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  • 31jan

    AGÊNCIA BRASIL

     

    Bagaço de cana pode substituir petróleo na fabricação de plásticos

     

    Composto é pesquisado no Instituto de Química de São Carlos

     

    Henrique Fontes | IQSC

    A Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um composto derivado do bagaço de cana que pode substituir o petróleo na fabricação de plásticos.

    A pesquisa é do professor do Instituto de Química de São Carlos Antonio Burtoloso.

    A gente construiu uma molécula interessante, que é um poliol, que são muito utilizados para fazer alguns tipos de plásticos, explicou o pesquisador.

    A substância é, segundo Burtoloso, semelhante a usada para elaborar plásticos como os usados em painel de carro ou alguns tipos de espuma dura.

    Para testar as possibilidades de uso prático, no entanto, o pesquisador está buscando parcerias com a indústria.

    É um trabalho que está bem no início, eu estou tentando firmar parcerias para a construção desse tipo de material, disse.

    O trabalho busca alternativas ao petróleo na fabricação desse tipo de material.

    Ao invés da gente construir moléculas de fontes de carbono, que não são renováveis, como é o caso hoje em dia, em que quase 100% vem do petróleo, o que agente fez foi usar outra fonte de carbono, que é a biomassa”, resume sobre os objetivos da pesquisa.

    Os resultados foram publicados na revista científica britânica Green Chemistry.

    A matéria-prima investigada no estudo existe em abundância no país.

    Segundo pesquisa divulgada em 2017 pelo Instituto de Economia Agrícola citada pelo professor, o Brasil gerou cerca de 166 milhões de toneladas de bagaço de cana-de-açúcar na safra 2015/16.

    É necessário ainda um grande período de desenvolvimento para que a molécula possa chegar ao mercado na forma de materiais acabados.

    Eu não veria algo desse tipo virar um produto para o consumidor antes de cinco anos”, estima Burtoloso.

    Apenas após os testes industriais será possível determinar os custos para a produção em escala de materiais derivados da nova molécula ou o tempo para que esses itens se decomporem quando descartados.

    Uma vez demonstrado que esse material é interessante como substituto dos plásticos atuais, teria que ser feito todo o estudo de degradação”, explica o pesquisador sobre as etapas do trabalho.

    Publicado por jagostinho @ 14:06



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