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  • 31ago

    ÉPOCA NEGÓCIOS

     

    Johnson acusa Macron de usar Amazônia como desculpa para interferir em acordo de livre comércio

     

    Presidente francês ameaçou barrar acordo UE-Mercosul se Bolsonaro não cumprir compromisso de proteger meio ambiente

     

    FOTO: KITWOOD/GETTY IMAGES

     

    O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, jogou um balde de água fria na intenção do presidente da França, Emmanuel Macron, de vetar o acordo comercial da União Europeia com o Mercosul, que inclui o Brasil, alegando que a preocupação com as queimadas na Amazônia estava sendo usada como uma ”desculpa” para interferir nas negociações de livre comércio.

    Na véspera da cúpula do G7, Macron alertou que não assinaria o acordo UE-Mercosul – prestes a ser concluído após 20 anos de negociações -, a menos que o presidente Jair Bolsonaro mostrasse que está levando a sério seu compromisso de proteger o meio ambiente de seu país como parte da luta global contra as mudanças climáticas.

    Nesta segunda-feira,  último dia do encontro do G7, Macron anunciou um acordo de 20 milhões de euros (pouco mais de R$ 90 milhões) para uma ajuda emergencial contra as queimadas na Amazônia.

    Ao chegar para a cúpula do G7, na cidade costeira de Biarritz, Johnson reafirmou seu horror diante dos incêndios florestais que atualmente devastam várias partes da Amazônia brasileira.

    E ressaltou que faria “tudo o que puder” para ajudar o Brasil a enfrentar a “tragédia” da destruição da floresta tropical. Porém, questionado sobre se juntaria a outros líderes na recusa de ratificar o acordo com o Mercosul, disse:

    – As pessoas terão qualquer desculpa para interferir no livre comércio e frustrar os acordos comerciais, e eu não quero ver isso.

    Assim, Johnson mostrou que está longe de apoiar a proposta de Macron, referendada pelo irlandês Taioseach Leo Varadkar, de barrar a aprovação final da UE para o acordo de livre comércio com os países sul-americanos.

    No sábado, a  Espanha disse que “não compartilha a postura defendida pelo presidente francêsde bloquear o acordo UE-Mercosul.

    O acordo com o Mercosul, do qual fazem parte também a Argentina, o Paraguai e o Uruguai, é contestado por muitos na França porque expõe os agricultores do país à concorrência de grandes quantidades de carne bovina barata proveniente da América do Sul.

    Publicado por jagostinho @ 11:02



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