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  • 05fev

    BEM PARANÁ

     

    Cúpula do PSL suspende deputados fiéis a Bolsonaro, incluindo dois do Paraná

     

    Barros: articulador da “Aliança”
    Barros: articulador da “Aliança” (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

     

     

    A Executiva Nacional do PSL determinou nesta terça-feira (4) nova suspensão das atividades de Eduardo Bolsonaro (SP) e outros 16 parlamentares alinhados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na tentativa de recuperar a liderança do partido na Câmara Federal.

    A lista inclui dois deputados federais paranaenses: Aline Sleutjes e Filipe Barros, que ficaram ao lado de Bolsonaro na briga entre o presidente da República e a direção nacional da sigla, comandada por Luciano Bivar.

    A medida ainda precisa ser referendada pelo diretório nacional da legenda, que tem reunião marcada para o próximo dia 11.

    Uma parte da direção da sigla tende a rejeitar a decisão de ontem para evitar prolongar a briga interna no PSL, que se arrasta desde outubro de 2019.

    Dirigentes ligados a Bivar, porém, acreditam que é necessário reforçar a posição contrária à conduta dos bolsonaristas para isolá-los internamente.

    No ano passado, 14 deputados federais já haviam sido suspensos pelo partido e tiveram a decisão homologada pela Câmara.

    Filipe Barros é um dos articuladores, no Paraná, da formação da “Aliança pelo Brasil”, novo partido de Bolsonaro.

    Ele, inclusive, vem rodando o Estado com um ônibus apelidado de “Busão da Aliança”, em busca de apoio para a criação da nova sigla.

    Maioria
    Um dos objetivos da ala ligada a Bivar era conseguir a maioria dos 53 deputados para emplacar Joice Hasselmann (SP) na liderança da bancada no lugar de Eduardo Bolsonaro.

    Joice chegou a ser nomeada líder do PSL. Os parlamentares punidos, porém, conseguiram reverter as sanções na Justiça e Eduardo retomou o posto.

    O objetivo do novo ato é conseguir mais uma vez a maioria da bancada para fazer de Joice a líder do partido no lugar de Eduardo em definitivo.

    Suspensos das atividades partidárias, eles não podem representar o PSL na Câmara.

    Depois disso, novas representações contra o grupo foram apresentadas na comissão de ética do PSL, no final do ano.

    Nestes novos questionamentos à conduta dos deputados, foram usados como argumento o fato de eles fazerem campanha pela desfiliação de integrantes do PSL e apoio à Aliança pelo Brasil, partido que Jair Bolsonaro tenta criar.

    A comissão de ética entendeu que eles incorreram em infidelidade partidária e por isso recomendou aos dirigentes da legenda a aplicação de sanções.

    Dos parlamentares suspensos, apenas Helio Negão, Tonietto e Sleutjes haviam sido sancionados com advertência no ano passado.

    Além deles, foi sugerida a suspensão dos deputados estaduais Gil Diniz (SP) e Douglas Garcia (SP).

    Dirigentes do partido entendem que a decisão da Justiça que impediu um grupo da sigla de ser suspenso da atividade parlamentar não o protege de novas sanções.

    Publicado por jagostinho @ 09:27



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