venham a adoecer”, observa.

    A especialista avalia que encontrar uma vacina segura e eficaz vai trazer a superação do cenário pandêmico, mas o vírus continuará presente nas comunidades.

    “Possivelmente, vamos ter uma ou mais vacinas eficazes, com isso vai haver o controle da pandemia. E, além disso, a população vai adquirir uma imunidade natural, esses fatores vão contribuir para a menor circulação [do vírus]”, analisa.

    Conhecimento sobre o vírus exige tempo
    A OMS (Organização Mundial da Saúde) já chegou a afirmar que entre 65% e 70% da população deve ser infectada com o coronavírus para que imunidade de rebanho seja alcançada, mas o mundo ainda está muito distante dessa taxa.

    Além disso, o órgão frisou que essa é apenas uma estimativa e mais estudos são necessários.

    “Não sabemos qual a porcentagem da população precisaria entrar em contato com o coronavírus. Vão ser necessários anos de história para saber”.

    “Isso varia de acordo com cada infecção. No caso do sarampo taxas de 95% a 98% [de imunização] garantem que não haja circulação”, exemplifica Ana Karolina.

    A especialista acrescenta que, a princípio, parece que o coronavírus não tem alta taxa de mutação. Esse fator, por sua vez, contribuiria para a imunidade prolongada.

    “Mas vamos observar isso ao longo do tempo. A gente ainda está vivendo a pandemia. Não dá para saber a taxa de mutação e como ele vai se comportar”, conclui.

    Publicado por jagostinho @ 09:18



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